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Pegar pela Palavra nos "Sabuguenses"

Por Miguel Horta

Pegar pela palavraé parte integrante do projeto
A Cultura sai à Rua – Câmara Municipal de Sintra
Surge através da candidatura Cultura para Todos,
integrada na Ação 11 da operação Lisboa-06-4538-FSE-000016
Idade Mais - Estratégia Municipal para o Envelhecimento Ativo e Saudável,
cofinanciada pelo Fundo Social Europeu

O mais recente encontro do Pegar pela Palavra teve lugar na bela sede da Associação de reformados, pensionistas e idosos “Os Sabuguenses”, onde fomos recebidos afavelmente pela pequena equipa do centro de dia. Esta sessão que juntou os participantes da União das Freguesias de Almargem do Bispo, Pêro Pinheiro e Montelavar foi bem concorrida e acho que trabalhámos bem. A equipa da Laredo teve uma presença alargada nesta sessão do Projeto. Escutámos algumas histórias de vida, poemas e outros contributos muito genuínos dos amigos e amigas que ali se juntaram. Estas pessoas fantásticas que se juntaram a nós não param se me surpreender com a sua criatividade! Começámos a pensar como poderia ser a participação de cada um nesta iniciativa, ficando decidido que na sessão de trabalho de 20 de julho (que será neste mesmo espaço) nos iremos dividir em pequenos grupos de trabalho para dar forma e expressão à participação de cada um. Na próxima sessão, dia 13 de junho pelas 15.00h, farei uma sessão de contos no Auditório da Junta em Pêro Pinheiro, aberta a todos, família, amigos e vizinhos.





8 dicas de leitura para organizar um evento de sucesso

Por Gonçalo Sousa

Com a leitura é possível adquirir conhecimento e expandir muitas áreas da vida, principalmente a profissional. Pensando nisso hoje indicamos alguns livros que trazem dicas valiosas para quem está responsável pela organização de eventos, sejam ele online, presenciais ou híbridos. Para ajudar quem já atua na área, seja empreendedor ou responsável de marketing, e está em busca de profissionalização e de estudos especializados sugerimos 8 leituras que podem ajudar no planeamento de um evento de sucesso.

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OpenSea revela violação de dados e alerta usuários para ataques de phishing

Por Lucas Berredo

Maior marketplace de NFTs do mercado, a OpenSea revelou na quarta-feira (29) ter sido vítima de uma ampla violação de dados.

Segundo a empresa, um funcionário da fornecedora de e-mails Customer.io usou indevidamente o acesso interno para baixar e compartilhar endereços de e-mail de usuários e assinantes do serviço.

Como os endereços roubados no incidente foram compartilhados com um agente não autorizado, a OpenSea solicita aos usuários potencialmente afetados que fiquem alertas para tentativas de phishing nas próximas semanas.

“Se você compartilhou seu e-mail com a OpenSea no passado, você pode ter sido impactado”, explica, em nota, o chefe de segurança da empresa, Cory Hardman. “Como o comprometimento de dados inclui endereços de e-mail, pode haver uma maior probabilidade de tentativas de phishing.”

A OpenSea afirma ter mais de 600 mil usuários, com as transações ultrapassando US$ 20 bilhões (em torno de R$ 105 bilhões, em conversão direta). A empresa relatou o golpe às autoridades dos EUA e o caso está em investigação.

Leia mais:

Alertas contra phishing

Por conta da violação de dados, a OpenSea instruiu usuários a procurar e-mails enviados de domínios utilizados por agentes maliciosos para falsear o domínio — nomes como “opensea.org”, “opensea.xyz” e “opeansae.io”. Eles também foram aconselhados a não compartilhar ou confirmar senhas ou frases secretas da carteira nem assinar transações, caso sejam solicitadas por e-mail.

Hardman também recomendou uma série de medidas de proteção contra tentativas de phishing. Entre elas, suspeitar de qualquer e-mail que se passe pela OpenSea e verificar URLs de páginas anexadas em comunicações da empresa.

Vale lembrar que esta não é a primeira vez que a OpenSea é vítima de violação de dados. No ano passado, os usuários da plataforma foram alvos de agressores que se passavam por uma equipe de suporte. Nisso, um ataque de phishing deixou mais de uma dúzia de usuários sem centenas de NFTs — à época, o correspondente a US$ 2 milhões (em torno de R$ 10 milhões).

Crédito da imagem principal: sdx15/Shutterstock

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Restaurante nega refeição grátis a influenciadora e faz contra-proposta: ‘O que você gastar será doado’

Por CONTI outra

Nas últimas semanas, muitos internautas tem questionado a forma como os influenciadores operam para obter serviços gratuitos em troca de publicidade. Quem recentemente endossou as críticas a esse tipo de prática tão comum nos últimos tempos foi o restaurante El Colmado, na Espanha.

O usuário do Twitter @soycamarero foi quem publicou nas redes sociais o caso do restaurante El Colmado, localizado em Castellón, na Espanha. Segundo ele, uma influenciadora do Instagram ofereceu aos administradores do estabelecimento 3 stories na plataforma em troca de um jantar grátis para duas pessoas.

“Estarei em Castellón de segunda a quarta-feira. Procurando restaurantes legais que não visitei na cidade, descobri o seu. Adorei o conceito. Gostaria de saber se interessaria a vocês realizar uma colaboração na qual eu os promova”, propôs a influencer ao gerente do El Colombo.

Embora esta seja uma forma comum de trabalho dos influenciadores, o gerente do estabelecimento não gostou da proposta da garota, então a convidou para ir o local para experimentar suas iguarias, mas pagando pela comida.

“Olá, a proposta de nossa parte é a seguinte: você pode vir almoçar, jantar ou lanchar e o mesmo valor gasto em nosso estabelecimento será doado em seu nome para a ONG Acción contra el Hambre (Ação contra a Fome em espanhol). Você poderá publicar e nos marcar sem nenhum problema nas redes sociais, para ganhar seguidores e reputação.”, propôs o gerente do El Colombo.

Por fim, a influenciadora rejeitou a contraproposta do restaurante, indicando que realiza caridade “de outras formas”, sem chegar a um acordo.

Apesar de @soycamarero manter a identidade da influenciadora em segredo, os usuários do Twitter não esperaram para criticar a ação da mulher. “Se ela come de graça no restaurante, ela deve falar da comida mesmo que não seja boa?” indagou um dos internautas irritado.

Esta não é a primeira vez que se torna pública uma briga entre um restaurante e uma personalidade da mídia sobre a solicitação de refeição grátis. Há poucos dias, o chef Edgar Núñez expôs a colombiana Manuela Rodríguez pelo mesmo motivo, dando origem a um grande debate no Instagram.

E você, o que acha? Deixe sua opinião nos comentários!

***
Redação Conti Outra, com informações de UPSOCL.
Fotos: Reprodução.

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Entrevista sobre a mineração do mar profundo: “A perda de biodiversidade vai ser irreversível”

Por Inês Sequeira

“Podemos terminar esta história antes que ela comece”, apela Sian Owen, directora da Deep Sea Conservation Coalition, que junta mais de 100 ONGs, organizações de pescas e institutos preocupados com a protecção dos ecossistemas vulneráveis do mar profundo. A Wilder falou com esta activista canadiana em Lisboa, à margem da Conferência dos Oceanos da ONU, numa entrevista em que Sian Owen avisa que as operações de extracção mineira no leito do oceano podem começar já em 2023 e desvenda os dilemas ligados a esta exploração.

Wilder: O que sabemos hoje sobre a vida no oceano profundo?

Sian Owen: Estamos a falar de todo o oceano abaixo dos 200 metros de profundidade, que representa 95% de todo o espaço onde a vida pode existir na Terra.

Hoje, sabemos mais do que há 10 ou 15 anos. Tem havido um aumento na investigação e foram publicados muitos artigos científicos nos últimos anos. E de cada vez que uma expedição de pesquisa vai lá abaixo, traz pelo menos uma nova espécie. Sabemos que a vida no fundo do oceano é muito rica e biodiversa.

W: Que espécies é que podemos encontrar?

Sian Owen: Há corais e esponjas que podem ter 5.000, 6.000, 7.000 anos de idade; o peixe-relógio (Hoplosthetus atlanticas), [classificado como Vulnerável à extinção], que pode viver até aos 150 anos; existem polvos, como o polvo-dumbo (Grimpoteuthis spp.), que usam as esponjas para colocar os seus ovos, nos nódulos de manganésio [também chamados de nódulos polimetálicos] que algumas das companhias mineiras tencionam explorar.

Pormenor de um coral branco do mar profundo, no Golfo do México. Foto: Expedition to the Deep Slope 2007, NOAA-OE
Polvo-dumbo da espécie Grimpoteuthis bathynectes. As barbatanas fazem lembrar duas orelhas e inspirararam o nome comum destes polvos do mar profundo. Foto: NOAA Okeanos Explorer

Não há nada de muito sólido no fundo do oceano. Por isso, quando há uma esponja ou um coral, os outros animais dependem dessas estruturas. É por isso que cada um dos nódulos de manganésio é um ecossistema, porque cada uma das criaturas o utiliza para formar o seu próprio ecossistema.

W: Então não é tudo negro e sem vida no fundo do mar?

Sian Owen: Não, nada disso. Como já referi, de cada vez que há uma expedição de pesquisa descobre-se pelo menos uma espécie nova. O que sabemos é que há imensas coisas que não sabemos: de acordo com os cientistas do mar profundo, precisamos de pelo menos três ou quatro décadas para continuar a mapear e perceber a diversidade que está lá em baixo e também os serviços que o oceano profundo nos presta. 

Sabemos por exemplo que o oceano profundo é importante para o sequestro de carbono e que existe uma espécie de ciclo biológico do carbono, que envolve os animais marinhos mesopelágicos [que vivem em suspensão na coluna de água, entre os 200 e os 1000 metros de profundidade].

Organismos que habitam a zona mesopelágica do oceano. Foto: Drazen et al., 2019

Todos os dias há uma vasta migração dessas criaturas que sobem à superfície e depois voltam para baixo. Os animais alimentam-se e absorvem carbono no topo do oceano e este é depois trazido para baixo e fica armazenado no fundo do mar, quando morrem e ali ficam depositados.

Sabemos também que o oceano fornece 50% do oxigénio do planeta. Existem as florestas que são o pulmão verde do planeta, mas o oceano é o pulmão azul.

W: Mas porque é que as companhias mineiras estão tão interessadas em explorar esse território?

Sian Owen: Na verdade, a maior parte da indústria mineira que trabalha na superfície terrestre não está envolvida, está a assistir ao que se passa. Temos é três ou quatro empresas especialmente interessadas, que acredito que tenham motivações diversas.

Há uma ‘startup’, uma empresa que nunca trabalhou na extracção mineira, que é a The Metals Company (TMC), com capitais americanos e canadianos. Outra é uma subsidiária de uma empresa grande de dragagens belga, a GSR – Global Sea Mineral Resources. E a terceira companhia é britânica, mas subsidiária da americana Lockheed Martin, que entre outras actividades é fabricante de armas.

Também há companhias ligadas a Estados, como a China, Rússia e Japão, mas as principais são as primeiras. 

W: E o que é que descobriram no mar profundo que as motiva?

Sian Owen: Os principais minérios de que toda a gente fala são o chumbo, o cobalto, o manganésio e o níquel. São metais importantes para as energias renováveis, para o armazenamento de energia e para as baterias. Estamos a falar de turbinas eólicas, painéis solares, carros eléctricos, telemóveis e tablets… Estas companhias afirmam que a única maneira de descarbonizar o planeta é retirar estes minerais do leito do mar profundo.

W: E qual é a vossa posição? Existe alguma alternativa?

Sian Owen: Antes de tudo, entendemos que não podemos minerar a nossa saída da crise climática. Existe uma crise da biodiversidade e uma crise climática e caminhos alternativos para descarbonizar.

Em primeiro lugar, há minérios em terra que podem ser melhor explorados. O argumento dessas companhias é que a procura vai crescer tanto que não a conseguiremos sustentar apenas com as minas terrestres, mas sabemos que existem inúmeras fontes terrestres desses minérios que ainda não foram exploradas. Não estamos a dizer para haver uma corrida, mas sim que há uma forma responsável de continuar a explorar esses recursos em terra.

Em segundo, os desenvolvimentos tecnológicos são tão rápidos que podemos não necessitar de cobalto ou chumbo no futuro. As necessidades vão mudar imenso ao longo do tempo, à medida que a tecnologia de hidrogénio se desenvolve e que surgem novas formas de explorar o lítio, com a extracção de água do oceano por exemplo.

Em terceiro lugar temos a economia circular, que aposta no redesenho, reutilização e reciclagem e na diminuição da procura. E há uma grande pressão política sobre os governos que aqui estão [na Conferência dos Ocenos] para aumentarem os incentivos de investimento na economia circular. Hoje em dia estamos a reutilizar e a reciclar apenas uma percentagem minúscula dos metais que já estão a ser usados.

E por isso, acredito que alguma da pressa em começar a explorar o fundo do mar é especulativa – especialmente a TMC, essas pessoas nunca foram mineiros. 

W: Mas já se sabe quais vão ser os impactos dessa exploração?

Sian Owen: A perda de biodiversidade vai ser irreversível. Eles gostam de falar em “colher” os nódulos do leito do oceano. O que a extracção mineira na verdade significa é a remoção de 30 centímetros do topo do leito oceânico e essa parte não vai retornar durante milhares de anos. Devido ao longo tempo que demoram as coisas no mar profundo, não podemos falar de restauro de um ecossistema da mesma forma que numa zona costeira.

Nódulos de manganésio recolhidos do Pacífico Sul. Foto: Hannes Grobe/AWI

Ninguém pode aceitar a destruição (‘bulldozing’) de milhares de quilómetros quadrados: cada acordo [já firmado] para a prospecção dos nódulos de manganésio, por exemplo, prevê [a intervenção em] oito ou nove mil quilómetros quadrados. Uma vez que as autoridades internacionais comecem a aprovar a extracção mineira desses nódulos, não poderão dizer que não a outros pretendentes. Não há forma de dizerem que sim a um país ou promotor e que não a outro promotor diferente. Neste momento existem 31 licenças de prospecção mineira que foram aprovadas.

W: E qual é a parte do oceano que mais atrai as companhias?

Os nódulos de manganésio são considerados a fonte mais rica de metais. Estão localizados na Zona de Clarion-Clipperton, que fica situada entre o México e o Hawai, no Pacífico Sul. Dos 31 contratos de prospecção concedidos pela ISA – International Seabed Authority (em português, Autoridade Internacional para o Leito Marinho), 17 ficam nessa zona, e dirigem-se aos nódulos de manganésio. Estes têm, além de manganésio, também chumbo, cobalto e níquel. É com essa área do oceano que as pessoas estão mais excitadas.

Localização da Zona de Clarion-Copperty. Imgem: USGS

W: Em Junho do ano passado, o governo de Nauru, uma pequena nação da Oceania, fez uma parceria com a TMC e deu dois anos à ISA para regular a exploração mineira do mar profundo. Quais são as consequências?

Sian Owen: Na Convenção da ONU para a Lei do Mar, há uma cláusula que é a chamada regra de gatilho [em inglês, ’trigger rule’] dos dois anos. Qualquer um dos 167 Estados-membros da ISA podia accionar esta regra a qualquer altura, durante estes anos de negociação para a criação de um quadro regulatório. Havia sempre a possibilidade de um Estado acelerar o processo para avançar com a mineração. E isso aconteceu com Nauru, que accionou a regra dos dois anos no fim de Junho do ano passado, e assim impôs um prazo ao mundo inteiro. E agora ou concluímos as negociações para a regulação ou as companhias poderão avançar com um pedido de licença para extracção mineira, mesmo que haja apenas um quadro regulatório temporário.

W: Nauru e a TMC podem ser os primeiros a começar a extracção mineira na zona de Clarion-Clipperton?

Sian Owen: Existem imensas questões em aberto sobre as opções que temos, mas uma possibilidade é que a 1 de Julho de 2023 a TMC se candidate a converter a actual licença de prospecção numa licença de extracção mineira, na zona de Clarion-Clipperton.

W: Temos estado a falar sobre o mar profundo, mas isso parece tão longe da realidade das pessoas comuns. Porque é que as pessoas hão-de ficar preocupadas?

Sian Owen: Uma das coisas que aprendemos nos últimos cinco a 10 anos é que algo que acontece numa parte do planeta pode afectar-nos a todos.

Primeiro, tudo no mundo está conectado. Em segundo, sabemos que o oceano é o coração regulador do nosso planeta: fornece-nos segurança alimentar, segurança de subsistência, oferece-nos o sequestro de carbono. Já colocámos várias camadas de stress no oceano, com o aquecimento das águas e a acidificação, a sobrepesca, e agora queremos também extrair minérios? 

Se destruirmos o leito oceânico nem sequer sabemos o que estamos a destruir; pode ser uma fonte de recursos marinhos genéticos, podemos estar a destruir algo valioso que nem sequer conhecemos. O que sabemos é que se retirarmos todo este leito marinho teremos vários impactos, por exemplo com a produção de plumas de sedimentos. E também barulhos e luzes em zonas da Terra onde nunca tinham acontecido.

W: Isso pode afectar os animais marinhos?

Sian Owen: Sem dúvida. Os animais marinhos usam o som para comunicar e detectar as presas. Tudo isso vai ter um impacto que desconhecemos.

O que também sabemos é que os contratos têm um prazo de 30 anos e que a actividade mineira vai ser de 24 horas sobre 24 horas, sete dias por semana. Não vai haver paragens para este barulho e luzes no fundo do oceano. Estamos a falar de uma actividade mineira intensa numa altura em que devíamos estar a restaurar a saúde do oceano e não a levá-la noutra direcção.

Baleia-azul. Foto: NOAA Photo Library

A Lei dos Mares está “desactualizada”

W: Receia que assim que alguém inicie a extracção, todos os outros vão atrás?

Sian Owen: Existe certamente esse risco. Porque se começar a extracção estão a abrir essa porta. Não quer dizer que aconteça tudo ao mesmo tempo, mas isso será possível, e o problema é que não haverá maneira de regular essa actividade.

O apelo global para uma moratória que o governo de Palau lançou esta segunda-feira, à margem da Conferência dos Oceanos, pede várias condições [para o início das operações mineiras]: primeiro, o aprofundamento da investigação científica sobre este assunto e que seja reformulada a forma como funciona a ISA, que só tem estado focada na actividade mineira e não na proteção da biodiversidade do mar profundo, outro dos seus mandatos.

O problema é que a Lei dos Mares foi negociada há 40 anos. É muito importante mas está desactualizada no que respeita à forma como gerimos os oceanos. E por isso precisa de ser actualizada de acordo com o que conhecemos hoje.

Em terceiro lugar, pede-se que seja concedida uma licença da parte da sociedade, porque o leito do alto mar, fora das áreas de jurisdição nacionais, é um património comum da humanidade. É um recurso para todos nós e também para as gerações futuras. As decisões que estamos a tomar, sobre causar prejuízos irreversíveis com a exploração destes minérios, será apenas para benefício de uns poucos…

E por último, a moratória apela a que haja investimento adequado em alternativas, como a economia circular.

W: Mas quanto aos pequenos países como Nauru, que precisam de recursos financeiros, como é que resolvemos essa necessidade?

Sian Owen: Essa é uma parte da discussão que precisa de ser feita e faz parte do apelo desta moratória: montar uma agenda científica do oceano que responda a questões sobre a biologia e os serviços de ecossistema do oceano, mas que por outro lado procure alternativas sócio-económicas que beneficiem países como Nauru, para que não dependam da extracção de recursos marinhos. Existem alternativas possíveis como os recursos marinhos genéticos, as energias renováveis. É uma conversa que precisamos de ter, sobre como pode o mundo unir-se e apoiar estes países.

W: Esperam que seja aprovada alguma decisão nesta conferência de Lisboa?

Esta conferência não se dedica formalmente à exploração mineira do mar profundo, mas houve desenvolvimentos nessa área com o apelo do governo de Palau à moratória de que temos estado a falar, a que se juntaram Samoa e as ilhas Fiji. E sabemos que há outros países preocupados.

A nível regional também há um movimento interessante, que inclui o Território do Norte australiano e os estados da Califórnia e de Washington, nos Estados Unidos, que baniram a exploração de minérios nas suas águas. Em Espanha, a Galiza e as Canárias também adoptaram uma moratória quanto às águas regionais. E na Nova Zelândia, já houve três tentativas de companhias de obterem licenças para extrair minérios do mar profundo, que até agora têm sido sempre rejeitadas pelo tribunal.

Esperamos iniciativas e resultados semelhantes em próximos encontros, como a Convenção para a Diversidade Biológica em Dezembro deste ano. São diferentes fóruns em que os governos se comprometem com a saúde do planeta e o restauro da biodiversidade.

W: Muitos países não adoptaram ainda uma decisão, certo?

A não ser que seja um governo que esteja a pensar em extrair minérios das suas águas, como acontece aliás com Portugal, ou que seja um Estado patrocinador da ISA, muitos governos não tiveram ainda tempo para pensar no assunto, até porque os últimos dois anos foram difíceis. Mas agora a exploração mineira do mar profundo precisa de fazer parte das agendas, para que os países se informem sobre o assunto e definam as suas posições.

E quanto mais isto é debatido, mais países e entidades defendem uma moratória. Temos uma tomada de posição científica, subscrita por mais de 600 cientistas e especialistas em políticas públicas, que pedem uma moratória; uma outra tomada de posição do mundo empresarial no mesmo sentido subscrita por cada vez mais empresas como a BMW, a Samsung e a Microsoft; temos instituições financeiras que estão a avisar que não irão financiar estas actividades; grupos indígenas e regiões que rejeitam esse tipo de exploração nas suas águas.

W: E Portugal?

Sian Owen: O governo recém-empossado tem sido mais cauteloso do que o anterior, no qual o ministro do Mar [Ricardo Serrão] Santos tinha declarado que a exploração do fundo marinho deveria ser suspensa. Embora falasse como ministro e não pelo Governo, era uma indicação de que Portugal se inclinaria para apoiar uma moratória. Mas agora com a mudança governativa, o novo Governo ainda está a debater o assunto…

W: Embora se tenha mantido o mesmo primeiro-ministro… E quanto aos cidadãos em geral, o que podem fazer quanto a esta situação?

Sian Owen: Em primeiro lugar, podemos aprender mais sobre este assunto e divulgar o tema junto das pessoas que conhecemos, porque o mar profundo é ainda tão desconhecido…

E uma vez que a exploração mineira ainda não está a acontecer, isso é muito excitante. Sempre que avançamos com acções de conservação, estamos a correr atrás do prejuízo, mas desta vez temos a oportunidade de aprender com os erros do do século XX e decidirmos não os repetir. Podemos parar esta história antes que comece.

Segundo, devemos insistir e chamar a atenção dos decisores políticos, seja ao nível local, regional ou nacional, e explicar que o nosso voto depende de que eles tomem a decisão certa nesta matéria.

Em terceiro lugar, podemos actuar como consumidores e divulgar que estamos a comprar por exemplo equipamentos da Samsung ou da Microsoft porque estão contra a exploração do solo marinho. E devemos também tentar não substituir os nossos equipamentos todos os anos, utilizá-los com a consciência dos minérios que são usados no seu fabrico. Podemos também recorrer a empresas que recolhem equipamentos usados, na venda de novos, e reciclam esses metais.

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Apenas 1 a cada 5 pessoas tem saúde cardiovascular ideal, revela estudo

Por Tamires Ferreira

De acordo com um novo estudo baseado na atualização das orientações do Life’s Essential 8, da American Heart Association (AHA), 80% das pessoas nos EUA têm saúde cardiovascular de nível baixo a moderado. A porcentagem indica que a cada cinco americanos, apenas um está com a saúde do coração em dia. 

Publicado nesta quarta-feira (29) na revista Circulation e divulgado também pelo Medical Xpress, o levantamento mediu a saúde cardiovascular de mais de 23 mil pessoas. A medição, que considerou adultos e crianças, foi realizada com base em oito componentes essenciais para a saúde ideal do coração e do cérebro: dieta, atividade física, exposição à nicotina, duração do sono, índice de massa corporal, lipídios no sangue, glicemia e pressão arterial. 

Coração. Imagem: Shutterstock
Apenas 1 a cada 5 pessoas tem saúde cardíaca ideal, revela estudo. imagem: shtterstock

O sistema de análise usou o esquema de pontuação para mensurar o índice. De forma simplificada, de 80 a 100 pontos a saúde era considerada “alta” (saúde ideal), de 50 a 79 moderada, e inferior a 50 “baixa” (ruim). 

Para os pesquisadores, os dados mostraram que a saúde do coração da população em geral está bem abaixo do que seria considerado ideal. Os homens foram os que mais apresentaram pontuação de média a baixa. Entre os componentes que mais colaboraram na baixa pontuação estão: dieta ruim, falta de exercícios e IMC acima do recomendado (o que pode estar ligado à dieta). 

Naturalmente, a pontuação de saúde cardiovascular em pessoas mais velhas foi mais baixa. Crianças também apresentaram um score ruim relacionados à alimentação. 

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“Esses dados representam o primeiro olhar sobre a saúde cardiovascular da população dos EUA usando o novo algoritmo de pontuação do Life’s Essential 8 da AHA”, disse Donald M. Lloyd-Jones, líder do estudo e presidente da American Heart Association. 

“No geral, a saúde cardiovascular da população dos EUA está abaixo do ideal, e vemos diferenças importantes entre grupos etários e sociodemográficos referente à saúde ao longo da vida”, acrescentou. 

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Próximo “007” deve demorar 2 anos para iniciar produção

Por Ana Luiza Figueiredo

A produtora de “007” Barbara Broccoli revelou que demorará “pelo menos 2 anos” para um novo James Bond entrar em cena.

Em entrevista ao Deadline, a produtora ofereceu algumas atualizações sobre a franquia, que está entre as mais famosas do mundo. Inclusive, Broccoli disse que a procura pelo substituto de Daniel Craig ainda não começou porque trata-se de “uma reinvenção do Bond”.

“Ninguém está correndo. Nós estamos trabalhando para onde ir com ele, estamos conversando sobre isso. Não há um roteiro e nós não podemos chegar até um até decidirmos como vamos abordar o próximo filme, porque, na verdade, é uma reinvenção do Bond,” continuou ela.

Por fim, Broccoli deu um prazo bem longo para o início das gravações do próximo filme da franquia, o que indica que teremos um hiato relativamente grande entre a última aparição de Daniel Craig como James Bond e a estreia de seu sucessor. “Nós estamos reinventando quem ele é e isso leva tempo. Eu diria que as filmagens estão há pelo menos 2 anos de distância”, concluiu ela sobre o novo “007”.

Leia mais:

Originalmente vivido por Sean Connery nos anos 1960, James Bond, o Agente 007, é um agente secreto britânico que protagoniza a franquia. Tradicionalmente, o herói dos cinemas vai mudando de rosto com a chegada de novos atores. Até hoje, foram seis intérpretes para Bond, com o mais recente sendo Daniel Craig, que viveu o papel em cinco filmes entre 2006 e 2021.

Recentemente um rumor surgiu sobre Idris Alba voltar a ser cotado para viver o agente 007, por causa de uma pesquisa de público que teria indicado ele como um dos favoritos da audiência.

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Reforçar competências de literacia com a biblioteca escolar: o projeto WEIWE(R)BE

2022-06-30 Pesquisa de informação.png

Pelo terceiro ano consecutivo, a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), em parceria com a Rede Académica WEIWER® – LE@D, Universidade Aberta, dinamizou o projeto WEIWE(R)BE, que tem como principal objetivo desenvolver nos alunos as competências de literacia de informação, de forma integrada, articulada e sistemática, através do trabalho colaborativo entre a biblioteca escolar e a sala de aula.

2021-2022

Em 2021-2022, integraram o projeto cinco novas escolas: Escola Secundária Alves Redol (Vila Franca de Xira), Escola Secundária Avelar Brotero (Coimbra), Escola Secundária Infanta D. Maria (Coimbra), Escola Secundária Matias Aires (Sintra) e Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro (Caldas da Rainha). Ao longo de vários meses, os professores bibliotecários (PB) destas escolas, em articulação com docentes de várias áreas curriculares, e apoiados pelos coordenadores interconcelhios para as bibliotecas escolares (CIBE), implementaram cenários concretos de aprendizagem, a partir dos quais os alunos das turmas envolvidas no projeto, com recurso a diversas fontes de informação, em particular Recursos Educacionais Abertos (REA), realizaram trabalhos de pesquisa fazendo um uso crítico e ético da informação.

O projeto teve como suporte científico-pedagógico um curso de formação, dirigido aos professores envolvidos – PB, CIBE e docentes de várias áreas curriculares –, ministrado por elementos do Gabinete Coordenador da Rede de Bibliotecas Escolares e da Rede Académica WEIWER® – LE@D, Universidade Aberta, tendo funcionado exclusivamente a distância.

A sessão de encerramento do curso teve lugar no dia 8 de junho, com a partilha de experiências de ensino e de aprendizagem no âmbito do projeto, não só pelos PB, pelos docentes com quem estes articularam e pelos CIBE, mas também pelos alunos, os verdadeiros protagonistas da sessão. A expectável e enriquecedora multiplicidade de perspetivas deixou, no entanto, transparecer algumas ideias-chave comuns aos porta-vozes das diversas turmas envolvidas, que destacaram a relevância do projeto para a melhoria dos trabalhos escolares.  

Apresentam-se, abaixo, algumas dessas perspetivas comuns, formuladas na primeira pessoa pelos porta-vozes dos alunos das respetivas escolas:

Este projeto também é facilitador na sua implementação nas turmas do Ensino Profissional, uma vez que o primeiro módulo de TIC […] consiste numa abordagem aos temas da pesquisa, direitos de autor e licenças, credibilidade da informação [entre outros].

ES Alves Redol

Aprendemos que temos de atribuir direitos de autor, fazendo citações, quer quando parafraseamos, quer quando transcrevemos as palavras dos autores consultados. Contudo, foi também uma experiência que nos trouxe algum desassossego, principalmente pelo desconhecimento que tínhamos das licenças Creative Commons e do uso da Wikipédia de forma informada e crítica.

ES Avelar Brotero

Aplicámos a estratégia KWL, o que nos orientou na busca de informação e, mais tarde, aprendemos também algumas técnicas para refinar a pesquisa. […]  Aquando da seleção de fontes de informação, aplicámos o teste CRAAP, o que estimulou o nosso sentido crítico […]; referenciar fontes consultadas de acordo com a norma internacional APA foi algo importante que aprendemos a fazer.

ES Infanta D. Maria

Achamos que vamos encontrar esta metodologia de trabalho ou equivalente no nosso percurso académico. [...] Tínhamos de [marcar a página] para fazer as citações, para respeitar os direitos de autor, [indicando] quem é que era o respetivo dono.                             

            ES Matias Aires

 [Este projeto] alertou-nos para adquirir mais informação da forma correta nos nossos trabalhos futuros, quer no nosso ensino secundário, quer num futuro menos próximo nas nossas vidas profissionais. Ajudou a expandir horizontes, mudar perspetivas e a [perceber] aquele que será o nosso caminho daqui para a frente.                                                  

        ES Rafael Bordalo Pinheiro

Face a um balanço expressivamente positivo, todas as escolas manifestaram a sua intenção de dar continuidade ao projeto no próximo ano letivo, alargando-o a mais turmas e/ou a mais anos de escolaridade, o que as tornará elegíveis a receberem o Selo WEIWE(R)BE.

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Selo WEIWE(R)BE 2021-2022

No presente ano letivo, e porque continuaram a apostar na regularidade dos processos e metodologias subjacentes ao projeto para além do primeiro ano de implementação, foram distinguidas seis escolas com o Selo WEIWE(R)BE 2021-2022: Escola Básica e Secundária Amélia Rey Colaço (Oeiras); Escola Básica e Secundária de Penacova; Escola Básica e Secundária Gama Barros (Sintra); Escola Secundária Braamcamp Freire (Odivelas); Escola Secundária Damião de Goes (Alenquer); Escola Secundária da Ramada (Odivelas).

Também no dia 8 de junho, teve lugar a sessão para atribuição simbólica da versão digital do selo a estas escolas, representadas pelos professores bibliotecários, que deram o seu testemunho sobre o trabalho de continuidade que promoveram no âmbito deste projeto. Nas várias intervenções, foi notório o reconhecimento da necessidade de criar situações de aprendizagem que envolvam os alunos, de forma ativa, na aquisição e no desenvolvimento de competências de literacia, com enfoque na literacia de informação, que devem ser trabalhadas logo nos primeiros anos de escolaridade.

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Concluída a edição deste ano, todos os intervenientes são unânimes em considerar que esta é uma área prioritária para a ação a desenvolver pelas bibliotecas escolares, pelo que se afigura de máxima importância a consolidação deste trabalho, a realizar em estreita articulação com a sala de aula.

 

Veja também:

Quando a estratégia para a literacia da informação implica um trabalho continuado – a experiência com o projeto WEIWE(R)BE 

Conselho de enfermagem faz vistoria em hospital que vazou informações de Klara Castanho

Por CONTI outra

Nesta terça-feira (28), o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo disse que compareceu no Hospital Brasil, acusado de vazar para a imprensa informações pessoais da atriz Klara Castanho, de 21 anos. A instituição afirmou que está aguardando a liberação de documentos internos para dar prosseguimento à apuração dos fatos e à identificação dos envolvidos no caso.

O Conselho Federal e o Regional de Enfermagem estão conduzindo uma apuração sobre a denúncia da atriz de que uma enfermeira a teria abordado e ameaçado divulgar informações confidenciais sobre a entrega para adoção de bebê fruto de violência. Através de uma nota, o hospital em que Klara ficou internada afirmou que será aberta uma sindicância interna para investigar o caso.

Na noite do último sábado (25), Klara Castanho publicou em seu perfil no Instagram uma carta aberta, em que diz que a história se tornou oública contra a sua vontade. O caso também está sendo investigado pelo Ministério Público.

Betânia Maria dos Santos, que é presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), disse à GloboNews nesta segunda-feira (27) que a enfermeira responsável por ameaçar Klara e vazar os dados pessoais da artista poderá perder o registro profissional.

Por meio de um comunicado emitido no domingo (26), o Cofen manifestou “profunda solidariedade à atriz Klara Castanho, que, após ser vítima de violência, teve o seu direito à privacidade violado, durante processo de entrega voluntária para adoção, segundo assegura o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”.

Disse ainda que, diante dos fatos, determinou a apuração da ocorrência e “tomará todas as providências que lhe couber para a identificação dos responsáveis pelo vazamento de informações sigilosas pertinentes ao caso”.

“Casos assim devem ser rigorosamente punidos, para que não mais se repitam. Da mesma forma, devem ser execrados comunicadores que deturpam a função social do jornalismo para destruir a vida das pessoas. Vida privada não é assunto público”, afirmou o Cofen.

Em texto divulgado neste domingo (26), o Hospital Brasil diz que “tem como princípio preservar a privacidade de seus pacientes bem como o sigilo das informações do prontuário médico. O hospital se solidariza com a paciente e familiares e informa que abriu uma sindicância interna para a apuração desse fato”.

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Redação Conti Outra, com informações de G1.
Foto destacada: Reprodução/Instagram.

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Somos Comunidade Poética

Por Miguel Horta

 


Ao fim da tarde de dia 21 de Junho teve lugar mais uma sessão de “Leituras à solta” com os habitantes e mediadores do bairro dos Ameais (Torres Vedras) no projeto “Somos Comunidade”. Já tinha prometido que partilharia, com este grupo fiel, a metodologia da Máquina da Poesia” e a sessão correu bastante bem – surgiram muitos versos bem profundos e outros que nos fizeram rir. No final fizemos um poema coletivo pedindo emprestadas as palavras de Luís de Camões , “o Amor é fogo que arde sem se ver”. E que fazer com a produção poética que pode surgir, fértil? Apresentei uma solução possível, sussurrar poemas aos ouvidos utilizando sussurradores. Desafiei o grupo a organizar uma partilha poética no centro da cidade. Podem fazer novas sessões da Máquina com públicos diferentes, fazer uma oficina de construção plástica e personalização das ferramentas sussurradoras e partir para as ruas com um grupo grande à semelhança de Montemor-o-Novo. Vamos ver se pega… Esta iniciativa tem o precioso apoio da Memória Imaterial, numa parceria com o Projeto Somos Comunidade. Para o mês que vem teremos outra aventura.

preparada para escrever poesia, até de olhos vendados...

Uma máquina simples


Literacias

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Leitura: 3 min |

Literacias é uma disciplina de Oferta Complementar, obrigatória para todos os alunos dos 2.º e 3.º ciclos da Escola Básica e Secundária Pintor José de Brito, Santa Marta de Portuzelo, Viana do Castelo, desde 2011/2012. Semanalmente, os alunos contam com 45 minutos no seu horário, dedicados a esta disciplina, lecionada pelos docentes de Oferta Complementar e, em momentos previamente planificados, simultaneamente pela professora bibliotecária, em situações de coensino.

A partir de situações de aprendizagem que se pretendem aprofundar numa determinada disciplina, os docentes de Oferta Complementar (que lecionam também as diferentes disciplinas), em articulação com a professora bibliotecária, planificam o trabalho a realizar, identificam as competências a desenvolver e a forma como o processo e os produtos criados irão ser avaliados.

Na biblioteca ou em sala de aula, os alunos, normalmente organizados em grupos, realizam aprendizagens relacionadas com os conteúdos programáticos da disciplina envolvida e desenvolvem, em contexto, competências de informação: pesquisam em livros, revistas e/ou na Internet, aprendem a avaliar as fontes, a utilizar um guião de pesquisa de informação, a organizar a informação de forma clara e rigorosa, a fazer referências bibliográficas e a comunicar, utilizando diferentes recursos e estratégias.

A avaliação do processo e dos produtos criados é realizada também, em simultâneo, pelo professor de Oferta Complementar e pela professora bibliotecária. Além dos saberes inerentes às disciplinas envolvidas, são também avaliados conhecimentos, capacidades e atitudes que se materializam em competências transversais, na área da linguagem, da informação e comunicação, do raciocínio e resolução de problemas, do pensamento crítico e criativo, do relacionamento interpessoal, do desenvolvimento pessoal e autonomia dos alunos.

A criação desta disciplina surgiu na sequência do diagnóstico realizado, aquando da elaboração do Projeto Educativo, em 2010/2011, que dava conta das fragilidades dos alunos ao serem confrontados com a necessidade de procurar informação fiável, de fazer o tratamento dos dados recolhidos com rigor e de comunicar as aprendizagens realizadas com clareza. Aproveitando o lançamento do referencial «Aprender com a Biblioteca Escolar», por parte da Rede de Bibliotecas Escolares, e o desafio para o aplicar, enquanto escola piloto, a Escola Básica e Secundária Pintor José Brito deu início a uma experiência de trabalho que dura há uma década e se tem vindo a adaptar à realidade educativa do agrupamento, ano após ano.

Além da melhoria de desempenho verificada nas apresentações de trabalhos, por parte dos alunos, e do aumento de requisição de documentos para a sala de aula, o impacto desta iniciativa verifica-se também ao nível das relações de trabalho entre os docentes. As orientações sobre a flexibilização curricular não encontraram grande resistência neste agrupamento, uma vez que os docentes há muito tempo que trabalham numa lógica de articulação e transversalidade.

O desenvolvimento de competências na área da informação e da comunicação continuam o cerne das linhas programáticas desta disciplina, um espaço ideal para a concretização do trabalho que se pretende realizar com a biblioteca escolar.

Ver também o vídeo: https://www.rbe.mec.pt/np4/228.html

 

Menino com síndrome de Down se perde e é amparado por seu cachorro até chegada do resgate

Por CONTI outra

Quando se trata de lealdade, ninguém consegue vencer os cachorros.

Jose Muñoz, de Houston, Texas, tem apenas 5 anos, mas já tem um novo apreço pela lealdade de seu cão, o pastor-alemão Alejandro. Jasmine Martinez, mãe do pequeno Jose, diz que eles recentemente se deitaram para uma soneca à tarde. Quando ela acordou, o garoto não estava em lugar nenhum.

O pastor alemão de 1 ano da família também estava desaparecido. Eles souberam imediatamente que o cachorro estava com José, que é portador da Síndrome de Down.

“Alejandro sempre foi um cachorro superprotetor desde que o pegamos, quando ele era filhote”, disse a irmã de José, Samantha Muñoz. Depois de vasculhar sua casa por 20 a 30 minutos, a família chamou a polícia para relatar o desaparecimento de José.

Ricardo Salas, sargento do Departamento de Polícia de Houston, enviou as autoridades policiais para procurar pelo menino. Eles não achavam que uma criança de 5 anos pudesse ir muito longe a pé, mas estavam errados!

“Eu olhei no mapa e disse: ‘Este é um percurso muito distante para a criança caminhar até aqui’, disse o sargento.

José foi encontrado a cerca de 800 metros da casa de sua família. Ele estava andando em alguns trilhos de trem, na companhia de seu fiel cachorro.

“O cachorro sabia que tinha que ir com o menino porque ele estava fazendo algo que não deveria”, disse o sargento Salas.

Alejandro esperou pacientemente enquanto os policiais verificavam José e lhe deram um pouco de água. Incrivelmente, o menino saiu ileso, exceto por alguns arranhões e hematomas. Todos os oficiais notaram como Alejandro era dedicado a José.

“Eu sentei a criança na minha unidade de patrulha para que ela pudesse obter um pouco de ar condicionado, e olhei para trás e o cachorro pulou no carro de patrulha”, disse o sargento.

A família de José ficou muito grata por tê-lo de volta e principalmente por Alejandro tê-lo mantido seguro! Jasmine diz que instalará travas de proteção infantil em suas portas para que José não possa sair novamente. Vamos torcer para que eles também deem a Alejandro muitas guloseimas e carinhos na barriga por ser um ótimo protetor!

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Redação Conti Outra, com informações de Inspire More.
Fotos: Reprodução.

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Mulher paga conta de água encontrada na rua e devolve dinheiro que seria usado para comprar ovos

Por CONTI outra

Na tarde da última segunda-feira (20), a empreendedora Aline Ketline Mendes estava passando por um quiosque em uma praia de Santos, no litoral de São Paulo, quando encontrou um envelope com dinheiro, uma conta de água e um bilhete. Na mensagem, a pessoa dizia que o troco que sobrasse do pagamento da conta seria usado para comprar ovos. Diante da situação, Aline efetuou o pagamento da conta, e divulgou o caso na nas redes sociais, com o intuito de localizar o autor do bilhete. Em menos de 24 horas a pessoa foi encontrada, e ficou muito feliz com a atitude da empreendedora, afirmando que o ovo é a única proteína que a família está comendo devido à crise financeira.

Aline, que confecciona e comercializa laços infantis para cabelo, encontrou o envelope em um banco de um quiosque da Praia do Gonzaga, quando se sentou para conferir quantas tiaras já havia vendido naquele dia. O envelope continha R$ 90, uma conta de luz e um bilhete, escrito: “Filha o troco compra tudo em ovo para amanhã”.

“Foi uma surpresa quando vi uma conta de água com o dinheiro lá, mas o que me deixou mais emocionada foi o bilhete pedindo para a filha comprar ovos com o troco. Imediatamente fui à lotérica pagar a conta”, ralatou a empreendedora.

Aline Ketline Mendes vendia laços infantis quando encontrou o envelope em um quiosque na praia de Santos — Foto: Arquivo pessoal

Depois de efetuar o pagamento da conta de água no valor de R$ 77,50, Aline fez um post nas redes sociais explicando o caso e mostrando uma foto do bilhete e do troco. Logo, muitos seguidores da empreendedora compartilharam a publicação com o objetivo de ajudá-la a localizar a dona do dinheiro. Já na manhã de terça-feira (21), a dona do envelope foi localizada.

“Conseguimos encontrar a pessoa e realizar o PIX no valor de R$ 48, pois além do dinheiro dela, mais três seguidoras também transferiram dinheiro para comprar mais ovos. Ela ficou muito feliz e contou que, com essa crise, o ovo é a única proteína que eles comem”, disse Aline.

A dona do envelope, que mora com a filha e sobrevive com um salário mínimo, R$ 1.212, preferiu não se identificar, mas disse ter ficado muito feliz com a atitude dela. “Ela ia ficar com a conta vencida até virar o mês. O sentimento foi de alívio”, contou a empreendedora.

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Redação Conti Outra, com informações de G1.
Fotos: Arquivo pessoal.

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A Barca em Almada

Por Miguel Horta


Quando era menino, na praia do Vau (Algarve) gostava de fazer pequenos veleiros de osso de choco, com penas espetadas, pauzinhos e bandeirinhas, que competiam em regatas nas poças da maré vazia. Ficou-me daí o gosto pelas brincadeiras simples. Esta oficina propõem a construção lúdica de barquinhos recuperando o brincar em família, num museu que nos pertence a todos, gente de Almada.

Sábado 18 de junho, dia de visita/oficina no Museu de Almada/Casa da Cidade. Partimos das embarcações da Fonte da Telha, Arte Xávega, para criar os nossos barcos reaproveitando materiais diversos: garrafas de plástico, esferovite, desperdícios de madeira, canas e outros pauzinhos, mas não consegui encontrar nenhum osso de choco inteiro. Mesmo assim o grupo familiar que se juntou no Museu conseguiu fazer várias barcas que aguentaram bem o peso dos bonecos da Lego, os tripulantes de serviço. O modelo mais escolhido foi a jangada. Experimentámos os navios num tanque improvisado e no chafariz e foram autorizados a navegar. Aposto que algumas embarcações, no final do dia de Sábado, foram parar à banheira no meio da esponja, espuma e sabonete. Passámos uma manhã tranquila e divertida no Museu da Cidade de Almada onde tive o precioso apoio da mediadora Eurídice. Entre os participantes estava um avô ilustre, o Vereador António Matos, que muito gostei de rever. Em breve vos darei conta de outra oficina promovida pelo Museu da Cidade que acontecerá nas ruas da cidade velha...o que será?
Adivinhem quem estava ali ao lado no jardim do Museu...a Biblioteca Itinerante Aletria - que bela companhia!

A Praceta da Palavra

Por Miguel Horta

é parte integrante do projeto
 A Cultura sai à Rua 
Câmara Municipal de Sintra.
Surge através da candidatura
 Cultura para Todos
 integrada na Ação 11 da operação
 Lisboa-06-4538-FSE-000016 
idade Mais-Estratégia Municipal
 para o Envelhecimento
 Ativo e Saudável, cofinanciada
 pelo Fundo Social Europeu.

Mercês - 17 de Junho Desta vez realizámos o nosso encontro no jardim da praceta Francisco Ramos da Costa, mesmo em frente à mesquita. Um local fresco, com espaço e sombras. Comecei por fazer uma pequena dinâmica em roda de corpo e concentração e depois fomos em busca da memória sentados no murete do jardim. Contámos com a presença da Maria José Vitorino e da Benita Prieto. Acho que o grupo central das histórias já se consolidou. Toda a gente falou animadamente e deu a opinião e isto é fundamental para se encontrar uma forma de participar que seja o retrato deste grupo de pessoas. Já nos estamos a habituar ao tempo lento, próprio da Guiné, de usar as palavras, sobretudo quando temos de encontrar a expressão exata em português – O Senhor Malan cativou-nos a todos com a descrição do seu casamento. Falou-se do casamento tradicional Mandinga da oferta das nozes cerimoniais de cola à entrega da vaca ao pai da noiva, embora o animal passe a ser propriedade da nubente. A sessão terminou com um texto muito bonito que a Senhora Maria nos leu que descrevia o seu jardim do Amor, com todas as cores, cheiros e paisagem. Comovi-me. A partir daqui vamos começar a trabalhar a participação de cada um, melhorando a postura, a dicção ou encontrando outras soluções de comunicação e partilha das suas histórias. 



Gotas de vozes em Arraiolos

Por Miguel Horta


Uma sessão intensa na Biblioteca Municipal sobre um belo tapete de Arraiolos.

9 de Junho
Há muito tempo que tinha vontade de trabalhar com a Professora Bibliotecária Paula Gaspar; temos o mesmo gosto em trabalhar com crianças com necessidades educativas específicas em contexto de Biblioteca Escolar. Chegou finalmente esse dia, com o precioso apoio da Biblioteca Municipal de Arraiolos onde realizámos as sessões, em plena festa dos tapetes. A vila fica linda com aqueles tapetes pelo chão e nas varandas, ainda a possibilidade de assistir ao vivo à tosquia de uma ovelha (!) no meio da feira que montaram no centro. Realizámos a primeira sessão CEF (Tratadores de animais em cativeiro). E que bem que correu a sessão! Espero que tenha sido útil para os docentes envolvidos neste desafio. António Gedeão foi o poeta eleito e o livro Zoom fez com que todos viajassem pelo mundo através das memórias convocadas pelas imagens da obra. Aproveitei para ler dois textos do Rimas salgadas, com a participação alegre e ruidosa do "público marinho". A sessão foi transmitida em streaming por uma equipa da Câmara Municipal e ainda está disponível para visualização na sua página do facebook . Da parte da tarde, no contexto do projeto “Gotas de vozes” (tema central a água), estive com o 8º ano da Professora Bibliotecária, uma turma inclusiva, muito variada. Falei sobre os meus livros (em especial o Rimas Salgadas) e brinquei com eles, falei um pouco de mim, li um poema de Maria Alberta Menéres e fiz uma ilustração ao vivo (o Pedro lá ficou retratado no desenho...), aturei a lateral direita do campo, lancei algumas perguntas e levei o meu peixe – robô que nadou e nadou num aquário improvisado.


Só agora, com calma, consegui apreciar como deve ser a vossa produção escrita – Sim! Estou a falar para vocês, alunos. Fartaram-se de trabalhar; a vossa professora já me tinha enviado informação sobre a pesquisa que realizaram – Parabéns! Gostei bastante de estar convosco, apesar dos zangados do costume, vocês sabem bem quem são… Espero que tenha sido agradável o vosso início da tarde – Façam o favor de ter um Verão fantástico!

Gotas de vozes: que bonitas ficaram as capas dos trabalhos...


Fica aqui a minha palavra de apreço à
Carla Cândido, pela atenção e hospitalidade, reflexo do apoio do Município a esta iniciativa.

Mancha solar crescente já tem quase o triplo do tamanho da Terra

Por Flavia Correia

Conforme noticiado pelo Olhar Digital no início da semana, uma mancha solar denominada AR 3038 dobrou de tamanho entre domingo (19) e segunda-feira (20) à noite. Segundo informações da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), ela vem mantendo esse ritmo crescente e, atualmente, já está com quase o triplo do tamanho da Terra, para onde está direcionada.

Imagem captada pelo Observatório de Dinâmica Solar da NASA, que está monitorando a mancha solar AR 3038. Especialistas notaram que seu tamanho dobra a cada 24 horas. Atualmente, já é quase três vezes maior do que a Terra. Imagem: SDO/HMI/NASA

“A mancha solar tem dobrado de tamanho a cada dia e está com mais de 2,5 vezes o tamanho da Terra”, disse C. Alex Young, diretor associado da Divisão de Ciência Heliofísica do Goddard Space Flight Center, da NASA, ao jornal USA Today.

Imagens captadas pelo Observatório de Dinâmica Solar da agência mostram como a região vem evoluindo.“A mancha AR 3038 tem um campo magnético ‘beta-gama’ instável, que abriga energia para erupções solares classe M”, revelaram os especialistas do site Spaceweather.com na última terça-feira (21).

De acordo com a classificação estabelecida internacionalmente, as erupções solares M são o segundo tipo mais forte, dentro de uma escala distribuída entre as categorias A, B, C, M e X (da mais fraca à mais poderosa delas). 

No entanto, felizmente, as previsões não se confirmaram. Young disse que a mancha está produzindo pequenas erupções solares, mas “não tem a complexidade para as maiores chamas”. Segundo ele, há 30% de chance de a mancha solar produzir sinalizadores de tamanho médio e 10% de chance de criar tempestades mais potentes.

De acordo com W. Dean Pesnell, cientista do Observatório de Dinâmica Solar, a mancha solar AR 3038 é uma região ativa de “tamanho modesto” que “não cresceu anormalmente rápido” e ainda é um pouco pequena. “É exatamente o tipo de região ativa que esperamos neste momento do ciclo solar”, disse ele.

Andrés Muñoz-Jaramillo, cientista-chefe do SouthWest Research Institute, entidade baseada em San Antonio, no estado norte-americano do Texas, disse que não há nada para as pessoas na Terra se preocuparem. “Quero enfatizar que não há necessidade de pânico. Isso acontece o tempo todo, e estamos preparados e fazendo tudo o que podemos para prever e mitigar seus efeitos”.

Rob Steenburgh, líder interino do Centro de Previsão do Tempo Espacial (SWPC) da NOAA, revelou que, por enquanto, a mancha solar AR 3038 causou erupções de grau C, e não de classe M, como era esperado. 

No entanto, ele enfatiza que isso ainda não está descartado. “Embora não tenha havido sinalizadores M ou X desta área, há um potencial para sinalizadores mais intensos na próxima semana”.

Leia mais:

Um sinalizador M9, o mais violento da classe M, tem o potencial de causar um apagão de rádio com até 10 minutos de duração nas áreas atingidas pela ejeção de massa coronal (CME) na Terra.

Além disso, se entrarem diretamente em contato com a esfera magnética da Terra, as partículas carregadas de radiação liberadas por essas explosões, que são lançadas à  incrível velocidade de 1,6 milhão de km/h, também podem interferir no sinal GPS, impactando sistemas de comunicação e navegação. “As partículas de uma CME também podem colidir com eletrônicos cruciais a bordo de um satélite e interromper seus sistemas”, alerta a NASA, em comunicado.

Outra consequência possível da colisão da massa coronal ejetada pelo Sol com átomos da parte superior da atmosfera da Terra é a formação de espetáculos de luzes coloridas conhecidos como auroras. Quando acontecem no hemisfério norte, são chamadas de auroras boreais. No hemisfério sul, são as auroras austrais.

Normalmente, após uma tempestade solar, demora alguns dias para as partículas chegarem à Terra, quando direcionadas para o nosso planeta.

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Boa gestão de TI é essencial para evitar ataques a telas digitais, diz especialista

Por Lucas Berredo

No fim de maio, um painel na área de embarque do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, sofreu um ataque virtual e, em vez de anúncios publicitários, exibiu imagens pornográficas. A Infraero acionou a PF (Polícia Federal) para investigações e notificou a empresa responsável pela gestão das telas digitais, mas o caso (veja abaixo) acabou ganhando notoriedade nas redes sociais.

Segundo Igor Vazzoler, CEO da Progic, empresa de tecnologia para sinalização digital com mais de 5 mil telas em operação no Brasil, a invasão de painéis públicos ocorre em função de má configuração de softwares. Ele cita a importância das empresas terem atenção redobrada à governança de TI (tecnologia da informação) para evitar ataques do tipo.

“A principal vulnerabilidade dos sistemas sempre foi e continuará sendo o usuário”, explica Vazzoler, em nota. “É preciso se atentar à gestão de credenciais e ao uso de metodologias de autenticação seguras, como duplo fator de autenticação, autenticação federada, senhas fortes, entre outros.”

Algum gênio conseguiu entrar no totem do aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro e colocou videos pornôs. O meu Rio é literalmente do cacete! kkkkk pic.twitter.com/yCmi0JedPF

— Paulo Figueiredo Filho (@realpfigueiredo) May 27, 2022

Além disso, Vazzoler fala sobre a necessidade de uso de equipamentos profissionais que funcionem de forma autônoma para gerir telas digitais. “Eles funcionam com memória de sistema operacional read-only, ou seja, imutáveis, e não possuem entradas de controle, como USB para mouse e teclado. Além disso, deve-se utilizar uma rede exclusiva de internet para a conexão com as TVs”, disse o especialista, que atua há mais de 15 anos no mercado.

Leia mais:

Falhas mais frequentes

As falhas que mais acarretam invasões, segundo Vazzoler, envolvem o uso de computadores convencionais para a reprodução do conteúdo — dispositivos inapropriados para uso de telas digitais. Máquinas deste tipo possuem entradas físicas, como mouse e teclado, e acabam representando grande risco para a segurança da informação do sistema.

A utilização de softwares de acesso remoto, como o TeamViewer e o LogMeIn, também facilitam invasões. Embora tenham criptografia de ponta a ponta, nem sempre esses programas são executados de forma protegida. “Qualquer problema que afeta a disponibilidade, a integridade e a confidencialidade dos conteúdos veiculados são considerados como falhas de segurança de informação”, pontua.

Crédito da imagem principal: Minseok Kwak/Unsplash/CC

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iFood oferece 200 bolsas de tecnologia para mulheres e entregadores

Por Gabriel Sérvio

Para estimular a formação na área de tecnologia e promover a inclusão social no mercado de trabalho, o iFood anunciou que vai disponibilizar 200 bolsas de estudo no ‘Potência Tech’, uma iniciativa da empresa com foco em educação para pessoas de baixa renda e grupos sub-representados na sociedade. 

Do total, 120 são para mulheres pretas e trans no projeto social ‘Todas em Tech’. As outras 80 vão compor uma turma exclusiva para entregadores do iFood em parceria com a plataforma de cursos de tecnologia Cubos Academy.

“O iFood vem investindo na capacitação de pessoas pertencentes a grupos sub-representados da sociedade, como mulheres pretas e pessoas de baixa renda. Agora, pela primeira vez, o Potência Tech abre uma turma exclusiva para entregadores na área de tecnologia”, comenta Luanna Luna, gerente de educação do iFood. “Nosso intuito é aumentar a oferta de profissionais qualificados, assim como impulsionar a pluralidade no universo tech”.

Veja também:

Cursos de programação para mulheres

iFood oferece 200 bolsas de tecnologia para mulheres e entregadores.
Inscrições terminam na próxima segunda-feira, dia 27 de junho. Imagem: Roman Samborskyi/Shutterstock

Para as mulheres, as oportunidades são para cursos online de programação back-end e front-end. O projeto Todas em Tech, criado em parceria com a iniciativa de impacto social ‘{reprograma}’, é voltado para mulheres cisgênero e transgênero, acima de 18 anos e em situação de vulnerabilidade social, econômica e de gênero. 

Serão destinadas, no mínimo, 55% das vagas para mulheres negras e 5% para mulheres transgênero e travestis para reverter a baixa representatividade desses grupos no mercado, informa o iFood. Para participar, basta atender aos requisitos e preencher o formulário disponível na página do programa até a próxima segunda-feira, dia 27 de junho.

Turma exclusiva para entregadores

O iFood destinará 80 bolsas de formação em back-end para entregadores parceiros. Para concorrer, é preciso ser maior de 18 anos, ter ensino médio completo, ter um cadastro como entregador do iFood ativo há pelo menos três meses e não ter recebido bolsas da empresa para formação em tecnologia anteriormente. 

As aulas serão remotas e divididas em formações teóricas e práticas. As inscrições podem ser feitas aqui até o dia 17 de julho.

“Para a Cubos Academy é um prazer poder formar esses novos profissionais e promover, em conjunto com o iFood, essa capacitação com um grande potencial de transformação. Afinal, o mercado de TI conta com uma média anual de crescimento superior a 180%”, explica o CEO José Messias Junior.

Por fim, o iFood informa que abrirá em breve mais 1.700 bolsas para grupos sub-representados e de baixa renda. Para acompanhar a abertura de vagas, acesse o site da plataforma Potência Tech.

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Ler para Crer Ler - Vila Verde dos Francos

Por Miguel Horta


Ler para Crer Ler
Vila Verde dos Francos 
13 de junho

As páginas deste blogue têm sido boas auxiliares da memória, tento registar regularmente as minhas vivências enquanto mediador artístico e, neste caso, mediador do livro e da leitura. No fundo, estas oficinas que estou a realizar no Agrupamento de Escolas da Merceana (Alenquer) são oficinas improváveis, seguindo um modelo surgido nas Bibliotecas Escolares de Torres Vedras, que vou aprimorando. O primeiro grupo que recebemos na Biblioteca Escolar da Escola Básica de Vila Verde dos Francos era inclusivo, constituído por uma bela variedade de crianças o que permitiu partilhar diferentes recursos de comunicação e mediação leitora. Sentámo-nos em torno de uma grande mesa, crianças, auxiliar e professoras e comecei a tocar uma caixinha de música que todos puderam experimentar: Ai que difícil é dar à manivela de uma coisa tão pequenina! De que lado a coloco? À direita ou à esquerda? Depois começámos a folhear os livros em conjunto, livros de cartonados, resistentes, próprios para alunos que não controlam bem a força dos dedos, e que trabalham essa motricidade a par das palavras, da história e da comunicação. Cruzámos o “livro com um buraco” de Herve Tullet com o “Puzzles 3D” (David Carter) e criámos uma escultura coletiva para uma praça cheia de trânsito. Um dos alunos que está a começar a falar sussurrou-me algumas palavras ao ouvido, usando o meu sussurrador – fiquei tão contente... 


De tarde foi a vez de trabalhar com um 2º ano que resolutamente se entregou à tarefa de encontrar os adjetivos correspondentes aos emojis que apresentei colados numa folha de papel de cenário – tratou-se do desafio Filacteraque propõem também a descoberta intuitiva de verbos partindo de onomatopeias, muitas destas vindas da linguagem da banda desenhada. Para além de se trabalhar o léxico ativo, sempre vamos propondo novos vocábulos e corrigindo os habituais erros de ortografia destas idades. Sobretudo é um jogo divertido em torno das palavras.


23 de junho

De regresso à Biblioteca Escolar de Vila Verde dos Francos, trabalhei a metodologia Filactera com uma turma muito inclusiva do 3º e 4º ano. Dividiram-se em dois grupos muito equilibrados. O nível da resposta foi bem elevado! Foi uma risada, imitar as vozes dos animais; ás tantas ninguém se lembrava qual era o verbo do burro… IÔN! IÔN! IÔN! Fartaram-se de trabalhar...No meio de todas aquelas crianças, uma com PEA, cada vez que se concentrava, acertava em cheio nos adjetivos; reparei como este aluno estava tão bem incluído na turma, tendo sempre um par para interagir com ele durante todo o desafio. Percebe-se que já existe, há muito tempo, uma prática inclusiva nesta escola básica do Agrupamento de Escolas Visconde de Chanceleiros (Merceana). Terminando a tarde, sentei-me à mesa com a professora bibliotecária e os dois professores titulares das turmas e conversámos sobre a atividade, o seu ponto de partida e objetivos, encerrando o encontro com a análise dos livros apresentados e que farão parte, em breve, do catálogo da biblioteca. Foi uma boa surpresa, este trabalho com as Bibliotecas da Merceana.


Cientistas descobrem nas Caraíbas a maior bactéria do mundo, que pode ser vista a olho nu

Por Inês Sequeira

Baptizada de Thiomargarita magnifica, esta bactéria gigante foi encontrada pelo biólogo marinho Olivier Gros nos mangues da ilha de Guadalupe, nas Caraíbas.

Normalmente as bactérias não são visíveis sem ajuda de um microscópio, mas esse não é o caso da nova Candidatus (Ca.) Thiomargarita magnifica, a maior bactéria até hoje encontrada, que faz lembrar massa de arroz e foi descrita para a Ciência esta semana na Science.

“É 5.000 vezes maior do que a maioria das bactérias”, explica Jean-Marie Volland, um dos cientistas envolvidos, investigador no Joint Genome Institute e no Laboratory for Research in Complex Systems, na Califórnia. “É como se um ser humano encontrasse outro ser humano que fosse tão alto como o Monte Evereste.”

Um único filamento da nova bactéria, a maior até hoje descoberta. Foto: Jean-Marie Volland

A bactéria foi encontrada em 2009 por um biólogo marinho, Olivier Gros, enquanto explorava os sistemas de mangues na ilha de Guadalupe nas Caraíbas, no Oceano Pacífico, explica uma notícia publicada pelo Joint Genome Institute. Os mangues são ecossistemas costeiros em regiões tropicais e subtropicais, em locais onde rios se encontram com o mar, sobretudo junto ao Atlântico e ao Pacífico.

Gros ficou curioso ao encontrar alguns filamentos brancos na água, recolheu uma amostra e passou-a a uma investigadora da Universidade das Caraíbas, onde era professor. Foi Silvina Gonzalez-Risso, através de estudos genéticos, que ficou surpreendida ao descobrir que se tratava de bactérias.

“Não pensei que fossem bactérias porque eram tão grandes, com o que parecia serem imensos filamentos”, recorda a cientista. “Descobrimos que eram únicas porque pareciam ser uma única célula. O facto de serem um ‘macro’-micróbio foi fascinante!”

Através dos estudos realizados, a equipa percebeu que os filamentos desta bactéria gigante chegam aos 9,66 milímetros de comprimento, mas na verdade formam células gigantes e não filamentos multicelulares. Outra descoberta que fascina os cientistas é a complexidade do seu genoma, em comparação com a maioria das outras bactérias.

Sistema de mangues onde a bactéria foi encontrada. Foto: Hugo Bret

Um dos próximos passos dos investigadores é estudar o papel desta bactéria no ecossistema dos mangues, que têm um papel importante na captura de carbono. “Sabemos que está a crescer e a prosperar no topo dos sedimentos do ecossistema dos mangues das Caraíbas”, indica Jean-Marie Volland.

Outra questão é saber se a complexidade encontrada a nível genético acontece também noutras bactérias. Para encontrar respostas, a equipa tem estado a cultivar a Thiomargarita magnifica em laboratório, com sucesso.

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Disciplina de Projeto

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No Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano de Santarém, como oferta complementar no 4.º ano, temos a Disciplina de Projeto onde se pretende que os alunos se apropriem de métodos de trabalho, de pesquisa e de investigação, utilizando o modelo de pesquisa BIG6. A metodologia de projeto implementada nas turmas do 4.º ano há dois anos, foi integrada este ano letivo no PADDE deste Agrupamento e alargada às turmas dos 5.º e 7.º anos. É seguindo as seis etapas do modelo de pesquisa BIG6 que os alunos são orientados na investigação de um tema. Em relação ao 4.º ano, a temática abordada foi o património de Santarém. 

O processo é iniciado com o anúncio, pelo professor, do tema, da data-limite da entrega do trabalho e qual o público-alvo da apresentação do mesmo. Em seguida, dado o tema ser muito alargado, os alunos escolhem um subtema, identificam o que já sabem e questionam-se sobre o que não sabem, construindo várias perguntas que constituem as linhas orientadoras de todo o trabalho de pesquisa.

Posteriormente, identificam, para cada pergunta, as possíveis fontes de pesquisa para recolherem a informação.

Segue-se a pesquisa in loco, em livros e em páginas Web. Na fase da pesquisa os alunos conhecem as regras básicas para uma maior eficácia a pesquisar na Internet, aprendem a reconhecer páginas Web de confiança, assim como a fazerem referências bibliográficas de livros e de páginas Web.

Seguidamente, há o registo da informação que dá resposta às perguntas feitas inicialmente. 

A etapa seguinte é a escolha da forma mais adequada de apresentar o trabalho ao público-alvo. Escolhida a forma de apresentação, constroem-se os artefactos.

Por fim, há a avaliação do processo e do produto. Finalizada a avaliação, é organizado o evento de apresentação do trabalho de pesquisa.

Todo o trabalho que se vai realizando nas aulas é partilhado num portefólio digital usando o Sway, uma aplicação do Office (https://sway.office.com/JtqxHwDVpESUbAgp?ref=Link / https://sway.office.com/rHrW7PvnfPvyAudp?ref=Link).

A ligação do Sway é partilhada com os encarregados de educação que, assim, seguem passo a passo a metodologia de trabalho e ficam com o registo das informações transmitidas nas aulas, podendo posteriormente acompanhar os seus educandos em trabalhos futuros.

Taxista que ama cães instalou 4 casinhas para proteger os animais do frio e da chuva

Por CONTI outra

O taxista argentino Juan Carlos Río, de 62 anos, sempre teve muito amor pelos cães, e foi esse sentimento que o levou a ter a nobre atitude de instalar quatro casinhas para abrigar os cachorros de rua em dias frios.

Tudo começou com a chegada do inverno, quando Juan notou que tinha quatro cachorros que ficavam procurando um lugar para se abrigar do tempo em Misiones, na Argentina. A cena o comoveu e o encheu de preocupação.

“Fiquei muito triste de vê-los ficar com frio ou molhados quando chovia”, disse ele ao Infobae.

A partir daí, ele pensou em uma maneira de ajudar esses pobres cãezinhos, pois as noites de inverno na cidade castigava todos os animais de rua.

Foi então que Juan, que é taxista no terminal rodoviário da cidade, mandou fazer quatro casinhas de cachorro para instalar no local.

“A ideia surgiu porque eu os via o tempo todo. Eles não têm casa, são da rodoviária e quando fazia frio ou chovia, se molhavam todos. Por isso pensei em mandar fazer algumas casinhas para eles.”, contou.

Os cães agora até já ganharam nomes: Samanta, Colita, la Sargenta e Toto.

“Todos eles esperam por mim enquanto faço minhas viagens.”, disse com orgulho o bom samaritano do terminal rodoviário.

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Redação Conti Outra, com informações de Portal Amigo Cão.
Fotos: Reprodução.

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Equipa portuguesa capturou animais do fundo do oceano para um desafio difícil, mantê-los vivos

Por Inês Sequeira

Objetivo do projecto HiperSea foi testar sistema desenvolvido para recolher e estudar os misteriosos animais que habitam o mar profundo. A Wilder falou com a coordenadora, Antonina dos Santos.

Foi nos canhões de Setúbal e de Lisboa, vales profundos no fundo do mar que ficam ao largo do Cabo Espichel, na costa da Arrábida, que um grupo de investigadores portugueses passou 10 dias a trabalhar com os animais marinhos de profundidade.

A partir dos 200 metros de profundidade, “quando começa o mar escuro”, até cerca de 1000 metros de profundidade, vivem os chamados animais mesopelágicos, “na sua maioria pequenos crustáceos avermelhados, pequenos camarões com alguns centímetros, muitos peixes que só agora começam a ser conhecidos”, explica Antonina dos Santos, coordenadora da missão e investigadora do IPMA – Instituto Português do Mar e da Atmosfera e do CIIMAR – Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental.

“Esta camada de animais mesopelágicos, que vivem todos em conjunto, vê-se nas sondas dos navios. São animais que flutuam na coluna de água e fazem migrações diárias: durante a noite estão a 600 ou 700 metros de profundidade e durante o dia ficam mais perto da superfície, até aos 200 metros.”

Outro alvo do projecto eram os animais que vivem no fundo do mar, a grandes profundidades, e que “são animais móveis”, como por exemplo “peixes, caranguejos, pequenos tubarões, camarões vermelhos”. “Em profundidade o mundo é muito mais solitário. Há animais predadores e animais que comem os detritos que caem de mais acima.”

Alguns dos animais observados no fundo do mar durante a missão. Foto: HiperSea

Entre 23 de Abril e 2 de Maio, a coordenadora da missão passou dias e noites no navio Mário Ruivo, juntamente com uma equipa técnica e científica que somou 14 pessoas, algumas das quais se iam revezando.

“O nosso objectivo era estudar melhor esses dois grupos de animais, capturá-los e mantê-los vivos, simulando as condições do fundo do mar”, nota a investigadora. O estudo dos animais marinhos de profundidade pode trazer novas oportunidades, por exemplo, para a engenharia biomolecular e a indústria farmacêutica.

Luzes que atraem

Ao longo dos 10 dias, foi testada pela primeira vez uma câmara hiperbárica com o objectivo de atrair e capturar essas espécies, desenvolvida no âmbito do projecto para aguentar as diferenças de pressão atmosférica – muito mais elevadas no fundo do oceano – e temperaturas muito baixas ou muito altas, no caso de vulcões activos ou fontes hidrotermais.

Navio Mário Ruivo com a câmara hiperbárica suspensa sobre o mar. Foto: HiperSea

“Como não há luz a estas profundidades, quase todos os organismos que aí vivem têm bioluminescência, e é dessa forma que atraem outros para se reproduzirem”, explica Antonina dos Santos. Foi usada uma rede mesopelágica construída com materiais fluorescentes para tentar atrair e capturar os animais mesopelágicos e a câmara hiperbárica tinha uma luz acesa no interior, que piscava. O próprio equipamento de filmagem, concebido para esta missão, tinha luzes e raios infravermelhos.

“São animais frágeis e trazê-los para a superfície coloca-os em risco, porque aqui na superfície terrestre a pressão atmosférica é muito leve para eles. O objectivo era capturá-los à mesma pressão e trazê-los na câmara hiperbárica fechada, passando-os depois para outra câmara hiperbárica que servia como aquário, quando chegavam à superfície.”

Equipa a colocar câmara hiperbárica no mar.
Operação observada do exterior do navio.

Durante a campanha, a equipa conseguiu fazer dois mergulhos quase todos os dias, mas o peso e as dificuldades de manobra da câmara hiperbárica dentro do navio, que tinha de ser transportada por mar para seguir de uma ponta da embarcação para a outra, dificultavam e prolongavam as tarefas. “São coisas que iremos melhorar”, diz a investigadora. Quanto à rede mesopelágica também vai ser modificada, uma vez que desta vez, apesar de várias tentativas, não chegou a capturar nada.

Câmara com a luz acesa no interior, no fundo do mar. Foto: HiperSea

“Pequenos crustáceos”

Já no fundo do mar, o desfecho foi outro. “Em diferentes mergulhos apanhámos cerca de quatro animais, pequenos crustáceos” – lembra a coordenadora da missão – “mas só se mantiveram vivos durante cerca de 24 horas”. O problema? A electricidade do navio teve picos de tensão que danificaram o sistema de manutenção da temperatura na câmara-aquário, ainda para mais em dias de muito calor, explica.

Ainda assim, Antonina dos Santos considera que a missão teve “muito sucesso” e recorda que “foram até aos 906 metros de profundidade para verificar se o sistema continuava a funcionar” – o que aconteceu com efeito. Vários países do mundo, como os Estados Unidos, França e Japão, estão também a desenvolver projectos para estudar os animais marinhos de profundidade, cada um à sua maneira.

Um dos pequenos crustáceos capturados no fundo do mar. Foto: HiperSea

Além de cientistas do IPMA e do CIIMAR, da equipa do projecto faziam também parte investigadores do INESC TEC – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, do ISEP – Instituto Superior de Engenharia do Porto e da empresa A. Silva Matos Metalomecânica, especializada na construção de contentores de alta pressão.

Entretanto, a equipa está já a pensar numa segunda fase para a qual será preciso mais financiamento, que nesta primeira etapa veio do programa COMPETE. “Queremos montar um sistema que permita um aquário hiperbárico num laboratório, que sirva toda a comunidade científica. O que podemos aprender com isso é imenso”, sublinha a mesma responsável.

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Robert Pattinson é o homem mais bonito do mundo, segundo a ciência

Por CONTI outra

Robert Pattinson foi considerado o “homem mais bonito do mundo” ainda vivo e o mais próximo de ser “perfeito”, de acordo com a ciência. O resultado foi obtido através da execução de um método de mapeamento que compara características faciais com o “Golden Ratio“, padrão de beleza dos gregos.

O Dr. Julian De Silva, que está à frente de um centro de cirurgia plástica em Londres, na Inglaterra, usa essa tecnologia em seu trabalho. “Robert Pattinson é claramente o vencedor pois todos os elementos do seu rosto apontaram uma quase perfeição física.”

Segundo o teste, o rosto de Pattinson é 92.15% perfeito.

O cirurgião plástico ainda incluiu no teste fotos de grandes galãs de Hollywood, como Henry Cavil, Bradley Cooper, Brad Pitt. Todos ficaram atrás de Pattinson no ranking.

Veja como foram realizadas as porcentagens:

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Redação Conti Outra, com informações de Cinepop e Diário do Nordeste.
Fotos: Reprodução.

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