Noticias em eLiteracias

🔒
✇ Olhar Digital :: Olhar Digital Geral

Telescópio Hubble registra galáxia gigante rodeada por conchas misteriosas

Por Flavia Correia — 25 de Maio de 2022, 20:24

Uma galáxia mais de duas vezes maior do que a Via Láctea foi capturada pelas lentes do Telescópio Espacial Hubble a cerca de 100 milhões de anos-luz da Terra. E o que mais impressiona os cientistas não é seu enorme tamanho, mas uma característica bastante rara: ao redor de seu núcleo esférico, há uma série de complexas conchas em camadas, cuja origem é misteriosa.

O Telescópio Espacial Hubble capturou a galáxia elíptica NGC 474, que fica a cerca de 100 milhões de anos-luz da Terra e tem 2,5 vezes o tamanho da Via Láctea. Créditos: NASA, ESA, D. Carter (Liverpool John Moores University), DSS; Processamento de imagens: G. Kober (NASA Goddard/Catholic University of America)

Denominada NGC 474, a galáxia elíptica tem aproximadamente 250 mil anos-luz de diâmetro, enquanto a Via Láctea tem 105,7 mil.

Em comunicado, a NASA informou que, embora a fonte das conchas que circundam o núcleo seja desconhecida, elas podem ser o resultado de uma fusão galáctica por meio da qual NGC 474 absorveu uma ou mais galáxias menores.

Durante uma fusão galáctica, as galáxias absorvidas poderiam criar ondas, formando as conchas em camadas observadas pelo Hubble. Esse processo é semelhante à forma como uma pedra caída na água forma ondulações.

Leia mais:

“Cerca de 10% das galáxias elípticas têm estruturas de conchas, mas ao contrário da maioria delas, que estão associadas a aglomerados de galáxias, as elípticas com casca geralmente estão em um espaço relativamente vazio”, diz o comunicado da NASA. “Pode ser que eles canibalizaram seus vizinhos”.

Segundo o site Space.com, a nova imagem da galáxia NGC 474 foi obtida usando a Câmera Avançada para Pesquisas do Hubble. Os cientistas também usaram dados do Wide Field, da Planetry Camera 2 e da Wide Field Camera 3 do observatório para obter uma visão abrangente do sistema.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

O post Telescópio Hubble registra galáxia gigante rodeada por conchas misteriosas apareceu primeiro em Olhar Digital.

✇ Olhar Digital :: Olhar Digital Geral

Primeiro voo tripulado da Starliner pode estar próximo de acontecer

Por Flavia Correia — 25 de Maio de 2022, 19:36

No fim da tarde desta quarta-feira (25), a cápsula CST-100 Starliner, feita pela Boeing sob encomenda para a NASA, deve pousar no Campo de Teste de Mísseis White Sands (WSMR), do Exército dos EUA, finalizando a primeira missão de teste bem-sucedida à Estação Espacial Internacional (ISS). 

Após concluir, com sucesso, sua primeira missão não tripulada à Estação Espacial Internacional (ISS), a Starliner, da Boeing, pode estar perto de transportar astronautas. Imagem: Sergey Korsakov – via Twitter

Denominada Teste de Voo Orbital-2 (OFT-2), a missão, embora não tripulada, foi projetada para demonstrar a aptidão da espaçonave em transportar astronautas para a estação e trazê-los de volta à Terra. Como o próprio nome diz, foi a segunda tentativa, após um esforço fracassado feito em 2019.

A Boeing foi contratada pela NASA em 2014, e até agora não prestou esses serviços à agência. Um acordo semelhante foi fechado com a SpaceX, que já lançou quatro voos operacionais tripulados para a estação com seu foguete Falcon 9 e cápsula Dragon.

No entanto, ao que tudo indica, pode não demorar muito para que a Starliner volte à órbita executando exatamente a função para a qual foi desenvolvida. Isso porque, de acordo com o site SpaceNews, a NASA revelou que, entre junho e agosto, já vai começar a especificar as atribuições da tripulação do Crew Flight Test – CFT, o primeiro voo de teste com astronautas a bordo da cápsula.

NASA e Boeing vão trabalhar nas falhas identificadas no voo OFT-2

Segundo a agência, o cronograma dependerá de modificações que podem precisar ser feitas na espaçonave para coibir falhas identificadas durante o OFT-2 com propulsores defeituosos e sistemas de resfriamento – nenhuma delas, no entanto, grave o suficiente a ponto de comprometer a missão.

Além disso, de acordo com a chefe do programa de voos tripulados da NASA, Kathy Lueders, os planos e a agenda da agência devem estar alinhados com o pessoal da Boeing. Isso inclui, por exemplo, determinar quem serão os tripulantes a bordo do CFT. 

De acordo com a chefe do programa de voos tripulados da NASA, Kathy Lueders, os planos da NASA devem estar alinhados com os da Boeing para designar a tripulação do voo CFT. Imagem: NASA/Kim Shiflett

Em outubro passado, a astronauta da NASA Nicole Mann, que havia sido designada como um dos membros da missão CFT, foi escalada para a missão SpaceX Crew-5, programada para ser lançada à ISS em setembro deste ano. Josh Cassada, que anteriormente estava pronto para voar na primeira missão operacional Starliner, chamada Starliner-1 (programada para março de 2023), também foi transferido para a Crew-5.

Outros dois astronautas veteranos da agência, Mike Fincke e Butch Wilmore, estavam no “banco de reservas” do time CFT, mas, recentemente, eles revelaram que não estão mais nos planos desse voo.

“Tivemos uma tentativa de lançamento com um problema de válvula no final de julho, início de agosto do ano passado, que mudou as coisas”, disse Wilmore, referindo-se à primeira tentativa de lançamento do OFT-2, que foi adiada por causa de válvulas propulsoras presas no módulo de serviço da espaçonave. “Desde então, em agosto, nós temos trabalhado como um quadro de apoio da Starliner, e sabemos que não somos necessariamente designados para a CFT”.

“Você percebe o desafio que o escritório da tripulação tem sobre as atribuições e por que é importante ter o momento certo e entender quando exatamente o CFT vai acontecer”, disse Luedres.

Leia mais:

Roscosmos pode não autorizar cosmonautas russos em voo tripulado de teste da Starliner

Originalmente, a missão incluía Chris Ferguson, um ex-astronauta da NASA que agora trabalha para a Boeing. No entanto, Ferguson desistiu em outubro de 2020 alegando obrigações familiares para o mesmo período em que a CFT seria lançada (na época, estava programada para 2021). Mesmo diante dos adiamentos, no entanto, o nome de Ferguson não voltou ao quadro.

Outro fator para planejar futuras tripulações é um acordo ainda pendente com a Roscosmos que prevê que cosmonautas russos voem em missões comerciais da NASA em troca do uso das naves Soyuz por astronautas dos EUA. 

Não está claro, no entanto, quando a Rússia estaria disposta a permitir que sua equipe voasse na Starliner, dada a reticência inicial da agência em lançar cosmonautas nas missões Crew Dragon até que vários voos tripulados fossem feitos antes pela SpaceX. “Eles vão querer ver os resultados dos nossos voos de teste e vão querer que terminemos o CFT, só então teremos conversas semelhantes”, disse Dana Weigel, vice-gerente de programas da NASA.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

O post Primeiro voo tripulado da Starliner pode estar próximo de acontecer apareceu primeiro em Olhar Digital.

✇ Wilder

Junte-se aos cientistas e ajude a descobrir mais animais e plantas em Lisboa e Almada

Por Inês Sequeira — 25 de Maio de 2022, 14:48

Nestes próximos dias, vão realizar-se dois bioblitzs em busca de animais, plantas e líquenes junto à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e no Parque da Paz, em Almada. Fique a saber o que está previsto e como participar.

Nesta quinta-feira, dia 26, vai realizar-se um bioblitz nos terrenos da zona da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Esta acção de ciência cidadã está aberta a qualquer pessoa que queira participar, incluindo quem mora e trabalha nesta zona, além da comunidade da FCUL e dos especialistas nos diferentes grupos de espécies.

Ao longo da manhã, das 8h30 às 12h30, quem se inscrever vai ter ajuda na identificação de aves, insectos, líquenes, anfíbios e peixes. Depois das 14h00, seguem-se os répteis, mamíferos e plantas.

Gaio (Garrulus glandarius) fotografado na zona da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Foto: Sérgio Chozas

Este vai ser o primeiro bioblitz aliado ao projecto “+Biodiversidade @CIÊNCIAS: Mobilizar a comunidade de CIÊNCIAS para a promoção da sustentabilidade no Campus”, explicou à Wilder Patrícia Tiago, ligada à organização desta iniciativa, e responsável pela plataforma Biodiversity4All.

“A ideia do projeto é monitorizar as espécies que existem no Campus, uma vez que muitas ainda não foram registadas. Também será útil para termos uma base de trabalho que possa ser usada por professores e alunos da faculdade”, indicou a investigadora do cE3c – Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais.

A orquídea erva-abelha (Ophrys apifera) é uma das espécies mais observada no campus da Faculdade de Ciências, em Lisboa. Foto: Nilfanion/Wiki Commons

Desde Novembro de 2020, no âmbito do projecto +Biodiversidade @CIÊNCIAS foram identificadas no campus da FCUL 597 espécies diferentes com grau de pesquisa, ou seja, que estão confirmadas e podem usar-se para fins científicos.

As mais comuns foram o melro-preto (Turdus merula), a orquídea erva-abelha (Ophrys apifera), a exótica azeda (Oxalis pes-caprae), o rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros) e o loendro (Nerium oleander).

Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros), nos terrenos junto à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Foto: Sérgio Chozas

Mas por ali também se têm visto muitas poupas (Upupa epops), orquídeas erva-língua-menor (Serapias parviflora), línguas-de-ovelha (Plantago lanceolata), líquen Xanthoria parietaria e até mesmo rãs-verdes (Pelophylax perezi).

A poupa é uma das aves mais registadas na zona da Faculdade de Ciências, em Lisboa. Foto: Helena Geraldes

“Acho que a maioria das pessoas não faz ideia da grande quantidade de espécies – por exemplo, aves ou orquídeas – que existem nas cidades e de que o número de espécies já registadas é impressionante”, notou também a investigadora, que espera “aumentar o número de espécies para aquele local”.

Há uma nova meta para Almada

Quanto ao Bioblitz do Parque da Paz, em Almada, a quinta edição realiza-se este domingo, entre as 9h00 e as 22h30. “Costuma ter bastantes participantes e quase todos temos registado espécies que ainda não estavam registadas na plataforma Biodiversity4All”, lembrou Patrícia Tiago, ligada à organização desta iniciativa em parceria com a Câmara Municipal de Almada.

Logo pela manhã deste sábado, quem se inscrever vai procurar-se aves a partir das 9h00, com a ajuda de ornitólogos. Ao longo do dia, vão seguir-se insectos e outros invertebrados, répteis e anfíbios, líquenes, flora e vegetação, mamíferos, aves nocturnas e morcegos. Patrícia Tiago sublinha que desta vez haverá ainda um um grupo novo: moluscos aquáticos e caracóis.

A galinha-d’água (Gallinula chloropus) é uma das espécies com mais registos no Parque da Paz, em Almada. Foto: Alexis Lours

O desafio lançado, desta vez, é “chegar às 1000 espécies registadas” neste parque municipal de 50 hectares, o maior parque verde do concelho de Almada. Até hoje foram ali observadas 880 espécies diferentes, das quais 601 já foram validadas e têm grau de pesquisa.

As mais comuns? Pato-real (Anas platyrhyncos), galinha-d’água-comum (Gallinula chloropus), ganso-do-Egipto (Alopochen aegyptiaca), melro-preto (Turdus merula) e pombo-torcaz (Columba palumbus).

osga sobre o que parece ser um muro ou parede
A invasora tartaruga-da-Flórida (Trachemys scripta) (em cima) e a osga-comum (Tarentola mauritanica) estão entre as espécies mais observadas no Parque da Paz. Fotos: Diego Delso e Kolforn/Wiki Commons

Entre as espécies mais observadas estão ainda o guincho-comum (Chroicocephalus ridibundus), o chapim-azul (Cyanistes caeruleus), a invasora tartaruga-da-Flórida (Trachemys scripta), o mergulhão-pequeno (Tachybaptus ruficollis) e também a osga-comum (Tarentola mauritanica).

O conteúdo Junte-se aos cientistas e ajude a descobrir mais animais e plantas em Lisboa e Almada aparece primeiro em Wilder.

✇ SAPO Tek

Como se prepara uma missão a Marte? NASA revela lista de tarefas essenciais para transformar sonho em realidade

25 de Maio de 2022, 12:14
A agência espacial norte-americana condensou em 50 pontos os objetivos críticos na preparação da missão tripulada à Lua e depois disso a Marte. Há muito a fazer para garantir transporte, estadia, condições de trabalho e de saúde dos primeiros escolhidos para pisar o planeta vermelho.

✇ SAPO Tek

Investigador português garante 150 mil euros para desenvolver plataforma inovadora de medição de radiações

24 de Maio de 2022, 10:04
Pedro Barquinha é investigador da FCT NOVA e é um dos dois portugueses que conseguiu garantir uma bolsa de I&D no valor de 150 mil euros, atribuída pelo European Research Council.

✇ Olhar Digital :: Olhar Digital Geral

Veja imagens impressionantes do vulcão Etna cuspindo lava durante forte erupção

Por Flavia Correia — 23 de Maio de 2022, 17:17

Considerado um patrimônio natural histórico pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o Monte Etna, localizado na região da Sicília, na Itália, é o vulcão ativo mais alto da Europa. No último fim de semana, ele entrou em erupção mais uma vez, rendendo imagens impressionantes de poderosas ejeções de lava incandescente e muita fumaça.

As erupções do Monte Etna, classificado como um estratovulcão (um tipo de vulcão em forma de cone, com as laterais extraordinariamente íngremes), são bem comuns. Segundo vulcanólogos, esses vulcões são mais propensos a explosões de grande porte devido ao acúmulo de pressão por baixo do magma mais viscoso, que se acumula em suas encostas.

Somente em 2021, o Etna registrou tanta atividade que chegou a “crescer” cerca de 30 metros. Felizmente, embora entre muitas vezes em erupção, ele raramente causa danos. Nos vídeos, ambos publicados no sábado (21), é possível ver a fúria com que são expelidas a lava e a fumaça em direção ao crepúsculo, bem como o rio de magma escorrendo pelas encostas do monte em direção ao solo do “Vale do Leão”.

Europe's tallest active volcano, Mount Etna, put on a stunning display of lava and smoke at sunset. Etna, which is located above the Sicilian town of Catania, often erupts, but rarely causes damage pic.twitter.com/fK40PXK80o

— Reuters (@Reuters) May 22, 2022

De acordo com a agência de notícias Reuters, o aeroporto de Catânia, cidade portuária ao pé do Monte Etna, foi atingido pelas fumaças e cinzas do vulcão mas, dessa vez, não teve o funcionamento interrompido. 

Em fevereiro, o vulcão já havia registrado uma intensa erupção, expelindo nuvens de cinza que chegavam a 10 km de distância e puderam ser vistas até da Estação Espacial Internacional (ISS).

Leia mais:

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

O post Veja imagens impressionantes do vulcão Etna cuspindo lava durante forte erupção apareceu primeiro em Olhar Digital.

✇ Olhar Digital :: Olhar Digital Geral

NASA divulga possíveis datas de lançamento da missão Artemis 1 (e pode ficar para o ano que vem)

Por Flavia Correia — 23 de Maio de 2022, 15:02

Ainda no aguardo de concluir o principal teste de pré-lançamento pelo qual deve passar (o chamado “ensaio molhado”), o megafoguete Space Launch System (SLS), bem como a cápsula Orion, já têm novas datas programadas pela NASA para, finalmente, seguirem rumo à Lua, no primeiro voo do Programa Artemis.

O foguete Space Launch System (à esquerda) e a espaçonave Orion (à direita) serão usados na missão Artemis 1, o voo inaugural do Programa Artemis de exploração lunar. Imagem: NASA/Kim Shiflett

Como se sabe, esse programa tem por objetivo levar a humanidade a pisar novamente em solo lunar, o que ocorreu pela última vez em dezembro de 1972. Antes que isso aconteça, no entanto, o gigantesco complexo veicular (que tem 98 metros de altura e pesa 2,6 mil toneladas) será lançado sem tripulação para um voo em órbita retrógrada ao redor da Lua, por meio da missão Artemis 1, que visa demonstrar os sistemas integrados de naves espaciais e testar uma reentrada de alta velocidade no sistema de proteção térmica da Orion.

Enquanto a equipe de técnicos e engenheiros da NASA estão trabalhando para lidar com um problema de vazamento de hidrogênio em um dos braços umbilicais que ligam a torre ao foguete, além dos reparos necessários em uma válvula defeituosa (identificados durante as primeiras tentativas de abastecimento), a agência revelou o calendário de janelas de lançamento da missão inaugural.

Confira as possíveis datas de lançamento da missão Artemis 1

Segundo a agência espacial norte-americana, o calendário foi feito levando-se em consideração algumas restrições que envolvem, por exemplo, a mecânica orbital e a disponibilidade da infraestrutura do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, de onde o SLS vai partir.

Um dos fatores excludentes é que a cápsula Orion não pode ficar por mais de 90 minutos sem acesso à luz do Sol, fundamental para gerar energia para manter a nave na temperatura correta. Sendo assim, os planejadores da missão descartam as datas que potencialmente poderiam deixar a cápsula no escuro, à sombra da Terra, durante longos períodos.

Abaixo, está a lista completa de oportunidades consideradas para essa missão. Segundo a NASA, o calendário (que você pode acessar na íntegra aqui) está sujeito a alterações.

  • 26 de Julho a 10 de Agosto: 13 oportunidades de lançamento, excluindo 1, 2 e 6 de agosto;
  • 23 de agosto a 6 de setembro: 12 oportunidades de lançamento, excluindo 30, 31 de agosto e 1º de setembro;
  • 20 de setembro a 4 de outubro: 14 oportunidades de lançamento, excluindo 29 de setembro;
  • 17 de outubro a 31 de outubro: 11 oportunidades de lançamento, excluindo 24, 25, 26 e 28 de outubro;
  • 12 de novembro a 27 de novembro: 12 oportunidades de lançamento, excluindo 20, 21 e 26 de novembro;
  • 9 de dezembro a 23 de dezembro: 11 oportunidades de lançamento, excluindo 10, 14, 18 e 23 de dezembro.

Caso nenhuma dessas datas de 2022 sejam aproveitadas, a missão poderá ser lançada no ano que vem, considerando a programação a seguir:

  • 7 a 20 de janeiro: 10 oportunidades de lançamento, excluindo 10, 12, 13 e 14 de janeiro;
  • 3 a 17 de fevereiro: 14 oportunidades de lançamento, excluindo 10 de fevereiro;
  • Março: 19 oportunidades de lançamento entre 1º e 17 de março e de 29 a 31 de março, excluindo dia 11 e de 18 a 28 de março;
  • Abril: 14 oportunidades de lançamento entre 1º e 13 de abril e de 26 a 30 de abril, excluindo 2, 3, 7, 9 e de 14 a 25;
  • Maio: 14 oportunidades de lançamento entre 1º e 10 de maio e de 26 a 31 de maio, excluindo dia 8 e de 11 a 25 de maio;
  • Junho: 13 oportunidades de lançamento de 1º a 6 de junho, em 20 de junho e de 24 a 30, excluindo 5, de 7 a 19 e de 21 a 23.

A data de lançamento da missão também determinará por quanto tempo a cápsula Orion ficará no espaço. Segundo a NASA, a missão poderá ter entre 26 e 28 dias de duração, ou de 38 a 42 dias, a depender do dia em que o SLS puder decolar. “A duração da missão é variada realizando meia volta ou 1,5 voltas ao redor da Lua na órbita distante retrógrada, antes de retornar à Terra”, explicou a agência em comunicado.

Leia mais:

Relembre a “novela” do ensaio molhado do SLS

Com previsão de aproximadamente 48 horas de duração, os testes começaram no dia 1º de abril, mas, ao identificar uma série de falhas críticas no carregamento de hidrogênio líquido e oxigênio líquido nos propulsores do SLS, a NASA resolveu interromper o processo para dar prioridade ao lançamento da missão Ax-1, primeiro voo tripulado de caráter privado à Estação Espacial Internacional (ISS) sem a presença de um astronauta da ativa de qualquer agência federal, que aconteceu do dia 8 de abril.

Assim, o ensaio molhado foi retomado na segunda-feira seguinte (12), com previsão de conclusão na quarta-feira (14). Dessa vez, as equipes responsáveis preferiram modificar os procedimentos, abastecendo com hidrogênio líquido e oxigênio líquido apenas o estágio principal, deixando de preencher o estágio superior.

Abastecimento do SLS, que vai levar a missão Artemis-1 para a Lua na plataforma 39B do Kennedy Space Center em Cabo Canaveral, Flórida
O megafoguete, com a cápsula Orion no topo, posicionado na plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, para uma das tentativas frustradas de abastecimento, que configuram o chamado “ensaio molhado”. Imagem: NASA/Joel Kowsky

No entanto, novamente as coisas não saíram como planejado, tendo sido suspenso o ensaio, com expectativa de retomada, a princípio, no dia 21 daquele mês. Depois de divulgar essa possível data, a NASA anunciou o recolhimento da pilha SLS + Orion de volta ao Edifício de Montagem de Veículos (VAB) para proceder com uma análise criteriosa e os reparos necessários na válvula defeituosa identificada na torre de lançamento móvel e um vazamento de hidrogênio em um dos braços umbilicais que ligam a torre ao foguete.

Por volta das 7h da manhã do dia 26, pelo horário de Brasília, o megafoguete e a espaçonave Orion chegaram ao VAB, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, após uma viagem de 10 horas partindo da plataforma de lançamento 39B, de onde foram retirados para revisão.

Desde então, as equipes estão trabalhando na solução dos problemas identificados. A válvula defeituosa já foi substituída, e os engenheiros descobriram que detritos de borracha impediram que ela selasse corretamente. Segundo a agência, os detritos não eram parte da válvula, e sua origem permanece sob investigação. 

Eles também detectaram que alguns dos parafusos de um dos braços umbilicais que ligam a torre ao foguete se soltaram ligeiramente devido à compressão relaxada em uma junta, levando ao vazamento de combustível.

Agora, serão realizados checkouts adicionais, para só então o conjunto SLS+Orion voltar à plataforma de lançamento para a retomada do ensaio molhado, que deve ocorrer em meados ou fim de junho.   

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

O post NASA divulga possíveis datas de lançamento da missão Artemis 1 (e pode ficar para o ano que vem) apareceu primeiro em Olhar Digital.

✇ SAPO Tek

Cientistas da Universidade de Coimbra criam novo material que pode substituir o plástico

23 de Maio de 2022, 09:55
Uma equipa de investigadores liderada pela Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu um substituto do plástico a partir de nanocelulose combinada com um mineral fibroso.

✇ SAPO Tek

Já tem o seu cartão de embarque para a missão Artemis?

16 de Maio de 2022, 18:16
A NASA tem inscrições abertas para quem quiser viajar até à Lua na missão Artemis. A bordo da nave seguem os nomes de 2,4 milhões de "terráqueos" e a partida está por semanas.

✇ Olhar Digital :: Olhar Digital Geral

China diz que usina hidrelétrica totalmente impressa em 3D fica pronta dentro de 2 anos

Por Flavia Correia — 16 de Maio de 2022, 20:48

Dentro de dois anos, uma usina hidrelétrica totalmente impressa em 3D poderá estar pronta para entrar em operação no planalto tibetano, fornecendo 5 bilhões de quilowatts-hora de energia todos os anos para a China.

De acordo com o jornal South China Morning Post, pesquisadores da Universidade de Tsinghua publicaram um estudo que detalha todas as etapas de desenvolvimento do projeto, que faz uso de robótica e algoritmos de Inteligência Artificial (IA), com uso zero de mão de obra humana na construção.

Represa Três Desfiladeiros, em Sandouping, na China. País agora quer construir uma barragem totalmente impressa em 3D. Imagem: Isabel Kendzior – Shutterstock

Quando (e se) for concluído, o ambicioso projeto, denominado represa de Yangqu, poderá chegar a 220 m, se tornando a estrutura mais alta do mundo construída por meio de impressão 3D. O recorde atual é de um prédio de escritórios de dois andares em Dubai, que tem 6 metros de altura.

Nessa represa, segundo os cientistas, um sistema central de IA será usado para supervisionar uma enorme linha de montagem automatizada que começa com uma frota de caminhões não tripulados usados para transportar materiais de construção entre pontos do local de trabalho.

Uma vez que os materiais cheguem, escavadeiras e betoneiras não tripuladas os transformarão em uma camada da represa. Então, rolos equipados com sensores ajudarão a pressionar cada camada para que se tornem firmes e duráveis.

De acordo com o estudo, quando uma camada estiver completa, os robôs vão enviar informações sobre o estado da construção de volta ao sistema de IA.

Leia mais:

Embora a mineração do material de construção ainda tenha que ser feita manualmente, segundo os pesquisadores, o sistema de IA e seu exército de robôs ajudarão a eliminar erros humanos, como quando os operadores de rolo não mantêm uma linha reta ou quando os caminhoneiros entregam materiais no local errado.

Segundo o autor principal do projeto, Liu Tianyun, o sistema também permitirá que o trabalho no local evolua continuamente sem preocupações de segurança para os trabalhadores humanos.

Nos últimos anos, a China, que enfrenta uma queda na taxa de natalidade e uma possível escassez de mão de obra, tem recorrido à automação para manter suas indústrias em andamento.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

O post China diz que usina hidrelétrica totalmente impressa em 3D fica pronta dentro de 2 anos apareceu primeiro em Olhar Digital.

✇ Olhar Digital :: Olhar Digital Geral

Cientistas dizem que o universo está repleto de paredes invisíveis

Por Flavia Correia — 16 de Maio de 2022, 20:06

Pesquisadores sugerem que pequenas galáxias podem estar se moldando a “paredes invisíveis” no universo criadas por uma nova classe de partículas chamada “simetria” — uma proposta fascinante que poderia reescrever as leis da astrofísica.

Nova teoria propõe que pequenas galáxias podem estar se moldando a “paredes invisíveis” no universo. Imagem: M.Aurelius – Shutterstock

Segundo a teoria padrão, conhecida como o modelo lambda de matéria escura fria (Lambda-CDM), o universo é composto de três elementos-chave: a constante cosmológica, que é um coeficiente adicionado por Albert Einstein para explicar suas equações da relatividade geral, matéria escura fria, que são partículas teóricas em movimento lento que não emitem radiação, e a matéria convencional com a qual interagimos todos os dias.

Essa teoria sugere que galáxias menores devem ser capturadas pela atração gravitacional de galáxias hospedeiras maiores e forçadas a órbitas caóticas, algo que não foi comprovado em observações reais.

Agora, dois pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, podem ter chegado a uma explicação, como detalhado em um novo estudo publicado no serviço de pré-impressão arxiv, ainda a ser revisado por pares.

Eles sugerem que uma “quinta força” poderia estar organizando as galáxias em formas de disco, enquanto ainda considera a existência da matéria escura, a substância misteriosa que parece compor a grande maioria da massa do universo.

Leia mais:

De acordo com sua teoria, partículas especulativas conhecidas como “simetrias”, que os cientistas têm usado para explicar eventuais lacunas em nosso conhecimento sobre o cosmos, poderiam gerar essa “força” para formar “paredes de domínio” – ou limites no espaço.

“Sabemos que precisamos de novas partículas porque temos matéria escura e energia escura e por isso suspeitamos que precisaremos adicionar novas partículas ao nosso modelo padrão para explicar essas coisas”, disse Aneesh Naik, principal autor da pesquisa, em entrevista ao site anglo-americano Vice.

Essas partículas poderiam existir em grupos de diferentes estados polares, formando paredes invisíveis entre elas, segundo os pesquisadores. Essas paredes, por sua vez, poderiam desencadear galáxias menores para formar discos em torno de galáxias hospedeiras muito maiores.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

O post Cientistas dizem que o universo está repleto de paredes invisíveis apareceu primeiro em Olhar Digital.

✇ Olhar Digital :: Olhar Digital Geral

Experimento mantém computador ligado por um ano com energia de algas

Por Lauro Lam — 16 de Maio de 2022, 19:26

Um sistema com potencial confiável e renovável para alimentar pequenos dispositivos. Assim foi descrito um experimento que conseguiu manter um computador ligado continuamente por um ano, sendo alimentado por algas que geram energia por meio da fotossíntese. Elaborado por cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, o sistema tem o tamanho de uma bateria AA e contém uma espécie não tóxica de alga azul-esverdeada chamada synechocystis. A alga “colhe naturalmente a energia do sol através da fotossíntese”, informou a universidade.

Totalmente reciclável

Os cientistas informaram que o sistema foi feito de “materiais comuns, baratos e amplamente recicláveis”.

“Isso significa que pode ser facilmente replicado centenas de milhares de vezes para alimentar um grande número de pequenos dispositivos como parte da Internet das Coisas”, afirmaram os cientistas.

Computador foi alimentado por um sistema que utilizou a energia obtida por meio da fotossíntese de algas. Imagem: Kichigin – Shutterstock

Leia mais:

A Internet das Coisas é uma vasta e crescente rede de dispositivos eletrônicos que usam uma pequena quantidade de energia que coleta e compartilha dados em tempo real via internet, como smartwatches.

A corrente elétrica gerada pela fotossíntese interage com um eletrodo de alumínio que é usado para alimentar o microprocessador.

O professor Christopher Howe, do departamento de Bioquímica da Universidade de Cambridge, disse: “Nosso dispositivo fotossintético não funciona como uma bateria porque está continuamente usando luz como fonte de energia”.

No experimento, o dispositivo foi usado para alimentar um Arm Cortex M0+, que é um microprocessador amplamente utilizado em dispositivos de Internet das Coisas. O resultado surpreendeu os pesquisadores e foi amplamente comemorado.

Via: Uol

Já assistiu aos novos vídeos no YouTube do Olhar Digital? Inscreva-se no canal!

O post Experimento mantém computador ligado por um ano com energia de algas apareceu primeiro em Olhar Digital.

✇ Olhar Digital :: Olhar Digital Geral

É possível ouvir os sons da aurora boreal mesmo sem os efeitos luminosos

Por Flavia Correia — 16 de Maio de 2022, 19:10

Um estudo apresentado na Conferência de Acústica Conjunta EuroRegio/BNAM 2022, em Aalborg, na Dinamarca, aponta que é possível ouvir os sons da aurora boreal mesmo na ausência de luzes visíveis.

De acordo com o cientista Unto K. Laine, professor emérito da Universidade de Aalto, na Finlândia, que fez gravações de sons aurorais ao longo de muitos anos, o fenômeno é muito mais comum do que se pode imaginar. “Isso anula o argumento de que os sons aurorais são extremamente raros e que a aurora boreal deve ser excepcionalmente brilhante e movimentada”.

Som de aurora boreal captado em 2004 por Unto K. Laine, professor emérito da Universidade de Aalto, na Finlândia, que se dedica há muitos anos ao estudo da acústica das luzes do norte. Crédito: Universidade de Aalto

Em 2016, Laine publicou um artigo relacionando gravações de sons crepitantes e estalos durante um evento auroral com perfis de temperatura medidos pelo Instituto Meteorológico Finlandês (FMI). 

Esses dados não apenas demonstraram que a aurora emite sons, como também sustentaram a teoria de Laine de que os ruídos resultam de descargas elétricas através de uma camada de inversão de temperatura cerca de 70 metros acima do solo.

As gravações mais recentes foram feitas à noite, perto da vila de Fiskars, localizada na cidade de Raseborg, na costa sul da Finlândia. Ainda que nenhum efeito luminoso fosse visível, a gravação capturou centenas de potenciais “sons aurorais”. 

Leia mais:

Quando as gravações foram comparadas com as medidas de atividade geomagnética pelo FMI, ficou evidente uma forte correlação. Os 60 melhores candidatos a sons de aurora estavam todos ligados a mudanças no campo geomagnético da Terra.

“Usando os dados geomagnéticos, que foram medidos de forma independente, é possível prever quando sons aurorais acontecerão nas minhas gravações com 90% de precisão”, diz Laine. Sua análise estatística sugere uma ligação causal entre flutuações geomagnéticas e sons aurorais.

Para Laine, a descoberta mais marcante é o fato de que sons aurorais ocorreram mesmo na ausência de luzes visíveis do norte. “Essa foi a maior surpresa. Os sons são muito mais comuns do que qualquer um pensava, mas quando as pessoas as ouvem sem aurora visível, elas pensam que é apenas gelo rachando ou talvez um cão ou algum outro animal”, diz ele.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

O post É possível ouvir os sons da aurora boreal mesmo sem os efeitos luminosos apareceu primeiro em Olhar Digital.

✇ Olhar Digital :: Olhar Digital Geral

Imagem histórica de buraco negro central da Via Láctea é só o começo

Por Flavia Correia — 16 de Maio de 2022, 15:15

Na semana passada, um feito científico histórico foi divulgado ao público: a captação da primeira imagem real do buraco negro supermassivo Sagitário A*, que fica no coração da Via Láctea.

Revelação da primeira imagem real captada do buraco negro Sagitário A*. Imagem: Observatório Europeu do Sul (ESO)

Agora, o Event Horizon Telescope (EHT) está pronto para dar seus próximos passos nas observações de buracos negros, fazendo vídeos que possam mostrar gases fluindo violentamente nessas misteriosas regiões do espaço-tempo.

Os buracos negros estão constantemente se agitando à medida que as órbitas de gás fluem ao seu redor, no chamado horizonte de eventos. No entanto, nunca foram registradas imagens em movimento capazes de mostrar toda essa turbulência.

Filmes produzidos por imagens repetidas dos buracos negros ao longo de meses e anos são um sonho para a comunidade científica astronômica. Os pesquisadores esperam que tais filmes mostrem a evolução dos discos de acreção conforme o gás flui em seu entorno e como os campos magnéticos dentro do disco ficam emaranhados e se findam enquanto são arrastados pelos buracos negros.

De acordo com Katie Bouman, cientista da computação do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), já houve tentativas de fazer um filme. “Nós tentamos isso com dados de 2017. Desenvolvemos algoritmos que nos permitiram fazer filmes e aplicamos isso aos dados”, acrescentou. “Vimos que, embora houvesse algo interessante lá, os dados que temos atualmente não são o suficiente para fazer algo realmente confiante”.

Assim, os cientistas precisam de mais dados antes que um vídeo seja viável. No entanto, capturar esses dados leva muito tempo, e os telescópios que compõem o projeto EHT têm outros programas de observação para completar.

Observação ágil pode permitir captação de imagens em movimento dos buracos negros

Segundo o site Space.com, para enfrentar o desafio, os engenheiros da equipe estão implementando melhorias técnicas para que até 2024 os astrônomos do EHT possam mudar as observações on e off. Essa capacidade permitirá que os cientistas façam uso do tempo livre nos telescópios por um longo período, em vez de uma campanha de observação que dura uma ou duas semanas.

Vincent Fish, astrofísico do Observatório Haystack do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), descreve a abordagem como observação ágil. “Você faz suas observações, e então [os telescópios] podem voltar e fazer sua outra ciência durante o resto do tempo”, disse ele durante a conferência de imprensa da Fundação Nacional de Ciência dos EUA (NSF), na última quinta-feira (12).

Embora essas observações ágeis comecem só em 2024, os cientistas do EHT precisarão de algum tempo para processar os dados em um filme usando as técnicas de imagem descritas por Bouman.

E a primeira “estrela de cinema” entre os buracos negros será o Messier 87 (ou M87*), que tem 7 bilhões de vezes a massa do Sol e fica a 54 milhões de anos-luz da Terra, no coração do aglomerado de galáxias de Virgem. 

Comparações entre as imagens dos buracos negros Sagitário A* e M87*. Crédito: Space.com

Apesar de sua grande distância, esse buraco negro aparece no céu em um tamanho semelhante ao de Sagitário A*, devido ao fato de ser muito maior. O anel de gás retratado ao redor de Sagitário A* poderia caber dentro da órbita de Mercúrio, o raio do qual é de cerca de 58 milhões de quilômetros, enquanto o buraco negro M87* poderia facilmente abranger as órbitas de todos os planetas do sistema solar.

Como Sagitário A* é muito menor, as mudanças ocorrem muito mais rapidamente à medida que o gás gira em torno do buraco negro – muito rapidamente para observação esporádica pelo EHT para rastrear. 

Já no caso do M87*, ele é tão grande, que as mudanças em seu anel de gás levam semanas ou meses para se tornarem aparentes, permitindo que os filmes sejam capturados em um ritmo mais considerável.

Uma observação ágil tem outras vantagens. Ocasionalmente, os buracos negros experimentam uma explosão enquanto despedaçam um asteroide ou uma nuvem de gás que se aproximou demais. 

Observar tais explosões requer um acompanhamento rápido, o que o EHT até agora não conseguiu fazer, dada a logística de organizar a agenda dos telescópios e configurar os equipamentos necessários. Com a observação ágil, o EHT será capaz de acompanhar o movimento de um interruptor caso os astrônomos avistem uma explosão no M87* ou mesmo no Sagitário A*.

Leia mais:

EHT pretende fazer imagens polarizadas de Sagitário A*

Embora não tenhamos um filme de Sagitário A* tão cedo, há muito mais para observar lá enquanto isso. O EHT já mediu o nível de polarização na luz do disco de gás M87*, que informa aos astrônomos sobre a força e direção dos campos magnéticos envoltos no disco, possivelmente emanando do próprio buraco negro. E isso deve ser feito também no buraco negro da nossa galáxia.

“Nosso próximo passo será fazer imagens polarizadas de Sagitário A*, para que possamos ver os campos magnéticos perto do buraco negro e ver como eles são arrastados [ao redor] pelo próprio buraco negro”, disse Michael Johnson, astrofísico do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, durante a videoconferência da NSF.

O EHT opera por meio da Interferometria de Linha de Base Muito Longa, uma técnica que emparelha telescópios. A distância entre os telescópios, que os cientistas chamam de “linha de base”, é equivalente à abertura de um telescópio normal.

Enquanto sete observatórios colaboraram para a imagem do buraco negro de M87*, com a adição do Telescópio do Polo Sul, foram oito observatórios envolvidos na captação da imagem de Sagitário A*.

Of the 11 observatories planned for the Event Horizon Telescope array, 8 participated in #EHTblackhole observations in 2017. Here is a collage (with older photos!) from the #NSFfunded animation made at @saoastro, to be found on our Youtube channel — https://t.co/U37EF3IlTI. pic.twitter.com/9UUrynnmvD

— Event Horizon 'Scope (@ehtelescope) April 8, 2019
No Twitter, a equipe do EHT divulgou que oito telescópios foram usados na época da captação da imagem do buraco negro M87*

Se mais telescópios puderem se juntar ao projeto EHT, então as linhas de base que ligam observatórios podem aumentar em número e comprimento. O alongamento das linhas de base aumenta a resolução, permitindo que os cientistas vejam detalhes menores. 

Além disso, o aumento do número de linhas de base amplia a sensibilidade do EHT bem como sua quantidade de ângulos de visão. Esse é um fator que está em exibição na imagem de Sagitário A*, que parece irregular: os pontos brilhantes não são zonas quentes, mas sim regiões de marca onde ângulos de visão de mais pares de telescópios coincidiram, resultando em um sinal mais forte.

Três novos telescópios foram adicionados ao EHT desde que as imagens M87* e Sagitário A* vinham sendo executadas: o Greenland Telescope Project (GTP), na Groenlândia, o Observatório IRAM NOEMA, nos Alpes Franceses, e o Telescópio Kitt Peak de 12 metros, no estado norte-americano do Arizona. 

Como o GTP fica muito ao norte, ele só pode observar o buraco negro M87*, e não o Sagitário A*. Por outro lado, o Telescópio do Polo Sul não é capaz de ver M87*. Assim, apenas com uma quantidade de 10 telescópios será possível observar cada um desses buracos negros.”Adicionar novas estações ajudará muito”, disse Ryan Hickox, astrofísico do Dartmouth College.

E outros buracos negros em outras galáxias? Infelizmente, por enquanto, talvez tenhamos que nos contentar com apenas dois buracos negros. “Um dos desafios é que não há realmente nenhum buraco negro que tenha um horizonte de eventos grande o suficiente, como projetado no céu, que pode ser facilmente capturado com o Event Horizon Telescope”, disse Hickox.

Isso não significa que o EHT não possa observá-los. A rede já observou os jatos de algumas galáxias ativas, como a Quasar 3C273, que está a 2,4 bilhões de anos-luz de distância da Terra e tem um buraco negro central com cerca de 880 milhões de massas solares.

Esses jatos podem ser surpreendentemente informativos, segundo Hickox. “Há muita estrutura realmente interessante nesses jatos que nos diz sobre como as partículas são aceleradas em torno de um buraco negro, como elas interagem com o ambiente depois de ejetadas e a forma como os campos magnéticos funcionam, além da composição dessas partículas, e todas essas coisas que afetam como esses jatos então influenciam o gás em escalas muito grandes ao redor de sua galáxia”.

Muitas dúvidas ainda persistem em relação aos buracos negros. Eles estão girando, e se sim, em que velocidade? De onde vêm seus campos magnéticos? Eles consomem gás em goles repentinos ou em doses homeopáticas? E como eles afetam seu ambiente imediato em suas galáxias?

Com o lançamento da imagem de Sagitário A*, e a possibilidade de captação de imagens em movimento, as respostas para algumas dessas perguntas podem estar quase ao nosso alcance.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

O post Imagem histórica de buraco negro central da Via Láctea é só o começo apareceu primeiro em Olhar Digital.

✇ SAPO Tek

Elvira Fortunato defende que período pós pandemia pode ser de recuperação para ciência

16 de Maio de 2022, 14:54
A ministra da Ciência e Ensino Superior considerou hoje que o período pós-pandemia pode ser "uma nova fase de recuperação" para o setor e que a sociedade ficou "mais atenta" por causa da COVID-19.

✇ SAPO Tek

Veja fotografias da Lua de Sangue do eclipse lunar desta madrugada

16 de Maio de 2022, 08:25
O pico do eclipse aconteceu às 4 da madrugada e foi captado por diversos entusiastas espalhados pelo mundo.

✇ Olhar Digital :: Olhar Digital Geral

Júpiter: conheça 6 fatos sobre o ‘rei dos planetas’

Por João Barbosa — 14 de Maio de 2022, 18:29

Júpiter é o maior planeta do sistema solar e o quinto planeta a partir do Sol. O gigante gasoso apresenta belas camadas de nuvens em faixas, um conjunto de anéis finos e empoeirados, a famosa Grande Mancha Vermelha e dezenas de luas variadas. Mas, você conhece mais detalhes deste planeta peculiar?

Por que Júpiter?

Sendo o quarto objeto mais brilhante no céu da Terra, (depois do sol, da Lua e de Vênus) Júpiter é conhecido desde os tempos antigos. Nosso nome moderno para o planeta é derivado do rei romano dos deuses, Júpiter.

Para os antigos gregos, Júpiter era conhecido como Phaethon, que significa “estrela ardente”, enquanto os babilônios se referiam ao planeta gigante como Marduk, a divindade padroeira da cidade de Babilônia. Outros nomes antigos para Júpiter incluem Brhaspati (sânscrito), Tzedek (hebraico), Muxing (que significa “Estrela da Madeira” em mandarim) e Mushtari (árabe).

Do que é feito?

Júpiter é duas vezes e meio mais massivo do que todos os outros planetas do sistema solar combinados e é composto principalmente de hidrogênio e hélio, de acordo com o Observatório Europeu do Sul. O gigante gasoso tem um diâmetro de 142.984 quilômetros, tornando-o 11 vezes maior que a Terra, segundo a NASA.

Júpiter não tem superfície real, de acordo com a agência; o planeta é apenas uma mistura rodopiante de gases fluindo em três camadas distintas em suas bordas externas. Acredita-se que esta região tenha aproximadamente 71 km, onde a camada superior é provavelmente feita de gelo de amônia, a camada intermediária é provavelmente feita de cristais de hidrossulfeto de amônio e a camada mais interna pode ser feita de gelo de água e vapor.

As cores brilhantes vistas na superfície externa de Júpiter são provavelmente plumas de gases contendo enxofre e fósforo que se elevam do interior mais quente do planeta. Como ele gira extremamente rápido, completando um único dia em menos de 10 horas, sua atmosfera externa é separada em longos cinturões de material mais brilhante e mais escuro.

Dados da Juno mostraram que as correntes de jato de Júpiter podem atingir profundidades de cerca de 3.200 km. Mais profundamente na atmosfera, pressões e temperaturas crescentes comprimem o gás hidrogênio em um líquido, o que significa que Júpiter tem o maior oceano do sistema solar, feito de hidrogênio em vez de água, de acordo com a NASA.

Esta imagem da icônica Grande Mancha Vermelha de Júpiter e das zonas turbulentas circundantes foi capturada pela espaçonave Juno da NASA enquanto realizava seu 12º sobrevoo próximo a Júpiter. ( NASA/JPL-Caltech/SwRI/MS)

Em algum lugar a meio caminho do centro do gigante gasoso, as pressões internas tornam-se tão grandes que os elétrons são espremidos de seus átomos de hidrogênio, criando um metal supercondutor que supostamente impulsiona o enorme campo magnético de Júpiter. O planeta pode ter um núcleo central de material sólido ou uma “sopa” espessa e densa, feita principalmente de ferro e silício, que pode chegar a cerca de 50.000 graus Celsius.

Qual a distância entre Júpiter e o Sol?

Júpiter orbita a uma distância média de 778 milhões de km do Sol, de acordo com a NASA. Um ano em Júpiter dura 11,86 anos terrestres.

O planeta tem o dia mais curto do sistema solar, com duração de 9,93 horas. Seu eixo central é inclinado apenas 3 graus, ao contrário da inclinação axial da Terra de 23 graus, o que significa que Júpiter não experimenta muita variação sazonal ao longo do ano.

Os humanos exploram Júpiter?

Uma das primeiras pessoas a fazer observações detalhadas de Júpiter foi o astrônomo italiano Galileu Galilei, que contemplou o planeta através de seu telescópio em 1610, vendo suas quatro maiores luas. Nos tempos modernos, os humanos lançaram muitas sondas que passaram ou orbitaram o gigante gasoso.

As espaçonaves Pioneer 10 e 11, lançadas em março de 1972 e abril de 1973, respectivamente, estudaram o cinturão de asteroides e passaram por Júpiter, coletando informações sobre seus intensos cinturões de radiação e tirando algumas fotos iniciais.

Já as sondas Voyager 1 e 2, que deixaram a Terra em 1977 e chegaram a Júpiter em 1979, obteram dados surpreendentes do planeta gigante. Os robôs descobriram o sistema de anéis fraco e empoeirado de Júpiter, a presença de atividade vulcânica em sua lua Io e algumas luas anteriormente desconhecidas.

Implantação da NASA Galileo e do IUS do compartimento de carga do STS-34 Atlantis em 18 de outubro de 1989.(Crédito da imagem: NASA/JPL/KSC)

A NASA lançou uma missão dedicada a Júpiter chamada Galileo, que chegou e começou a orbitar o enorme planeta em dezembro de 1995. Galileo estudou Io e a lua gelada de Júpiter Europa em profundidade e lançou uma sonda que caiu na atmosfera de Júpiter, obtendo dados sobre coisas como temperatura, velocidade e pressão do vento no planeta.

A mais recente espaçonave dedicada a Júpiter da agência é chamada Juno, que está em órbita desde julho de 2016. Juno passa pelas regiões polares do planeta a cada 53,5 dias e estudou sua poderosa magnetosfera e auroras brilhantes desde então.

Leia mais:

A NASA está construindo uma sonda chamada Europa Clipper para estudar a lua gelada e seu oceano subterrâneo, que muitos cientistas acham que poderia ser uma morada potencial para a vida, de acordo com a NASA. Além disso, a missão Jupiter Icy Moons Explorer (JUICE), da Agência Espacial Europeia (ESA), explorará Europa, bem como duas outras grandes luas de Júpiter: Ganimedes e Calisto.

Quantas luas tem Júpiter?

Atualmente, existem 53 luas nomeadas de Júpiter, com mais 26 luas aguardando nomes oficiais. A maior lua de Júpiter, Ganimedes, também é a maior lua do sistema solar, sendo maior que o planeta Mercúrio.

Os outros satélites galileanos – nomeados em homenagem ao seu descobridor – também são mundos gigantescos com suas próprias surpresas interessantes. Calisto é um dos objetos mais cheios de crateras do sistema solar e pode ter um oceano líquido sob sua espessa camada de gelo. Europa tem uma estrutura de gelo e oceano semelhante, mas sua concha externa congelada é muito mais fina, o que significa que é reciclada com mais frequência e possui menos crateras. Io, que é brilhantemente colorida, é o corpo mais vulcanicamente ativo no sistema solar.

Poderia haver vida em Júpiter?

A maioria dos pesquisadores hoje em dia não tem muita esperança de organismos vivos flutuando no gigante gasoso. A NASA considera a lua de Júpiter Europa, que é coberta por uma concha de gelo que envolve um enorme corpo de água líquida, um dos lugares mais prováveis ​​para encontrar vida extraterrestre no sistema solar.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

O post Júpiter: conheça 6 fatos sobre o ‘rei dos planetas’ apareceu primeiro em Olhar Digital.

✇ Olhar Digital :: Olhar Digital Geral

Grã-Bretanha e EUA assinam acordo de colaboração comercial de voos espaciais

Por Flavia Correia — 13 de Maio de 2022, 18:01

Nesta sexta-feira (13), o governo britânico revelou que a Grã-Bretanha e os EUA assinaram um acordo para colaboração mútua em futuras missões comerciais de voos espaciais. Com isso, segundo o anúncio, aumentam as oportunidades para empresas norte-americanas e britânicas operarem a partir de portos espaciais de ambos.

Lançamento de foguete a partir do Centro Espacial Kennedy, nos EUA. Com o novo acordo entre o país e a Grã-Bretanha, aumentam as oportunidades para empresas norte-americanas e britânicas operarem a partir de portos espaciais de ambos. Imagem: John Huntington – Shutterstock

Segundo a agência de notícias Reuters, o Reino Unido disse que a parceria, assinada pelos ministros dos Transportes Grant Shapps (Grã-Bretanha) e Pete Buttigieg (EUA) em Washington esta semana, tornaria o voo espacial mais fácil e mais barato.

A nova declaração “estabelece as bases para foguetes, balões de alta altitude e aviões espaciais decolarem de portos espaciais em todo o Reino Unido muito em breve”, disse o governo britânico em um comunicado.

Leia mais:

A parceria permitirá que os dois colaborem no licenciamento de lançamentos espaciais comerciais e proporcione benefícios, incluindo segurança crítica de defesa e melhores previsões meteorológicas, para permitir serviços de televisão e transporte mais eficientes.

De acordo com Buttigieg, os EUA orgulham-se de lançar uma parceria trazendo mais benefícios das viagens espaciais comerciais para seus trabalhadores, empresas e comunidades.

“As viagens espaciais comerciais estão crescendo rapidamente, e é nossa responsabilidade garantir que essas inovações avancem com segurança, encorajando-as a se desenvolverem de maneiras que beneficiem a todos nós”, disse o ministro em um comunicado.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

O post Grã-Bretanha e EUA assinam acordo de colaboração comercial de voos espaciais apareceu primeiro em Olhar Digital.

✇ Olhar Digital :: Olhar Digital Geral

Starlink já opera em 32 países e tem disponibilidade para atender de Santa Catarina ao Rio de Janeiro

Por Lauro Lam — 13 de Maio de 2022, 17:53

Em um tuíte publicado em sua página pessoal no Twitter, o CEO da SpaceX, Elon Musk, afirmou que a Starlink está disponível em 32 países e que quem fizer pedidos em áreas marcadas como disponíveis terá o receptor e a antena enviados imediatamente. No Brasil, há disponibilidade de Santa Catarina ao Rio de Janeiro. As demais partes do país estão em uma lista de espera. Rio Grande do Sul e parte de Minas Gerais devem ter as liberações ainda este ano, segundo o mapa de disponibilidade divulgado pela SpaceX. 

A internet banda larga via satélite já está autorizada a operar por aqui, após uma decisão favorável por parte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

Updated Starlink availability by region https://t.co/uxLqoNpr7M

— Elon Musk (@elonmusk) May 13, 2022

Valores da internet Starlink 

No entanto, para operar no Brasil, a internet via satélite da Starlink vai demorar para conquistar clientes, tendo em vista o alto custo em comparação à concorrência. 

A média ficará em torno de R$ 530 por mês, mas já é possível reservar uma rede de até 500 Mb/s por R$ 10 mil por ano, valor sem os impostos.   

Leia mais:

A expectativa é que os planos da Starlink estejam prontos para operarem no Brasil nos próximos anos, com a promessa de velocidades de download entre 150 e 500 Mbps e latência de 20-40 ms.  

O serviço de internet da companhia será representado pela ‘Starlink Brazil Holding Ltda’ até o dia 28 de março de 2027. Para operar, ficou acordado que o serviço não pode causar interferências em outros sistemas de satélites não geoestacionários (Kepler, em banda Ku, e O3b, em banda Ka). 

No site da Starlink, a companhia destaca que seus satélites avançados atuam em órbitas baixas e possibilitam chamadas, jogos on-line, streaming, vídeo e outras atividades de altos tráfegos de dados que, historicamente, não têm sido possíveis com internet via satélite. 

Já assistiu aos novos vídeos no YouTube do Olhar Digital? Inscreva-se no canal!

O post Starlink já opera em 32 países e tem disponibilidade para atender de Santa Catarina ao Rio de Janeiro apareceu primeiro em Olhar Digital.

✇ SAPO Tek

"A tecnologia deve ser um dos pilares fundamentais para melhorar a qualidade dos cuidados em saúde"

13 de Maio de 2022, 12:07
Foram hoje divulgados os resultados do 2º Barómetro da Saúde Digital que mostram uma evolução na utilização das ferramentas pelas unidades de saúde. A aceleração na transformação digital com a pandemia de COVID-19 e a necessidade de reforço do investimento são destacadas por Filipa Fixe, em entrevista ao SAPO TEK.

✇ SAPO Tek

Saúde Digital: Teleconsulta é a ferramenta mais usada e Inteligência Artificial ganha terreno

13 de Maio de 2022, 11:42
84% das instituições de saúde têm pelo menos um projeto na área da telesaúde, com a consulta à distância (ou teleconsulta) a dominar claramente. O 2º Barómetro de Saúde Digital mostra que há ainda barreiras na literacia, motivação e formação dos profissionais.

✇ SAPO Tek

China diz ter evidências de que houve água em Marte

13 de Maio de 2022, 08:08
Os cientistas chinesas analisaram dados recolhidos pela sonda Zhurong da missão espacial a Marte e revelaram novas evidências de que o planeta já teve água.

✇ Olhar Digital :: Olhar Digital Geral

Pesquisadores podem ter encontrado fragmentos do asteroide que extinguiu os dinossauros

Por Lauro Lam — 12 de Maio de 2022, 22:54

Possíveis vestígios do asteroide que colidiu com a Terra há 66 milhões de anos, provocando a extinção dos dinossauros, foram localizados por pesquisadores em um sítio arqueológico na Formação Hell Creek, no estado de Dakota do Norte, nos EUA. A descoberta pode ser um novo capítulo nas investigações sobre o impacto cataclísmico da rocha que mudou a história da evolução no planeta.  

Local abriga inúmeros fósseis 

O sítio arqueológico onde os fragmentos foram localizados tem tradição de ser palco de várias descobertas, como de fósseis de animais que morreram durante o choque com o asteroide, como peixes que sugaram detritos, uma tartaruga empalada com uma pedra e até uma perna que pode ter sido de um dinossauro. 

Segundo a CNN, a descoberta científica foi apresentada no documentário “Dinosaur Apocalypse”, exibido pela emissora PBS, e apresentado pelo naturalista David Attenborough e o paleontólogo Robert DePalma. 

O paleontólogo tem vasto conhecimento sobre as condições geológicas da região e afirma que o choque do asteroide também contribuiu para transformar os desertos dos EUA em locais áridos. 

Leia mais:

Fim da era dos dinossauros

No período Cretáceo, o meio-oeste americano era uma floresta pantanosa e possuía fontes de água em abundância, que desde então desapareceram. 

Essa área percorria todo o caminho do que hoje é o Golfo do México até o Canadá. Com essas novas descobertas, os pesquisadores podem ter raras evidências do que levou ao fim da era dos dinossauros. 

De acordo com DePalma, a região também abriga milhares de fósseis de peixes bem preservados que podem ter sido enterrados vivos por sedimentos deslocados quando um enorme corpo de água foi desencadeado instantaneamente, depois que o enorme asteroide caiu no mar. 

“Uma evidência após a outra começou a se acumular e mudar a história. Foi uma progressão de pistas, como uma investigação de Sherlock Holmes. Esses conhecimentos ajudam a entender como as coisas se desenvolveram após o impacto, e nos ajuda a obter recursos tão ricos para investigação científica”, disse DePalma. 

fossil-de-perna-de-thescelosaurus-
Fóssil de perna de dinossauro achada no local com a pele intacta, que foi descoberta no sítio de Tanis. Imagem: Divulgação

Novas pistas para análises mais apuradas

Entre as novas pistas, estão algumas esférulas que pousaram em resina de árvore na superfície de um tronco e foram preservadas em âmbar. 

“Nesse âmbar localizamos várias esférulas que estavam basicamente congeladas no tempo, porque, assim como um inseto em âmbar que está perfeitamente preservado, quando essas esférulas entraram no âmbar, a água não conseguiu chegar até elas e eles estão perfeitamente preservados”, afirmou. 

Além disso, o pesquisador chamou a atenção para uma perna de dinossauro excepcionalmente preservada, com a pele intacta, que foi descoberta no sítio de Tanis. 

Os indícios apontam que o membro tenha pertencido a um tescelossauro, um pequeno dinossauro herbívoro que provavelmente morreu no mesmo dia em que o asteroide colidiu com a Terra.  

Com os novos estudos, os cientistas esperam obter um olhar mais apurado sobre o passado, tanto sobre o ecossistema quanto em relação às mudanças climáticas.

Via: Uol

Já assistiu aos novos vídeos no YouTube do Olhar Digital? Inscreva-se no canal!

O post Pesquisadores podem ter encontrado fragmentos do asteroide que extinguiu os dinossauros apareceu primeiro em Olhar Digital.

✇ SAPO Tek

Astrónomos revelam primeira imagem de buraco negro supermaciço no centro da Via Láctea

12 de Maio de 2022, 16:12
Astrónomos, incluindo o português Hugo Messias, obtiveram a primeira imagem do buraco negro supermaciço no centro da Via Láctea, conhecido como Sagitário A* (Sgr A*), que no céu tem tamanho comparável a um donut na Lua, foi hoje divulgado.

✇ SAPO Tek

Cientistas cultivam plantas em solo vindo da Lua pela primeira vez na História

12 de Maio de 2022, 15:36
Cientistas na universidade norte-americana da Florida conseguiram pela primeira vez na História cultivar plantas em solo vindo da Lua, divulgou hoje a revista científica Communications Biology.

❌