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Telescópio Hubble registra galáxia gigante rodeada por conchas misteriosas

Por Flavia Correia — 25 de Maio de 2022, 20:24

Uma galáxia mais de duas vezes maior do que a Via Láctea foi capturada pelas lentes do Telescópio Espacial Hubble a cerca de 100 milhões de anos-luz da Terra. E o que mais impressiona os cientistas não é seu enorme tamanho, mas uma característica bastante rara: ao redor de seu núcleo esférico, há uma série de complexas conchas em camadas, cuja origem é misteriosa.

O Telescópio Espacial Hubble capturou a galáxia elíptica NGC 474, que fica a cerca de 100 milhões de anos-luz da Terra e tem 2,5 vezes o tamanho da Via Láctea. Créditos: NASA, ESA, D. Carter (Liverpool John Moores University), DSS; Processamento de imagens: G. Kober (NASA Goddard/Catholic University of America)

Denominada NGC 474, a galáxia elíptica tem aproximadamente 250 mil anos-luz de diâmetro, enquanto a Via Láctea tem 105,7 mil.

Em comunicado, a NASA informou que, embora a fonte das conchas que circundam o núcleo seja desconhecida, elas podem ser o resultado de uma fusão galáctica por meio da qual NGC 474 absorveu uma ou mais galáxias menores.

Durante uma fusão galáctica, as galáxias absorvidas poderiam criar ondas, formando as conchas em camadas observadas pelo Hubble. Esse processo é semelhante à forma como uma pedra caída na água forma ondulações.

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“Cerca de 10% das galáxias elípticas têm estruturas de conchas, mas ao contrário da maioria delas, que estão associadas a aglomerados de galáxias, as elípticas com casca geralmente estão em um espaço relativamente vazio”, diz o comunicado da NASA. “Pode ser que eles canibalizaram seus vizinhos”.

Segundo o site Space.com, a nova imagem da galáxia NGC 474 foi obtida usando a Câmera Avançada para Pesquisas do Hubble. Os cientistas também usaram dados do Wide Field, da Planetry Camera 2 e da Wide Field Camera 3 do observatório para obter uma visão abrangente do sistema.

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Primeiro voo tripulado da Starliner pode estar próximo de acontecer

Por Flavia Correia — 25 de Maio de 2022, 19:36

No fim da tarde desta quarta-feira (25), a cápsula CST-100 Starliner, feita pela Boeing sob encomenda para a NASA, deve pousar no Campo de Teste de Mísseis White Sands (WSMR), do Exército dos EUA, finalizando a primeira missão de teste bem-sucedida à Estação Espacial Internacional (ISS). 

Após concluir, com sucesso, sua primeira missão não tripulada à Estação Espacial Internacional (ISS), a Starliner, da Boeing, pode estar perto de transportar astronautas. Imagem: Sergey Korsakov – via Twitter

Denominada Teste de Voo Orbital-2 (OFT-2), a missão, embora não tripulada, foi projetada para demonstrar a aptidão da espaçonave em transportar astronautas para a estação e trazê-los de volta à Terra. Como o próprio nome diz, foi a segunda tentativa, após um esforço fracassado feito em 2019.

A Boeing foi contratada pela NASA em 2014, e até agora não prestou esses serviços à agência. Um acordo semelhante foi fechado com a SpaceX, que já lançou quatro voos operacionais tripulados para a estação com seu foguete Falcon 9 e cápsula Dragon.

No entanto, ao que tudo indica, pode não demorar muito para que a Starliner volte à órbita executando exatamente a função para a qual foi desenvolvida. Isso porque, de acordo com o site SpaceNews, a NASA revelou que, entre junho e agosto, já vai começar a especificar as atribuições da tripulação do Crew Flight Test – CFT, o primeiro voo de teste com astronautas a bordo da cápsula.

NASA e Boeing vão trabalhar nas falhas identificadas no voo OFT-2

Segundo a agência, o cronograma dependerá de modificações que podem precisar ser feitas na espaçonave para coibir falhas identificadas durante o OFT-2 com propulsores defeituosos e sistemas de resfriamento – nenhuma delas, no entanto, grave o suficiente a ponto de comprometer a missão.

Além disso, de acordo com a chefe do programa de voos tripulados da NASA, Kathy Lueders, os planos e a agenda da agência devem estar alinhados com o pessoal da Boeing. Isso inclui, por exemplo, determinar quem serão os tripulantes a bordo do CFT. 

De acordo com a chefe do programa de voos tripulados da NASA, Kathy Lueders, os planos da NASA devem estar alinhados com os da Boeing para designar a tripulação do voo CFT. Imagem: NASA/Kim Shiflett

Em outubro passado, a astronauta da NASA Nicole Mann, que havia sido designada como um dos membros da missão CFT, foi escalada para a missão SpaceX Crew-5, programada para ser lançada à ISS em setembro deste ano. Josh Cassada, que anteriormente estava pronto para voar na primeira missão operacional Starliner, chamada Starliner-1 (programada para março de 2023), também foi transferido para a Crew-5.

Outros dois astronautas veteranos da agência, Mike Fincke e Butch Wilmore, estavam no “banco de reservas” do time CFT, mas, recentemente, eles revelaram que não estão mais nos planos desse voo.

“Tivemos uma tentativa de lançamento com um problema de válvula no final de julho, início de agosto do ano passado, que mudou as coisas”, disse Wilmore, referindo-se à primeira tentativa de lançamento do OFT-2, que foi adiada por causa de válvulas propulsoras presas no módulo de serviço da espaçonave. “Desde então, em agosto, nós temos trabalhado como um quadro de apoio da Starliner, e sabemos que não somos necessariamente designados para a CFT”.

“Você percebe o desafio que o escritório da tripulação tem sobre as atribuições e por que é importante ter o momento certo e entender quando exatamente o CFT vai acontecer”, disse Luedres.

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Roscosmos pode não autorizar cosmonautas russos em voo tripulado de teste da Starliner

Originalmente, a missão incluía Chris Ferguson, um ex-astronauta da NASA que agora trabalha para a Boeing. No entanto, Ferguson desistiu em outubro de 2020 alegando obrigações familiares para o mesmo período em que a CFT seria lançada (na época, estava programada para 2021). Mesmo diante dos adiamentos, no entanto, o nome de Ferguson não voltou ao quadro.

Outro fator para planejar futuras tripulações é um acordo ainda pendente com a Roscosmos que prevê que cosmonautas russos voem em missões comerciais da NASA em troca do uso das naves Soyuz por astronautas dos EUA. 

Não está claro, no entanto, quando a Rússia estaria disposta a permitir que sua equipe voasse na Starliner, dada a reticência inicial da agência em lançar cosmonautas nas missões Crew Dragon até que vários voos tripulados fossem feitos antes pela SpaceX. “Eles vão querer ver os resultados dos nossos voos de teste e vão querer que terminemos o CFT, só então teremos conversas semelhantes”, disse Dana Weigel, vice-gerente de programas da NASA.

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Veja imagens impressionantes do vulcão Etna cuspindo lava durante forte erupção

Por Flavia Correia — 23 de Maio de 2022, 17:17

Considerado um patrimônio natural histórico pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o Monte Etna, localizado na região da Sicília, na Itália, é o vulcão ativo mais alto da Europa. No último fim de semana, ele entrou em erupção mais uma vez, rendendo imagens impressionantes de poderosas ejeções de lava incandescente e muita fumaça.

As erupções do Monte Etna, classificado como um estratovulcão (um tipo de vulcão em forma de cone, com as laterais extraordinariamente íngremes), são bem comuns. Segundo vulcanólogos, esses vulcões são mais propensos a explosões de grande porte devido ao acúmulo de pressão por baixo do magma mais viscoso, que se acumula em suas encostas.

Somente em 2021, o Etna registrou tanta atividade que chegou a “crescer” cerca de 30 metros. Felizmente, embora entre muitas vezes em erupção, ele raramente causa danos. Nos vídeos, ambos publicados no sábado (21), é possível ver a fúria com que são expelidas a lava e a fumaça em direção ao crepúsculo, bem como o rio de magma escorrendo pelas encostas do monte em direção ao solo do “Vale do Leão”.

Europe's tallest active volcano, Mount Etna, put on a stunning display of lava and smoke at sunset. Etna, which is located above the Sicilian town of Catania, often erupts, but rarely causes damage pic.twitter.com/fK40PXK80o

— Reuters (@Reuters) May 22, 2022

De acordo com a agência de notícias Reuters, o aeroporto de Catânia, cidade portuária ao pé do Monte Etna, foi atingido pelas fumaças e cinzas do vulcão mas, dessa vez, não teve o funcionamento interrompido. 

Em fevereiro, o vulcão já havia registrado uma intensa erupção, expelindo nuvens de cinza que chegavam a 10 km de distância e puderam ser vistas até da Estação Espacial Internacional (ISS).

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NASA divulga possíveis datas de lançamento da missão Artemis 1 (e pode ficar para o ano que vem)

Por Flavia Correia — 23 de Maio de 2022, 15:02

Ainda no aguardo de concluir o principal teste de pré-lançamento pelo qual deve passar (o chamado “ensaio molhado”), o megafoguete Space Launch System (SLS), bem como a cápsula Orion, já têm novas datas programadas pela NASA para, finalmente, seguirem rumo à Lua, no primeiro voo do Programa Artemis.

O foguete Space Launch System (à esquerda) e a espaçonave Orion (à direita) serão usados na missão Artemis 1, o voo inaugural do Programa Artemis de exploração lunar. Imagem: NASA/Kim Shiflett

Como se sabe, esse programa tem por objetivo levar a humanidade a pisar novamente em solo lunar, o que ocorreu pela última vez em dezembro de 1972. Antes que isso aconteça, no entanto, o gigantesco complexo veicular (que tem 98 metros de altura e pesa 2,6 mil toneladas) será lançado sem tripulação para um voo em órbita retrógrada ao redor da Lua, por meio da missão Artemis 1, que visa demonstrar os sistemas integrados de naves espaciais e testar uma reentrada de alta velocidade no sistema de proteção térmica da Orion.

Enquanto a equipe de técnicos e engenheiros da NASA estão trabalhando para lidar com um problema de vazamento de hidrogênio em um dos braços umbilicais que ligam a torre ao foguete, além dos reparos necessários em uma válvula defeituosa (identificados durante as primeiras tentativas de abastecimento), a agência revelou o calendário de janelas de lançamento da missão inaugural.

Confira as possíveis datas de lançamento da missão Artemis 1

Segundo a agência espacial norte-americana, o calendário foi feito levando-se em consideração algumas restrições que envolvem, por exemplo, a mecânica orbital e a disponibilidade da infraestrutura do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, de onde o SLS vai partir.

Um dos fatores excludentes é que a cápsula Orion não pode ficar por mais de 90 minutos sem acesso à luz do Sol, fundamental para gerar energia para manter a nave na temperatura correta. Sendo assim, os planejadores da missão descartam as datas que potencialmente poderiam deixar a cápsula no escuro, à sombra da Terra, durante longos períodos.

Abaixo, está a lista completa de oportunidades consideradas para essa missão. Segundo a NASA, o calendário (que você pode acessar na íntegra aqui) está sujeito a alterações.

  • 26 de Julho a 10 de Agosto: 13 oportunidades de lançamento, excluindo 1, 2 e 6 de agosto;
  • 23 de agosto a 6 de setembro: 12 oportunidades de lançamento, excluindo 30, 31 de agosto e 1º de setembro;
  • 20 de setembro a 4 de outubro: 14 oportunidades de lançamento, excluindo 29 de setembro;
  • 17 de outubro a 31 de outubro: 11 oportunidades de lançamento, excluindo 24, 25, 26 e 28 de outubro;
  • 12 de novembro a 27 de novembro: 12 oportunidades de lançamento, excluindo 20, 21 e 26 de novembro;
  • 9 de dezembro a 23 de dezembro: 11 oportunidades de lançamento, excluindo 10, 14, 18 e 23 de dezembro.

Caso nenhuma dessas datas de 2022 sejam aproveitadas, a missão poderá ser lançada no ano que vem, considerando a programação a seguir:

  • 7 a 20 de janeiro: 10 oportunidades de lançamento, excluindo 10, 12, 13 e 14 de janeiro;
  • 3 a 17 de fevereiro: 14 oportunidades de lançamento, excluindo 10 de fevereiro;
  • Março: 19 oportunidades de lançamento entre 1º e 17 de março e de 29 a 31 de março, excluindo dia 11 e de 18 a 28 de março;
  • Abril: 14 oportunidades de lançamento entre 1º e 13 de abril e de 26 a 30 de abril, excluindo 2, 3, 7, 9 e de 14 a 25;
  • Maio: 14 oportunidades de lançamento entre 1º e 10 de maio e de 26 a 31 de maio, excluindo dia 8 e de 11 a 25 de maio;
  • Junho: 13 oportunidades de lançamento de 1º a 6 de junho, em 20 de junho e de 24 a 30, excluindo 5, de 7 a 19 e de 21 a 23.

A data de lançamento da missão também determinará por quanto tempo a cápsula Orion ficará no espaço. Segundo a NASA, a missão poderá ter entre 26 e 28 dias de duração, ou de 38 a 42 dias, a depender do dia em que o SLS puder decolar. “A duração da missão é variada realizando meia volta ou 1,5 voltas ao redor da Lua na órbita distante retrógrada, antes de retornar à Terra”, explicou a agência em comunicado.

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Relembre a “novela” do ensaio molhado do SLS

Com previsão de aproximadamente 48 horas de duração, os testes começaram no dia 1º de abril, mas, ao identificar uma série de falhas críticas no carregamento de hidrogênio líquido e oxigênio líquido nos propulsores do SLS, a NASA resolveu interromper o processo para dar prioridade ao lançamento da missão Ax-1, primeiro voo tripulado de caráter privado à Estação Espacial Internacional (ISS) sem a presença de um astronauta da ativa de qualquer agência federal, que aconteceu do dia 8 de abril.

Assim, o ensaio molhado foi retomado na segunda-feira seguinte (12), com previsão de conclusão na quarta-feira (14). Dessa vez, as equipes responsáveis preferiram modificar os procedimentos, abastecendo com hidrogênio líquido e oxigênio líquido apenas o estágio principal, deixando de preencher o estágio superior.

Abastecimento do SLS, que vai levar a missão Artemis-1 para a Lua na plataforma 39B do Kennedy Space Center em Cabo Canaveral, Flórida
O megafoguete, com a cápsula Orion no topo, posicionado na plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, para uma das tentativas frustradas de abastecimento, que configuram o chamado “ensaio molhado”. Imagem: NASA/Joel Kowsky

No entanto, novamente as coisas não saíram como planejado, tendo sido suspenso o ensaio, com expectativa de retomada, a princípio, no dia 21 daquele mês. Depois de divulgar essa possível data, a NASA anunciou o recolhimento da pilha SLS + Orion de volta ao Edifício de Montagem de Veículos (VAB) para proceder com uma análise criteriosa e os reparos necessários na válvula defeituosa identificada na torre de lançamento móvel e um vazamento de hidrogênio em um dos braços umbilicais que ligam a torre ao foguete.

Por volta das 7h da manhã do dia 26, pelo horário de Brasília, o megafoguete e a espaçonave Orion chegaram ao VAB, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, após uma viagem de 10 horas partindo da plataforma de lançamento 39B, de onde foram retirados para revisão.

Desde então, as equipes estão trabalhando na solução dos problemas identificados. A válvula defeituosa já foi substituída, e os engenheiros descobriram que detritos de borracha impediram que ela selasse corretamente. Segundo a agência, os detritos não eram parte da válvula, e sua origem permanece sob investigação. 

Eles também detectaram que alguns dos parafusos de um dos braços umbilicais que ligam a torre ao foguete se soltaram ligeiramente devido à compressão relaxada em uma junta, levando ao vazamento de combustível.

Agora, serão realizados checkouts adicionais, para só então o conjunto SLS+Orion voltar à plataforma de lançamento para a retomada do ensaio molhado, que deve ocorrer em meados ou fim de junho.   

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China diz que usina hidrelétrica totalmente impressa em 3D fica pronta dentro de 2 anos

Por Flavia Correia — 16 de Maio de 2022, 20:48

Dentro de dois anos, uma usina hidrelétrica totalmente impressa em 3D poderá estar pronta para entrar em operação no planalto tibetano, fornecendo 5 bilhões de quilowatts-hora de energia todos os anos para a China.

De acordo com o jornal South China Morning Post, pesquisadores da Universidade de Tsinghua publicaram um estudo que detalha todas as etapas de desenvolvimento do projeto, que faz uso de robótica e algoritmos de Inteligência Artificial (IA), com uso zero de mão de obra humana na construção.

Represa Três Desfiladeiros, em Sandouping, na China. País agora quer construir uma barragem totalmente impressa em 3D. Imagem: Isabel Kendzior – Shutterstock

Quando (e se) for concluído, o ambicioso projeto, denominado represa de Yangqu, poderá chegar a 220 m, se tornando a estrutura mais alta do mundo construída por meio de impressão 3D. O recorde atual é de um prédio de escritórios de dois andares em Dubai, que tem 6 metros de altura.

Nessa represa, segundo os cientistas, um sistema central de IA será usado para supervisionar uma enorme linha de montagem automatizada que começa com uma frota de caminhões não tripulados usados para transportar materiais de construção entre pontos do local de trabalho.

Uma vez que os materiais cheguem, escavadeiras e betoneiras não tripuladas os transformarão em uma camada da represa. Então, rolos equipados com sensores ajudarão a pressionar cada camada para que se tornem firmes e duráveis.

De acordo com o estudo, quando uma camada estiver completa, os robôs vão enviar informações sobre o estado da construção de volta ao sistema de IA.

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Embora a mineração do material de construção ainda tenha que ser feita manualmente, segundo os pesquisadores, o sistema de IA e seu exército de robôs ajudarão a eliminar erros humanos, como quando os operadores de rolo não mantêm uma linha reta ou quando os caminhoneiros entregam materiais no local errado.

Segundo o autor principal do projeto, Liu Tianyun, o sistema também permitirá que o trabalho no local evolua continuamente sem preocupações de segurança para os trabalhadores humanos.

Nos últimos anos, a China, que enfrenta uma queda na taxa de natalidade e uma possível escassez de mão de obra, tem recorrido à automação para manter suas indústrias em andamento.

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Cientistas dizem que o universo está repleto de paredes invisíveis

Por Flavia Correia — 16 de Maio de 2022, 20:06

Pesquisadores sugerem que pequenas galáxias podem estar se moldando a “paredes invisíveis” no universo criadas por uma nova classe de partículas chamada “simetria” — uma proposta fascinante que poderia reescrever as leis da astrofísica.

Nova teoria propõe que pequenas galáxias podem estar se moldando a “paredes invisíveis” no universo. Imagem: M.Aurelius – Shutterstock

Segundo a teoria padrão, conhecida como o modelo lambda de matéria escura fria (Lambda-CDM), o universo é composto de três elementos-chave: a constante cosmológica, que é um coeficiente adicionado por Albert Einstein para explicar suas equações da relatividade geral, matéria escura fria, que são partículas teóricas em movimento lento que não emitem radiação, e a matéria convencional com a qual interagimos todos os dias.

Essa teoria sugere que galáxias menores devem ser capturadas pela atração gravitacional de galáxias hospedeiras maiores e forçadas a órbitas caóticas, algo que não foi comprovado em observações reais.

Agora, dois pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, podem ter chegado a uma explicação, como detalhado em um novo estudo publicado no serviço de pré-impressão arxiv, ainda a ser revisado por pares.

Eles sugerem que uma “quinta força” poderia estar organizando as galáxias em formas de disco, enquanto ainda considera a existência da matéria escura, a substância misteriosa que parece compor a grande maioria da massa do universo.

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De acordo com sua teoria, partículas especulativas conhecidas como “simetrias”, que os cientistas têm usado para explicar eventuais lacunas em nosso conhecimento sobre o cosmos, poderiam gerar essa “força” para formar “paredes de domínio” – ou limites no espaço.

“Sabemos que precisamos de novas partículas porque temos matéria escura e energia escura e por isso suspeitamos que precisaremos adicionar novas partículas ao nosso modelo padrão para explicar essas coisas”, disse Aneesh Naik, principal autor da pesquisa, em entrevista ao site anglo-americano Vice.

Essas partículas poderiam existir em grupos de diferentes estados polares, formando paredes invisíveis entre elas, segundo os pesquisadores. Essas paredes, por sua vez, poderiam desencadear galáxias menores para formar discos em torno de galáxias hospedeiras muito maiores.

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Experimento mantém computador ligado por um ano com energia de algas

Por Lauro Lam — 16 de Maio de 2022, 19:26

Um sistema com potencial confiável e renovável para alimentar pequenos dispositivos. Assim foi descrito um experimento que conseguiu manter um computador ligado continuamente por um ano, sendo alimentado por algas que geram energia por meio da fotossíntese. Elaborado por cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, o sistema tem o tamanho de uma bateria AA e contém uma espécie não tóxica de alga azul-esverdeada chamada synechocystis. A alga “colhe naturalmente a energia do sol através da fotossíntese”, informou a universidade.

Totalmente reciclável

Os cientistas informaram que o sistema foi feito de “materiais comuns, baratos e amplamente recicláveis”.

“Isso significa que pode ser facilmente replicado centenas de milhares de vezes para alimentar um grande número de pequenos dispositivos como parte da Internet das Coisas”, afirmaram os cientistas.

Computador foi alimentado por um sistema que utilizou a energia obtida por meio da fotossíntese de algas. Imagem: Kichigin – Shutterstock

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A Internet das Coisas é uma vasta e crescente rede de dispositivos eletrônicos que usam uma pequena quantidade de energia que coleta e compartilha dados em tempo real via internet, como smartwatches.

A corrente elétrica gerada pela fotossíntese interage com um eletrodo de alumínio que é usado para alimentar o microprocessador.

O professor Christopher Howe, do departamento de Bioquímica da Universidade de Cambridge, disse: “Nosso dispositivo fotossintético não funciona como uma bateria porque está continuamente usando luz como fonte de energia”.

No experimento, o dispositivo foi usado para alimentar um Arm Cortex M0+, que é um microprocessador amplamente utilizado em dispositivos de Internet das Coisas. O resultado surpreendeu os pesquisadores e foi amplamente comemorado.

Via: Uol

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É possível ouvir os sons da aurora boreal mesmo sem os efeitos luminosos

Por Flavia Correia — 16 de Maio de 2022, 19:10

Um estudo apresentado na Conferência de Acústica Conjunta EuroRegio/BNAM 2022, em Aalborg, na Dinamarca, aponta que é possível ouvir os sons da aurora boreal mesmo na ausência de luzes visíveis.

De acordo com o cientista Unto K. Laine, professor emérito da Universidade de Aalto, na Finlândia, que fez gravações de sons aurorais ao longo de muitos anos, o fenômeno é muito mais comum do que se pode imaginar. “Isso anula o argumento de que os sons aurorais são extremamente raros e que a aurora boreal deve ser excepcionalmente brilhante e movimentada”.

Som de aurora boreal captado em 2004 por Unto K. Laine, professor emérito da Universidade de Aalto, na Finlândia, que se dedica há muitos anos ao estudo da acústica das luzes do norte. Crédito: Universidade de Aalto

Em 2016, Laine publicou um artigo relacionando gravações de sons crepitantes e estalos durante um evento auroral com perfis de temperatura medidos pelo Instituto Meteorológico Finlandês (FMI). 

Esses dados não apenas demonstraram que a aurora emite sons, como também sustentaram a teoria de Laine de que os ruídos resultam de descargas elétricas através de uma camada de inversão de temperatura cerca de 70 metros acima do solo.

As gravações mais recentes foram feitas à noite, perto da vila de Fiskars, localizada na cidade de Raseborg, na costa sul da Finlândia. Ainda que nenhum efeito luminoso fosse visível, a gravação capturou centenas de potenciais “sons aurorais”. 

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Quando as gravações foram comparadas com as medidas de atividade geomagnética pelo FMI, ficou evidente uma forte correlação. Os 60 melhores candidatos a sons de aurora estavam todos ligados a mudanças no campo geomagnético da Terra.

“Usando os dados geomagnéticos, que foram medidos de forma independente, é possível prever quando sons aurorais acontecerão nas minhas gravações com 90% de precisão”, diz Laine. Sua análise estatística sugere uma ligação causal entre flutuações geomagnéticas e sons aurorais.

Para Laine, a descoberta mais marcante é o fato de que sons aurorais ocorreram mesmo na ausência de luzes visíveis do norte. “Essa foi a maior surpresa. Os sons são muito mais comuns do que qualquer um pensava, mas quando as pessoas as ouvem sem aurora visível, elas pensam que é apenas gelo rachando ou talvez um cão ou algum outro animal”, diz ele.

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Imagem histórica de buraco negro central da Via Láctea é só o começo

Por Flavia Correia — 16 de Maio de 2022, 15:15

Na semana passada, um feito científico histórico foi divulgado ao público: a captação da primeira imagem real do buraco negro supermassivo Sagitário A*, que fica no coração da Via Láctea.

Revelação da primeira imagem real captada do buraco negro Sagitário A*. Imagem: Observatório Europeu do Sul (ESO)

Agora, o Event Horizon Telescope (EHT) está pronto para dar seus próximos passos nas observações de buracos negros, fazendo vídeos que possam mostrar gases fluindo violentamente nessas misteriosas regiões do espaço-tempo.

Os buracos negros estão constantemente se agitando à medida que as órbitas de gás fluem ao seu redor, no chamado horizonte de eventos. No entanto, nunca foram registradas imagens em movimento capazes de mostrar toda essa turbulência.

Filmes produzidos por imagens repetidas dos buracos negros ao longo de meses e anos são um sonho para a comunidade científica astronômica. Os pesquisadores esperam que tais filmes mostrem a evolução dos discos de acreção conforme o gás flui em seu entorno e como os campos magnéticos dentro do disco ficam emaranhados e se findam enquanto são arrastados pelos buracos negros.

De acordo com Katie Bouman, cientista da computação do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), já houve tentativas de fazer um filme. “Nós tentamos isso com dados de 2017. Desenvolvemos algoritmos que nos permitiram fazer filmes e aplicamos isso aos dados”, acrescentou. “Vimos que, embora houvesse algo interessante lá, os dados que temos atualmente não são o suficiente para fazer algo realmente confiante”.

Assim, os cientistas precisam de mais dados antes que um vídeo seja viável. No entanto, capturar esses dados leva muito tempo, e os telescópios que compõem o projeto EHT têm outros programas de observação para completar.

Observação ágil pode permitir captação de imagens em movimento dos buracos negros

Segundo o site Space.com, para enfrentar o desafio, os engenheiros da equipe estão implementando melhorias técnicas para que até 2024 os astrônomos do EHT possam mudar as observações on e off. Essa capacidade permitirá que os cientistas façam uso do tempo livre nos telescópios por um longo período, em vez de uma campanha de observação que dura uma ou duas semanas.

Vincent Fish, astrofísico do Observatório Haystack do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), descreve a abordagem como observação ágil. “Você faz suas observações, e então [os telescópios] podem voltar e fazer sua outra ciência durante o resto do tempo”, disse ele durante a conferência de imprensa da Fundação Nacional de Ciência dos EUA (NSF), na última quinta-feira (12).

Embora essas observações ágeis comecem só em 2024, os cientistas do EHT precisarão de algum tempo para processar os dados em um filme usando as técnicas de imagem descritas por Bouman.

E a primeira “estrela de cinema” entre os buracos negros será o Messier 87 (ou M87*), que tem 7 bilhões de vezes a massa do Sol e fica a 54 milhões de anos-luz da Terra, no coração do aglomerado de galáxias de Virgem. 

Comparações entre as imagens dos buracos negros Sagitário A* e M87*. Crédito: Space.com

Apesar de sua grande distância, esse buraco negro aparece no céu em um tamanho semelhante ao de Sagitário A*, devido ao fato de ser muito maior. O anel de gás retratado ao redor de Sagitário A* poderia caber dentro da órbita de Mercúrio, o raio do qual é de cerca de 58 milhões de quilômetros, enquanto o buraco negro M87* poderia facilmente abranger as órbitas de todos os planetas do sistema solar.

Como Sagitário A* é muito menor, as mudanças ocorrem muito mais rapidamente à medida que o gás gira em torno do buraco negro – muito rapidamente para observação esporádica pelo EHT para rastrear. 

Já no caso do M87*, ele é tão grande, que as mudanças em seu anel de gás levam semanas ou meses para se tornarem aparentes, permitindo que os filmes sejam capturados em um ritmo mais considerável.

Uma observação ágil tem outras vantagens. Ocasionalmente, os buracos negros experimentam uma explosão enquanto despedaçam um asteroide ou uma nuvem de gás que se aproximou demais. 

Observar tais explosões requer um acompanhamento rápido, o que o EHT até agora não conseguiu fazer, dada a logística de organizar a agenda dos telescópios e configurar os equipamentos necessários. Com a observação ágil, o EHT será capaz de acompanhar o movimento de um interruptor caso os astrônomos avistem uma explosão no M87* ou mesmo no Sagitário A*.

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EHT pretende fazer imagens polarizadas de Sagitário A*

Embora não tenhamos um filme de Sagitário A* tão cedo, há muito mais para observar lá enquanto isso. O EHT já mediu o nível de polarização na luz do disco de gás M87*, que informa aos astrônomos sobre a força e direção dos campos magnéticos envoltos no disco, possivelmente emanando do próprio buraco negro. E isso deve ser feito também no buraco negro da nossa galáxia.

“Nosso próximo passo será fazer imagens polarizadas de Sagitário A*, para que possamos ver os campos magnéticos perto do buraco negro e ver como eles são arrastados [ao redor] pelo próprio buraco negro”, disse Michael Johnson, astrofísico do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, durante a videoconferência da NSF.

O EHT opera por meio da Interferometria de Linha de Base Muito Longa, uma técnica que emparelha telescópios. A distância entre os telescópios, que os cientistas chamam de “linha de base”, é equivalente à abertura de um telescópio normal.

Enquanto sete observatórios colaboraram para a imagem do buraco negro de M87*, com a adição do Telescópio do Polo Sul, foram oito observatórios envolvidos na captação da imagem de Sagitário A*.

Of the 11 observatories planned for the Event Horizon Telescope array, 8 participated in #EHTblackhole observations in 2017. Here is a collage (with older photos!) from the #NSFfunded animation made at @saoastro, to be found on our Youtube channel — https://t.co/U37EF3IlTI. pic.twitter.com/9UUrynnmvD

— Event Horizon 'Scope (@ehtelescope) April 8, 2019
No Twitter, a equipe do EHT divulgou que oito telescópios foram usados na época da captação da imagem do buraco negro M87*

Se mais telescópios puderem se juntar ao projeto EHT, então as linhas de base que ligam observatórios podem aumentar em número e comprimento. O alongamento das linhas de base aumenta a resolução, permitindo que os cientistas vejam detalhes menores. 

Além disso, o aumento do número de linhas de base amplia a sensibilidade do EHT bem como sua quantidade de ângulos de visão. Esse é um fator que está em exibição na imagem de Sagitário A*, que parece irregular: os pontos brilhantes não são zonas quentes, mas sim regiões de marca onde ângulos de visão de mais pares de telescópios coincidiram, resultando em um sinal mais forte.

Três novos telescópios foram adicionados ao EHT desde que as imagens M87* e Sagitário A* vinham sendo executadas: o Greenland Telescope Project (GTP), na Groenlândia, o Observatório IRAM NOEMA, nos Alpes Franceses, e o Telescópio Kitt Peak de 12 metros, no estado norte-americano do Arizona. 

Como o GTP fica muito ao norte, ele só pode observar o buraco negro M87*, e não o Sagitário A*. Por outro lado, o Telescópio do Polo Sul não é capaz de ver M87*. Assim, apenas com uma quantidade de 10 telescópios será possível observar cada um desses buracos negros.”Adicionar novas estações ajudará muito”, disse Ryan Hickox, astrofísico do Dartmouth College.

E outros buracos negros em outras galáxias? Infelizmente, por enquanto, talvez tenhamos que nos contentar com apenas dois buracos negros. “Um dos desafios é que não há realmente nenhum buraco negro que tenha um horizonte de eventos grande o suficiente, como projetado no céu, que pode ser facilmente capturado com o Event Horizon Telescope”, disse Hickox.

Isso não significa que o EHT não possa observá-los. A rede já observou os jatos de algumas galáxias ativas, como a Quasar 3C273, que está a 2,4 bilhões de anos-luz de distância da Terra e tem um buraco negro central com cerca de 880 milhões de massas solares.

Esses jatos podem ser surpreendentemente informativos, segundo Hickox. “Há muita estrutura realmente interessante nesses jatos que nos diz sobre como as partículas são aceleradas em torno de um buraco negro, como elas interagem com o ambiente depois de ejetadas e a forma como os campos magnéticos funcionam, além da composição dessas partículas, e todas essas coisas que afetam como esses jatos então influenciam o gás em escalas muito grandes ao redor de sua galáxia”.

Muitas dúvidas ainda persistem em relação aos buracos negros. Eles estão girando, e se sim, em que velocidade? De onde vêm seus campos magnéticos? Eles consomem gás em goles repentinos ou em doses homeopáticas? E como eles afetam seu ambiente imediato em suas galáxias?

Com o lançamento da imagem de Sagitário A*, e a possibilidade de captação de imagens em movimento, as respostas para algumas dessas perguntas podem estar quase ao nosso alcance.

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Júpiter: conheça 6 fatos sobre o ‘rei dos planetas’

Por João Barbosa — 14 de Maio de 2022, 18:29

Júpiter é o maior planeta do sistema solar e o quinto planeta a partir do Sol. O gigante gasoso apresenta belas camadas de nuvens em faixas, um conjunto de anéis finos e empoeirados, a famosa Grande Mancha Vermelha e dezenas de luas variadas. Mas, você conhece mais detalhes deste planeta peculiar?

Por que Júpiter?

Sendo o quarto objeto mais brilhante no céu da Terra, (depois do sol, da Lua e de Vênus) Júpiter é conhecido desde os tempos antigos. Nosso nome moderno para o planeta é derivado do rei romano dos deuses, Júpiter.

Para os antigos gregos, Júpiter era conhecido como Phaethon, que significa “estrela ardente”, enquanto os babilônios se referiam ao planeta gigante como Marduk, a divindade padroeira da cidade de Babilônia. Outros nomes antigos para Júpiter incluem Brhaspati (sânscrito), Tzedek (hebraico), Muxing (que significa “Estrela da Madeira” em mandarim) e Mushtari (árabe).

Do que é feito?

Júpiter é duas vezes e meio mais massivo do que todos os outros planetas do sistema solar combinados e é composto principalmente de hidrogênio e hélio, de acordo com o Observatório Europeu do Sul. O gigante gasoso tem um diâmetro de 142.984 quilômetros, tornando-o 11 vezes maior que a Terra, segundo a NASA.

Júpiter não tem superfície real, de acordo com a agência; o planeta é apenas uma mistura rodopiante de gases fluindo em três camadas distintas em suas bordas externas. Acredita-se que esta região tenha aproximadamente 71 km, onde a camada superior é provavelmente feita de gelo de amônia, a camada intermediária é provavelmente feita de cristais de hidrossulfeto de amônio e a camada mais interna pode ser feita de gelo de água e vapor.

As cores brilhantes vistas na superfície externa de Júpiter são provavelmente plumas de gases contendo enxofre e fósforo que se elevam do interior mais quente do planeta. Como ele gira extremamente rápido, completando um único dia em menos de 10 horas, sua atmosfera externa é separada em longos cinturões de material mais brilhante e mais escuro.

Dados da Juno mostraram que as correntes de jato de Júpiter podem atingir profundidades de cerca de 3.200 km. Mais profundamente na atmosfera, pressões e temperaturas crescentes comprimem o gás hidrogênio em um líquido, o que significa que Júpiter tem o maior oceano do sistema solar, feito de hidrogênio em vez de água, de acordo com a NASA.

Esta imagem da icônica Grande Mancha Vermelha de Júpiter e das zonas turbulentas circundantes foi capturada pela espaçonave Juno da NASA enquanto realizava seu 12º sobrevoo próximo a Júpiter. ( NASA/JPL-Caltech/SwRI/MS)

Em algum lugar a meio caminho do centro do gigante gasoso, as pressões internas tornam-se tão grandes que os elétrons são espremidos de seus átomos de hidrogênio, criando um metal supercondutor que supostamente impulsiona o enorme campo magnético de Júpiter. O planeta pode ter um núcleo central de material sólido ou uma “sopa” espessa e densa, feita principalmente de ferro e silício, que pode chegar a cerca de 50.000 graus Celsius.

Qual a distância entre Júpiter e o Sol?

Júpiter orbita a uma distância média de 778 milhões de km do Sol, de acordo com a NASA. Um ano em Júpiter dura 11,86 anos terrestres.

O planeta tem o dia mais curto do sistema solar, com duração de 9,93 horas. Seu eixo central é inclinado apenas 3 graus, ao contrário da inclinação axial da Terra de 23 graus, o que significa que Júpiter não experimenta muita variação sazonal ao longo do ano.

Os humanos exploram Júpiter?

Uma das primeiras pessoas a fazer observações detalhadas de Júpiter foi o astrônomo italiano Galileu Galilei, que contemplou o planeta através de seu telescópio em 1610, vendo suas quatro maiores luas. Nos tempos modernos, os humanos lançaram muitas sondas que passaram ou orbitaram o gigante gasoso.

As espaçonaves Pioneer 10 e 11, lançadas em março de 1972 e abril de 1973, respectivamente, estudaram o cinturão de asteroides e passaram por Júpiter, coletando informações sobre seus intensos cinturões de radiação e tirando algumas fotos iniciais.

Já as sondas Voyager 1 e 2, que deixaram a Terra em 1977 e chegaram a Júpiter em 1979, obteram dados surpreendentes do planeta gigante. Os robôs descobriram o sistema de anéis fraco e empoeirado de Júpiter, a presença de atividade vulcânica em sua lua Io e algumas luas anteriormente desconhecidas.

Implantação da NASA Galileo e do IUS do compartimento de carga do STS-34 Atlantis em 18 de outubro de 1989.(Crédito da imagem: NASA/JPL/KSC)

A NASA lançou uma missão dedicada a Júpiter chamada Galileo, que chegou e começou a orbitar o enorme planeta em dezembro de 1995. Galileo estudou Io e a lua gelada de Júpiter Europa em profundidade e lançou uma sonda que caiu na atmosfera de Júpiter, obtendo dados sobre coisas como temperatura, velocidade e pressão do vento no planeta.

A mais recente espaçonave dedicada a Júpiter da agência é chamada Juno, que está em órbita desde julho de 2016. Juno passa pelas regiões polares do planeta a cada 53,5 dias e estudou sua poderosa magnetosfera e auroras brilhantes desde então.

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A NASA está construindo uma sonda chamada Europa Clipper para estudar a lua gelada e seu oceano subterrâneo, que muitos cientistas acham que poderia ser uma morada potencial para a vida, de acordo com a NASA. Além disso, a missão Jupiter Icy Moons Explorer (JUICE), da Agência Espacial Europeia (ESA), explorará Europa, bem como duas outras grandes luas de Júpiter: Ganimedes e Calisto.

Quantas luas tem Júpiter?

Atualmente, existem 53 luas nomeadas de Júpiter, com mais 26 luas aguardando nomes oficiais. A maior lua de Júpiter, Ganimedes, também é a maior lua do sistema solar, sendo maior que o planeta Mercúrio.

Os outros satélites galileanos – nomeados em homenagem ao seu descobridor – também são mundos gigantescos com suas próprias surpresas interessantes. Calisto é um dos objetos mais cheios de crateras do sistema solar e pode ter um oceano líquido sob sua espessa camada de gelo. Europa tem uma estrutura de gelo e oceano semelhante, mas sua concha externa congelada é muito mais fina, o que significa que é reciclada com mais frequência e possui menos crateras. Io, que é brilhantemente colorida, é o corpo mais vulcanicamente ativo no sistema solar.

Poderia haver vida em Júpiter?

A maioria dos pesquisadores hoje em dia não tem muita esperança de organismos vivos flutuando no gigante gasoso. A NASA considera a lua de Júpiter Europa, que é coberta por uma concha de gelo que envolve um enorme corpo de água líquida, um dos lugares mais prováveis ​​para encontrar vida extraterrestre no sistema solar.

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Grã-Bretanha e EUA assinam acordo de colaboração comercial de voos espaciais

Por Flavia Correia — 13 de Maio de 2022, 18:01

Nesta sexta-feira (13), o governo britânico revelou que a Grã-Bretanha e os EUA assinaram um acordo para colaboração mútua em futuras missões comerciais de voos espaciais. Com isso, segundo o anúncio, aumentam as oportunidades para empresas norte-americanas e britânicas operarem a partir de portos espaciais de ambos.

Lançamento de foguete a partir do Centro Espacial Kennedy, nos EUA. Com o novo acordo entre o país e a Grã-Bretanha, aumentam as oportunidades para empresas norte-americanas e britânicas operarem a partir de portos espaciais de ambos. Imagem: John Huntington – Shutterstock

Segundo a agência de notícias Reuters, o Reino Unido disse que a parceria, assinada pelos ministros dos Transportes Grant Shapps (Grã-Bretanha) e Pete Buttigieg (EUA) em Washington esta semana, tornaria o voo espacial mais fácil e mais barato.

A nova declaração “estabelece as bases para foguetes, balões de alta altitude e aviões espaciais decolarem de portos espaciais em todo o Reino Unido muito em breve”, disse o governo britânico em um comunicado.

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A parceria permitirá que os dois colaborem no licenciamento de lançamentos espaciais comerciais e proporcione benefícios, incluindo segurança crítica de defesa e melhores previsões meteorológicas, para permitir serviços de televisão e transporte mais eficientes.

De acordo com Buttigieg, os EUA orgulham-se de lançar uma parceria trazendo mais benefícios das viagens espaciais comerciais para seus trabalhadores, empresas e comunidades.

“As viagens espaciais comerciais estão crescendo rapidamente, e é nossa responsabilidade garantir que essas inovações avancem com segurança, encorajando-as a se desenvolverem de maneiras que beneficiem a todos nós”, disse o ministro em um comunicado.

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Starlink já opera em 32 países e tem disponibilidade para atender de Santa Catarina ao Rio de Janeiro

Por Lauro Lam — 13 de Maio de 2022, 17:53

Em um tuíte publicado em sua página pessoal no Twitter, o CEO da SpaceX, Elon Musk, afirmou que a Starlink está disponível em 32 países e que quem fizer pedidos em áreas marcadas como disponíveis terá o receptor e a antena enviados imediatamente. No Brasil, há disponibilidade de Santa Catarina ao Rio de Janeiro. As demais partes do país estão em uma lista de espera. Rio Grande do Sul e parte de Minas Gerais devem ter as liberações ainda este ano, segundo o mapa de disponibilidade divulgado pela SpaceX. 

A internet banda larga via satélite já está autorizada a operar por aqui, após uma decisão favorável por parte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

Updated Starlink availability by region https://t.co/uxLqoNpr7M

— Elon Musk (@elonmusk) May 13, 2022

Valores da internet Starlink 

No entanto, para operar no Brasil, a internet via satélite da Starlink vai demorar para conquistar clientes, tendo em vista o alto custo em comparação à concorrência. 

A média ficará em torno de R$ 530 por mês, mas já é possível reservar uma rede de até 500 Mb/s por R$ 10 mil por ano, valor sem os impostos.   

Leia mais:

A expectativa é que os planos da Starlink estejam prontos para operarem no Brasil nos próximos anos, com a promessa de velocidades de download entre 150 e 500 Mbps e latência de 20-40 ms.  

O serviço de internet da companhia será representado pela ‘Starlink Brazil Holding Ltda’ até o dia 28 de março de 2027. Para operar, ficou acordado que o serviço não pode causar interferências em outros sistemas de satélites não geoestacionários (Kepler, em banda Ku, e O3b, em banda Ka). 

No site da Starlink, a companhia destaca que seus satélites avançados atuam em órbitas baixas e possibilitam chamadas, jogos on-line, streaming, vídeo e outras atividades de altos tráfegos de dados que, historicamente, não têm sido possíveis com internet via satélite. 

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Pesquisadores podem ter encontrado fragmentos do asteroide que extinguiu os dinossauros

Por Lauro Lam — 12 de Maio de 2022, 22:54

Possíveis vestígios do asteroide que colidiu com a Terra há 66 milhões de anos, provocando a extinção dos dinossauros, foram localizados por pesquisadores em um sítio arqueológico na Formação Hell Creek, no estado de Dakota do Norte, nos EUA. A descoberta pode ser um novo capítulo nas investigações sobre o impacto cataclísmico da rocha que mudou a história da evolução no planeta.  

Local abriga inúmeros fósseis 

O sítio arqueológico onde os fragmentos foram localizados tem tradição de ser palco de várias descobertas, como de fósseis de animais que morreram durante o choque com o asteroide, como peixes que sugaram detritos, uma tartaruga empalada com uma pedra e até uma perna que pode ter sido de um dinossauro. 

Segundo a CNN, a descoberta científica foi apresentada no documentário “Dinosaur Apocalypse”, exibido pela emissora PBS, e apresentado pelo naturalista David Attenborough e o paleontólogo Robert DePalma. 

O paleontólogo tem vasto conhecimento sobre as condições geológicas da região e afirma que o choque do asteroide também contribuiu para transformar os desertos dos EUA em locais áridos. 

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Fim da era dos dinossauros

No período Cretáceo, o meio-oeste americano era uma floresta pantanosa e possuía fontes de água em abundância, que desde então desapareceram. 

Essa área percorria todo o caminho do que hoje é o Golfo do México até o Canadá. Com essas novas descobertas, os pesquisadores podem ter raras evidências do que levou ao fim da era dos dinossauros. 

De acordo com DePalma, a região também abriga milhares de fósseis de peixes bem preservados que podem ter sido enterrados vivos por sedimentos deslocados quando um enorme corpo de água foi desencadeado instantaneamente, depois que o enorme asteroide caiu no mar. 

“Uma evidência após a outra começou a se acumular e mudar a história. Foi uma progressão de pistas, como uma investigação de Sherlock Holmes. Esses conhecimentos ajudam a entender como as coisas se desenvolveram após o impacto, e nos ajuda a obter recursos tão ricos para investigação científica”, disse DePalma. 

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Fóssil de perna de dinossauro achada no local com a pele intacta, que foi descoberta no sítio de Tanis. Imagem: Divulgação

Novas pistas para análises mais apuradas

Entre as novas pistas, estão algumas esférulas que pousaram em resina de árvore na superfície de um tronco e foram preservadas em âmbar. 

“Nesse âmbar localizamos várias esférulas que estavam basicamente congeladas no tempo, porque, assim como um inseto em âmbar que está perfeitamente preservado, quando essas esférulas entraram no âmbar, a água não conseguiu chegar até elas e eles estão perfeitamente preservados”, afirmou. 

Além disso, o pesquisador chamou a atenção para uma perna de dinossauro excepcionalmente preservada, com a pele intacta, que foi descoberta no sítio de Tanis. 

Os indícios apontam que o membro tenha pertencido a um tescelossauro, um pequeno dinossauro herbívoro que provavelmente morreu no mesmo dia em que o asteroide colidiu com a Terra.  

Com os novos estudos, os cientistas esperam obter um olhar mais apurado sobre o passado, tanto sobre o ecossistema quanto em relação às mudanças climáticas.

Via: Uol

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Telescópio Hubble detecta possível estrela que “sobreviveu” a explosão de supernova

Por Gabriela Bulhões — 12 de Maio de 2022, 11:30

telescópio espacial Hubble detectou uma possível estrela que conseguiu sobreviver depois de uma transformação de sua vizinha em uma supernova. Os pesquisadores estudaram a supernova SN 2013ge na luz ultravioleta com o instrumento Wide Field Camera 3 e viram que há outra fonte de luz ultravioleta que manteve sua luminosidade, mesmo com o brilho da explosão estelar diminuindo.

A possibilidade é que seja uma estrela próxima. Graças aos dados do telescópio Hubble, os cientistas descobriram uma assinatura de diferentes elementos na explosão da supernova. Por exemplo, notaram que não havia hidrogênio na região da SN 2013ge e perceberam que poderia haver uma estrela vizinha por perto, que estaria utilizando todo o gás da outra antes da explosão.

Imagem da galáxia NGC 3287, com o brilho da supernova diminuindo
Imagem: Reprodução/NASA

De acordo com Maria Drout, astrônoma e parte do time que realizou o estudo, várias linhas de diferentes evidências apontavam que as supernovas pareciam ser formadas a partir de sistemas binários: “Muito dos estudos das explosões cósmicas é como ciência forense, ou seja, procuramos pistas e vemos quais teorias se encaixam”.

Sendo assim, a vizinha que sobreviveu poderá ajudar a entender melhor as características da estrela que explodiu, que virando um objeto denso e compacto. “Este é o momento pelo qual estivemos esperando: finalmente observar a evidência de um sistema binário progenitor de uma supernova completamente ‘arrancada’”, disse Ori Fox, astrônomo e autor principal do programa de pesquisas do telescópio Hubble.

Leia mais:

Entre as possibilidades do que pode ter acontecido, a estrela pode ter um destino parecido com o de sua vizinha, pode também ser expulsa do sistema ou seguir orbitando sua companheira até se fundir a ela, formando ondas gravitacionais.

Fonte: The Astrophysical Journal Letters e Space

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Níveis de hélio aumentam na atmosfera, segundo pesquisa

Por Gabriela Bulhões — 11 de Maio de 2022, 09:09

Através de uma nova técnica, os cientistas detectaram que os níveis de hélio estão subindo na atmosfera, e com isso, aproximam as respostas para resolver um problema que persiste há décadas. A abundância atmosférica do isótopo Hélio-4 ( 4 He) está aumentando porque é liberado durante a queima e extração de combustíveis fósseis. 

Os pesquisadores concluíram que está aumentando a uma taxa muito pequena, mas, pela primeira vez, claramente mensurável. Por mais que o isótopo em si não contribui para o efeito estufa que está aquecendo o planeta, mas que as medidas podem servir como marcadores indiretos do uso de combustível fóssil.

“A principal motivação foi resolver uma controvérsia de longa data na comunidade científica sobre as concentrações atmosféricas de hélio”, comentou o principal autor do estudo, Benni Birner, que é pós-doutorando na Scripps Institution of Oceanography da UC San Diego, localizado na Califórnia/Estados Unidos.

O isótopo Hélio-4 é produzido pelo decaimento radioativo na crosta terrestre e se acumula em reservatórios de combustíveis fósseis, em especial os de gás natural. Sendo assim, durante a extração e combustão de combustíveis fósseis , o elemento é liberado e cria mais um meio para avaliar a escala da atividade industrial.

O avanço está na técnica para medir a quantidade de hélio na atmosfera. Os especialistas criaram um método preciso para comparar o isótopo com os níveis do gás nitrogênio atmosférico comum. Como os níveis de nitrogênio na atmosfera são constantes, um aumento de He/N 2 é indicativo da taxa de acúmulo de Hélio-4 na atmosfera.

Leia mais:

Um integrante do estudo, o geoquímico da Oceanografia da Scripps, Ralph Keeling, descreveu a análise como uma “obra-prima da geoquímica fundamental”. Por mais que o hélio seja relativamente fácil para os cientistas detectarem em amostras de ar, que estão presentes em níveis de cinco partes por milhão de ar, até agora, ninguém conseguiu medir com cuidado suficiente para observar um aumento atmosférico, acrescentou ele.

Além disso, a pesquisa fornece uma base para os cientistas entenderem melhor o quão valioso é o isótopo Hélio-3 em usos para fusão nuclear e outras aplicações. As propostas para adquirir o gás escasso da Lua são uma indicação de até onde os fabricantes irão para conseguir.

Segundo outros estudos, o isótopo Hélio-4 existe na atmosfera numa uma proporção invariável com o Hélio-3. O aumento atmosférico de um implica que o outro deve estar subindo. “Não sabemos ao certo, mas me pergunto se há mais hélio saindo da Terra do que pensávamos anteriormente, que talvez possam ser colhidos e abastecer nossos reatores de fusão nuclear no futuro”, concluiu Birner.

Fonte: Phys

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Mudanças climáticas: seca está fazendo cadáveres aparecerem em lago em Las Vegas

Por Edson Kaique Lima — 11 de Maio de 2022, 05:42

Um cadáver dentro de um barril foi encontrado no Lago Mead, no estado de Nevada, onde fica Las Vegas, nos Estados Unidos, após uma grande seca baixar os níveis do reservatório a um patamar jamais visto. Segundo autoridades locais, a descoberta pode ser apenas a primeira de muitas descobertas do tipo no local.

“Eu diria que há uma chance muito boa, à medida que o nível da água cair, de encontrarmos mais restos humanos”, disse o tenente Ray Spencer, da polícia de Las Vegas, à emissora de televisão local KLAS-TV. O lago pode ter sido, inclusive, um local para desova de cadáveres usado por organizações criminosas.

Cadáver tem pelo menos 40 anos

Ray Spencer
Segundo o tenente Ray Spencer, ainda não é possível determinar qual foi a exata causa da morte da pessoa encontrada no lago. Crédito: YouTube/Reprodução

Os objetos pessoais encontrados no barril sugerem que a pessoa morreu há mais de 40 anos, na década de 1980, declarou o tenente. O oficial não confirmou a causa da morte da pessoa encontrada no lago Mead, já que a investigação do caso ainda está em andamento.

A polícia planeja entrar em contato com especialistas da Universidade de Nevada, em Las Vegas, para que os técnicos analisem qual foi o momento exato em que o barril começou a se desgastar. Em paralelo, o escritório do legista do condado de Clark tentará determinar a idade e o gênero da pessoa.

Leia mais:

O barril foi encontrado por barqueiros no início de maio, imediatamente, agentes da Guarda Florestal do Serviço Nacional de Parques dos EUA foram chamados e vasculharam a área próxima ao porto de Hemenway do lago Mead, quando constataram que o compartimento tinha restos de esqueletos.

Passando por Las Vegas, o lago Mead é o maior lago artificial dos Estados Unidos e, em conjunto com o lago Powell, fornecem água para mais de 40 milhões de pessoas nos estados do Arizona, Califórnia, Colorado, Nevada, Novo México, Utah, Wyoming e do sul do México.

Via: NPR

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Erupção vulcânica de Tonga foi tão intensa que gerou efeitos no espaço

Por Gabriela Bulhões — 11 de Maio de 2022, 04:20

A erupção de um vulcão submarino em Tonga, localizado no Pacífico Sul, em janeiro desse ano, foi tão intensa que teve efeitos como ondas de choque atmosféricas e um tsunami. Meses depois, um estudo realizado pela Universidade da California revelou que a erupção vulcânica chegou ao espaço, na ionosfera, que é a camada atmosférica mais externa do planeta Terra.

Através da análise dos dados da Ionospheric Connection Explorer (ICON) da NASA, junto com os satélites Swarm, da Agência Espacial Europeia (ESA), o time de pesquisadores observou que logo nas primeiras horas após a explosão do vulcão submarino, começaram a aparecer ventos de alta velocidade de furacão e correntes elétricas.

De acordo com o físico Brian Harding, o vulcão Hunga Tonga-Hunga Ha’apai foi capaz de criar algo inesperado e grandioso, tido como um dos maiores distúrbios no espaço na era moderna: “Isso está nos permitindo testar a conexão mal compreendida entre a atmosfera inferior e o espaço”.

Erupção do vulcão submarino em Tonga registrada a partir do espaço
Imagem: Reprodução/NASA

Por conta da força, a erupção vulcânica – que chegou ao espaço – lançou para cima uma espécie de nuvem de cinzas, junto com vapor d’água e poeira. Essa atividade desencadeou uma perturbação na pressão atmosférica e gerou ventos fortes, sendo que essas correntes de ar se deslocavam para as camadas atmosféricas cada vez mais altas e velozes.

A ICON também constatou que quando os ventos alcançaram a ionosfera, tinham uma velocidade aproximada de 724 km/h, ou seja, os mais fortes já registrados a uma altitude abaixo de 193 km, tendo afetado as correntes elétricas da ionosfera. A corrente elétrica que flui para o leste foi impulsionada pelos ventos na parte mais baixa da atmosfera e após a erupção, atingiu uma potência cinco vezes maior do que o norma, mudando a direção para oeste.

Principais efeitos da erupção em Tonga
(Imagem: Reprodução/Goddard Space Flight Center/NASA/Mary Pat Hrybyk-Keith)

Para a física Joanne Wu, esse impacto no espaço por uma erupção vulcânica só foi visto em tempestades geomagnéticas, quando as partículas e radiação do Sol afetam o clima espacial. Agora, a NASA planeja a missão Geospace Dynamics Constellation (GDC), com objetivo de compreender melhor os eventos que afetam a atmosfera, tanto que o projeto contará com uma frota de pequenos satélites e sensores climáticos baseados em solo para conseguir acompanhar as correntes elétricas e também os ventos atmosféricos da ionosfera.

Leia mais:

Fonte: NASA

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Galáxias raras não estão formando estrelas como deveriam; qual o motivo?

Por Gabriela Bulhões — 11 de Maio de 2022, 03:00

Sim, há algo estranho acontecendo no universo, mais especificamente em galáxias raras. Os cientistas acreditam que as galáxias pós-estrelas (PSBs) ou galáxias nascidas de colisões galácticas não estão mais formado estrelas, que expelem gás e poeira, permanecendo inativas ou incapazes de produzir novas estrelas. 

As novas observações do Atacama Large Millimeter Array (ALMA) no Chile indicam que as PSBs realmente retêm muito de seu gás depois da sua fusão, e que isso normalmente alimentaria a formação das estrelas. Então se cria a contradição: mesmo mantendo seu gás, não se formaram estrelas.

Quando duas galáxias colidem de forma ríspida e violenta, geralmente há uma explosão de formação estelar. Em casos raros, uma fusão galáctica resulta em um PSB, onde há pouca ou nenhuma formação de estrelas. Agora, os cientistas especulam que a razão disso é que os elementos necessários (gás e poeira) para o nascimento de estrelas são expelidos pelas galáxias pós-estrelas. 

Mas, segundo os dados do ALMA neste novo estudo, enquanto as PSBs comprimem seu gás, que deve ser combustível suficiente para impulsionar a formação de estrelas, ainda permanecem inativos.

“Embora este gás compacto devesse estar formando estrelas de forma eficiente, não é. Na verdade, é menos de 10 por cento tão eficiente quanto se espera que um gás compacto similar seja”, explicou o astrônomo Adam Smercina, da Universidade de Washington, principal investigador do estudo, em um comunicado.

Até o momento, os pesquisadores não sabem – com certeza – o motivo, apenas criaram uma teoria para explicá-lo. “Neste caso, a formação de estrelas pode ser suprimida devido à turbulência no gás, assim como um vento forte pode suprimir um incêndio”, complementou Smercina. 

O estudo já foi publicado no ‘The Astrophysical Journal’ no final de abril deste ano. Por fim, de acordo com ele, “a formação de estrelas também pode ser aprimorada pela turbulência, assim como o vento pode atiçar as chamas, então entender o que está gerando essa energia turbulenta e como exatamente ela está contribuindo para a dormência é uma questão restante deste trabalho.” 

Leia mais:

Fonte: Space

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Fenômeno nunca antes observado pode indicar inversão magnética de um buraco negro

Por Flavia Correia — 9 de Maio de 2022, 17:09

Um buraco negro localizado a 236 milhões de anos-luz da Via Láctea parece ter invertido seu campo magnético. E, pela primeira vez na história das observações astronômicas, a explosão causada por esse fenômeno pode ter sido captada por especialistas. 

Representação artística do disco de acreção em torno de um buraco negro supermassivo, que suga matéria para seu interior. Imagem: DESY Science Communication Lab

A história começa em outubro de 2018, quando uma galáxia conhecida como 1ES 1927+654 cessou brevemente as emissões de raios-X, retomando novamente depois de alguns meses, de forma mais intensa. 

“Este evento marca a primeira vez que vemos raios-X saindo completamente enquanto os outros comprimentos de onda se iluminam”, disse Sibasish Laha, pesquisador da Universidade de Maryland, nos EUA, e do Centro de Voo Espacial Goddard, da NASA, em um comunicado emitido pela agência na semana passada.

De acordo com Laha, autor do estudo (que foi aceito para publicação no The Astrophysical Journal e está disponível no serviço de pré-impressão arXiv.org), se confirmado, o evento pode ajudar os astrofísicos a entender seus efeitos no ambiente do buraco negro.

Assim como na Via Láctea, o coração da maioria das grandes galáxias tem um buraco negro supermassivo que suga matéria em direção ao seu centro. A matéria primeiro é coletada pelo disco de acreção em torno do buraco negro, aquecendo posteriormente e emitindo luz – em comprimentos de onda visíveis, ultravioleta (UV) e raios-X – à medida que é empurrada para dentro. Com isso, é formada uma nuvem de partículas extremamente quentes, que os cientistas chamam de coroa.

Segundo o novo estudo, alterações na coroa fizeram com que os raios-X expelidos do coração da galáxia 1ES 1927+654 desaparecessem temporariamente, o que sugere a inversão magnética. Isso fez com que o polo norte do buraco negro se tornasse o polo sul, e vice-versa.

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Com o “flip” causado no momento da inversão dos polos, a luz visível e UV tendem a se intensificar devido ao superaquecimento, à medida que a coroa começa a diminuir e o disco de acreção fica mais compacto no centro. Conforme a virada evolui, o campo enfraquece tanto que a coroa não pode mais ser suportada, interrompendo as emissões de raios-X, segundo os pesquisadores.

Dois telescópios espaciais rastrearam as mudanças nas emissões de raios-X e luz ultravioleta, incluindo o Observatório Neil Gehrels Swift, da NASA, e o satélite XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia (ESA). Somadas a isso, observações de luz visível e rádio foram realizadas a partir de vários telescópios terrestres posicionados na Itália, nas Ilhas Canárias (Espanha) e Novo México (EUA).

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Vulcão adormecido na Antártida acorda e causa mais de 85 mil terremotos

Por Lyncon Pradella — 7 de Maio de 2022, 12:41

Um vulcão submarino, que estava há muito tempo adormecido perto da Antártida, acordou, provocando mais de 85.000 terremotos entre agosto e novembro de 2020. De acordo com uma pesquisa do Centro Alemão de Pesquisa em Geociências, o fenômeno foi causado por “dedo” de magma quente que cutucou a crosta da Terra.

“Houve intrusões semelhantes em outros lugares da Terra, mas esta é a primeira vez que observamos isso lá [na Antártida]”, disse a coautora da pesquisa Simone Cesca, sismóloga do Centro, à revista Live Science. “Normalmente, esses processos ocorrem em escalas de tempo geológicas. Então, de certa forma, temos sorte de ver isso”, completou.

King George Island, na Antártida. Imagem: Shutterstock

O enxame, como é chamado o evento de milhares de terremotos em curto espaço de tempo, ocorreu em torno do Orca Seamount, um vulcão inativo que se eleva a 900 metros do fundo do mar no Estreito de Bransfield, perto do noroeste da Antártida.

Segundo um estudo publicado em 2018 na revista Polar Science, nesta região, a placa tectônica de Phoenix está mergulhado sob a placa continental da Antártida, criando uma rede de zonas de falhas.

Cientistas das estações de pesquisa na Ilha King George, uma das Ilhas Shetland do Sul, foram os primeiros a sentirem os estrondos de pequenos terremotos. A notícia logo chegou a Cesca e seus colegas ao redor do mundo.

As estações próximas são bastante simples, mas foram boas o suficiente para detectar os terremotos de menor escala. Já as estações mais distantes usaram equipamentos mais sofisticados e puderam, assim, pintar uma imagem mais detalhada dos terremotos de maior escala.

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De acordo com Cesca, ao juntar todos os dados recolhidos, a equipe conseguiu criar uma imagem da geologia subjacente que desencadeou esse enxame de terremotos maciços.

Os dois maiores terremotos da série foram um de magnitude 5,9 em outubro de 2020 e um de magnitude 6,0 em novembro. Após o terremoto de novembro, a atividade sísmica diminuiu. Os terremotos pareciam mover o solo na Ilha King George em torno de 11 centímetros, segundo o estudo.

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Mais de 300 meteoros são flagrados no céu de Santa Catarina; assista

Por Lyncon Pradella — 7 de Maio de 2022, 10:59

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a primeira grande chuva de meteoros de 2022 ocorreu nesta semana. Só o estado de Santa Catarina teve cerca de 300 fragmentos espaciais sobrevoando seu céu. São Paulo e Paraná também tiveram registros dos objetos espaciais.

meteoros
Imagem meramente ilustrativa: Observatório Heller & Jung/Reprodução

Conhecida como Eta Aquáridas, essa chuva de meteoros ocorre quando a Terra atravessa a parte mais densa da trilha de detritos deixada pelo Cometa Halley. Cada pequeno fragmento deixado pelo cometa, ao atravessar nossa atmosfera em alta velocidade, gera um meteoro, que é o fenômeno luminoso popularmente conhecido como “estrela cadente”. 

Assista ao Eta Aquáridas no céu de Santa Catarina:

A madrugada de quinta (5) foi um espetáculo à parte para astrônomos de todo Brasil. O país registrou centenas de meteoros em vários estados, em especial no interior de São Paulo, e no norte do Paraná e em Santa Catarina.

📹: Meteoros Monte Castelo SC. pic.twitter.com/nO46sUrtxk

— O Tempo (@otempo) May 6, 2022

Durante uma chuva de meteoros, vários fragmentos da mesma trilha atingem a atmosfera. No caso da Eta Aquáridas, sua atividade se inicia em 21 de abril e vai até 12 de maio, mas o momento de maior intensidade da chuva ocorre na noite entre 5 e 6 de maio, quando costuma apresentar mais de 40 meteoros por hora em condições ideais.

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A chuva desta quinta não é a única que ocorre anualmente com meteoros associados ao Cometa Halley. Além dela, a Oriónidas, que acontece no mês de outubro, também é gerada pelos detritos do mesmo cometa, mas não é tão intensa quanto a Eta Aquáridas.

Para saber mais sobre a Eta Aquáridas e a chuva de meteoros que sobrevoou Santa Catarina, acesse a matéria do Olhar Digital.

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Alinhamento do James Webb chega ao fim e imagens surpreendem cientistas; assista!

Por Lauro Lam — 28 de Abril de 2022, 22:21

Após quatro meses desde o seu lançamento, ocorrido no dia 25 de dezembro de 2022, finalmente o alinhamento do Telescópio Espacial James Webb da NASA está quase concluído. Depois de uma revisão completa realizada nesta quinta-feira (28), o observatório conseguiu capturar imagens nítidas e bem focadas com cada um de seus quatro poderosos instrumentos científicos a bordo. Agora, com a finalização da sétima e última etapa do alinhamento do telescópio, a equipe chegou ao consenso de que ele está pronto para começar a operar.  

No entanto, deverá passar pela última fase de preparativos, conhecida como comissionamento de instrumentos científicos. Processo que deverá levar cerca de dois meses, ou seja, o James Webb só deve iniciar as atividades oficiais por volta de junho ou julho, em pleno verão norte-americano. 

O alinhamento do telescópio em todos os instrumentos do Webb pode ser visto em uma série de imagens que capturam todo o campo de visão do observatório.

“Estas imagens de teste notáveis ​​de um telescópio alinhado com sucesso demonstram o que as pessoas de todos os países e continentes poderão observar por meio de uma visão científica ousada para explorar o universo”, disse Lee Feinberg, gerente de elementos do telescópio óptico Webb no Goddard Space Flight Center da NASA.

Desempenho acima das previsões

O desempenho óptico do telescópio continua sendo melhor do que as previsões mais otimistas da equipe de engenharia. 

Os espelhos do Webb agora direcionam a luz totalmente focalizada coletada do espaço para dentro de cada instrumento, com imagens nítidas. A qualidade é descrita pela precisão dos detalhes, que ficará ainda melhor com os próximos ajustes. 

“Com a conclusão do alinhamento do telescópio e metade do esforço de uma vida inteira, meu papel na missão do Telescópio Espacial James Webb chegou ao fim”, disse Scott Acton, cientista de controle e detecção de frente de onda Webb, Ball Aerospace. 

“Essas imagens mudaram profundamente a maneira como vejo o universo. Estamos cercados por uma sinfonia de criação; há galáxias em todos os lugares! É minha esperança que todos no mundo possam vê-los.”

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Próximos passos

Agora, a equipe do Webb voltará a atenção para o comissionamento de instrumentos científicos. Trata-se de um conjunto altamente sofisticado de detectores equipados com lentes, máscaras, filtros e equipamentos personalizados exclusivos que o ajudam a realizar a ciência para a qual foi projetado.  

imagens james webb
Imagens captadas pelo telescópio James Webb estão bem nítidas e ajudarão cientistas a desvendar mistérios das galáxias. Imagem: NASA

Com o alinhamento em fase conclusiva, grande parte dos profissionais que estavam atuando no Centro de Operações da Missão no Space Telescope Science Institute em Baltimore, já estão de malas prontas para voltarem para suas casas, tendo em vista que concluíram com êxito suas funções.  

Embora o alinhamento do telescópio esteja completo, algumas atividades de calibração permanecem antes de iniciar o funcionamento do telescópio na missão avaliada em mais de US$ 10 bilhões, com exponenciais ganhos para a ciência. 

Além disso, observações de manutenção contínuas a cada dois dias monitorarão o alinhamento dos espelhos e, quando necessário, aplicarão correções para manter os espelhos em seus locais alinhados. Mais um passo rumo ao desenvolvimento científico.

Via: NASA

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Astrofotografia no Brasil é o tema do Olhar Espacial desta semana

Por Flavia Correia — 28 de Abril de 2022, 22:00

Nesta sexta-feira (29), o Olhar Espacial vai abordar a Astrofotografia no Brasil, trazendo as informações mais importantes sobre esta que é uma das áreas de maior interesse da astronomia amadora em todo o mundo.

Utilizando equipamentos e técnicas específicas para registrar objetos astronômicos como Lua, planetas, galáxias, nebulosas, ou grandes áreas do céu, a astrofotografia produz imagens que resultam em belíssimos registros do cosmos, que muitas vezes também podem ser utilizadas com finalidades científicas, para nos ajudar a conhecer um pouco mais dos mistérios do universo.

Para conversar sobre o assunto, o programa vai receber Rafael Compassi, astrônomo amador, astrofotógrafo e ex-diretor regional sul da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON). Criador do Canal Astrofoto, por meio do qual ele ensina astrofotografia do básico ao avançado, Compassi é autor de diversas imagens publicadas em periódicos internacionais.

Rafael Compassi, astrônomo amador e astrofotógrafo, é o convidado do Olhar Espacial desta semana para falar sobre a Astrofotografia no Brasil. Imagem: Arquivo pessoal

Além de um bate-papo imperdível, o convidado também vai fazer belas capturas ao vivo durante o programa, se o tempo estiver propício. Clique aqui para conferir algumas das mais impressionantes astrofotografias feitas por ele.

Leia mais:

Apresentado por Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia — APA; membro da SAB — Sociedade Astronômica Brasileira; diretor técnico da BRAMON — Rede Brasileira de Observação de Meteoros — e coordenador regional (Nordeste) do Asteroid Day Brasil, o Olhar Espacial é transmitido ao vivo, todas às sextas-feiras, às 21h, pelos canais oficiais do veículo no YouTube, Facebook, Instagram, Twitter, LinkedIn e TikTok.

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Módulo InSight detecta os dois maiores “martemotos” da história

Por Rafael Arbulu — 28 de Abril de 2022, 21:07

Os dois maiores “martemotos” (terremotos, só que em Marte) da história foram registrados pelo módulo InSight da NASA desde quando a missão pousou na superfície do planeta vermelho – e de quebra, os tremores ocorreram no lado escuro dele, segundo sismólogos da Universidade de Bristol, no Reino Unido.

O InSight tem justamente a detecção de tremores como sua missão primária, e desde que chegou em Marte, em novembro de 2018, ele vem usando o que é até hoje o conjunto mais sensível de sensores sísmicos já construído, registrando incontáveis eventos pela superfície do nosso vizinho no espaço.

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A superfície de Marte é dotada de desvios de terreno causado por tremores sísmicos - ou "martemotos" - que percorrem todo o planeta: os dois maiores martemotos da história foram registrados em 2021
A superfície de Marte é dotada de desvios de terreno causado por tremores sísmicos – ou “martemotos” – que percorrem todo o planeta: os dois maiores martemotos da história foram registrados em 2021 (Imagem: NASA/Reprodução)

De acordo com as informações divulgadas, os eventos foram separados por 24 dias: o primeiro (S0976a) teve magnitude 4,2 e ocorreu em 25 de agosto de 2021, com seu epicentro marcado na região conhecida como Valles Marineris, uma área cheia de desfiladeiros que se estende por 4 mil quilômetros (km) no lado escuro de Marte.

O segundo martemoto (S1000a) veio em 18 de setembro de 2021. Apesar de sabermos que ele atingiu escala 4,1 de magnitude, seu epicentro não pôde ser determinado, exceto por marcamos-no “em algum lugar” do lado escuro do planeta vermelho.

O problema dessa localização é que, apesar de ser uma área com forte atividade sísmica, ainda está quase fora das capacidades dos sensores do InSight, que não conseguem detectar com muita exatidão as ondas de pressão P e S, os dois tipos que geram tremores. O núcleo de Marte acaba servindo de escudo e abafando-as, então os especialistas se concentraram em outros tipos de ondas – PP e SS.

Elas se projetam de forma parecida com suas “primas”, mas são refletidas diretamente na superfície, sem impedimento vindo do núcleo planetário.

“Registrar eventos dentro da zona sombria é um degrau crucial para o nosso entendimento de Marte”, disse o co-autor de um estudo sobre os tremores, Savas Ceylan, ressaltando que a detecção ocorreu a mais ou menos 40º (graus) da posição do módulo. “Estando dentro da sombra do núcleo, a energia atravessa partes de Marte que nós nunca conseguimos tirar uma amostragem sismológica antes”.

Os dados renderam um paper publicado no jornal científico The Seismic Record.

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Emirados Árabes e EUA firmam parceria de compartilhamento de dados sobre Marte

Por Flavia Correia — 12 de Abril de 2022, 21:05

Nesta terça-feira (12), a NASA anunciou que sua missão Atmosfera de Marte e Evolução Volátil (MAVEN, na sigla em inglês) e a missão Hope Probe, dos Emirados Árabes Unidos, estão abrindo caminho para uma maior colaboração científica e troca de dados entre os dois satélites de Marte.

Por meio dessa nova parceria, que incentiva o compartilhamento de dados entre os projetos, a agência acredita que os retornos científicos de ambas as naves espaciais, que atualmente estão orbitando Marte e coletando dados de sua atmosfera vão agregar valor para as pesquisas não apenas de ambos os países, como de toda a comunidade científica envolvidas na análise dos dados coletados pelas missões.

Simulação artística 3D da sonda MAVEN, em órbita ao redor de Marte. Imagem: NASA

Na órbita de Marte desde 2014, a sonda MAVEN tem a missão de investigar a atmosfera superior e a ionosfera do Planeta Vermelho, oferecendo uma visão de como o clima mudou ao longo do tempo.

“A MAVEN e a EMM estão explorando diferentes aspectos da atmosfera marciana e do sistema de atmosfera superior”, disse Shannon Curry, pesquisadora principal da MAVEN da Universidade da Califórnia, em Berkeley. “Combinados, teremos uma compreensão muito melhor do acoplamento entre os dois, e a influência da atmosfera inferior na fuga para o espaço de gás da atmosfera superior”.

Lançada em 2021, a sonda Hope estuda a atmosfera marciana em diferentes momentos do dia e estações. Imagem: Agência Espacial dos Emirados Árabes Unidos

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Já a sonda Hope (também chamada de EMM, sigla em inglês para Missão dos Emirados em Marte), que entrou na órbita de Marte em 2021, está estudando a relação entre a camada superior e as regiões inferiores da atmosfera marciana, fornecendo visões em diferentes épocas do dia e das estações.

“Desde o início da EMM, o projeto foi definido por fortes colaborações e parcerias internacionais”, disse Omran Sharaf, diretor de projetos da EMM. “A oportunidade de trabalhar ao lado de outras missões a Marte e obter maiores insights compartilhando nossas observações e trabalhando juntos para encaixar as peças do quebra-cabeça é uma que temos o prazer de tomar”.

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