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China diz que usina hidrelétrica totalmente impressa em 3D fica pronta dentro de 2 anos

Por Flavia Correia — 16 de Maio de 2022, 20:48

Dentro de dois anos, uma usina hidrelétrica totalmente impressa em 3D poderá estar pronta para entrar em operação no planalto tibetano, fornecendo 5 bilhões de quilowatts-hora de energia todos os anos para a China.

De acordo com o jornal South China Morning Post, pesquisadores da Universidade de Tsinghua publicaram um estudo que detalha todas as etapas de desenvolvimento do projeto, que faz uso de robótica e algoritmos de Inteligência Artificial (IA), com uso zero de mão de obra humana na construção.

Represa Três Desfiladeiros, em Sandouping, na China. País agora quer construir uma barragem totalmente impressa em 3D. Imagem: Isabel Kendzior – Shutterstock

Quando (e se) for concluído, o ambicioso projeto, denominado represa de Yangqu, poderá chegar a 220 m, se tornando a estrutura mais alta do mundo construída por meio de impressão 3D. O recorde atual é de um prédio de escritórios de dois andares em Dubai, que tem 6 metros de altura.

Nessa represa, segundo os cientistas, um sistema central de IA será usado para supervisionar uma enorme linha de montagem automatizada que começa com uma frota de caminhões não tripulados usados para transportar materiais de construção entre pontos do local de trabalho.

Uma vez que os materiais cheguem, escavadeiras e betoneiras não tripuladas os transformarão em uma camada da represa. Então, rolos equipados com sensores ajudarão a pressionar cada camada para que se tornem firmes e duráveis.

De acordo com o estudo, quando uma camada estiver completa, os robôs vão enviar informações sobre o estado da construção de volta ao sistema de IA.

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Embora a mineração do material de construção ainda tenha que ser feita manualmente, segundo os pesquisadores, o sistema de IA e seu exército de robôs ajudarão a eliminar erros humanos, como quando os operadores de rolo não mantêm uma linha reta ou quando os caminhoneiros entregam materiais no local errado.

Segundo o autor principal do projeto, Liu Tianyun, o sistema também permitirá que o trabalho no local evolua continuamente sem preocupações de segurança para os trabalhadores humanos.

Nos últimos anos, a China, que enfrenta uma queda na taxa de natalidade e uma possível escassez de mão de obra, tem recorrido à automação para manter suas indústrias em andamento.

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As inteligências por trás do atendimento ao cliente

Por Bruno Prodócimo — 2 de Maio de 2022, 16:46

De tempos em tempos, surge uma nova tecnologia que reescreve a forma como sempre fazíamos uma atividade. Na área do atendimento ao cliente, por exemplo, tivemos algumas delas, como a internet, o chat em tempo real, os telefones celulares e, agora mais recentemente, a Inteligência Artificial (IA).

Essas novas tecnologias chegam para facilitar o dia a dia das pessoas e rapidamente se tornam tão naturais e incorporadas em nossas vidas que pensamos “como eu fazia antes disso?”. Até o momento que aparece outra novidade que simplifica ainda mais a nossa rotina e rapidamente esquecemos da anterior. E assim é a história da evolução tecnológica na humanidade.

O estudo anual CX Trends 2022, que traz um capítulo inteiro dedicado a aplicação de IA no suporte ao cliente, mostrou que os consumidores brasileiros, antes desconfiados do atendimento por bots e IA, agora aceitam essa tecnologia de braços abertos. Um total de 88% concordam que a IA é positiva para a sociedade e que, se aplicada corretamente, economiza o tempo no contato com uma empresa.

Isso significa que os chatbots não devem tentar resolver problemas que exigem envolvimento humano – se fizerem isso, criarão uma experiência muito pior para o cliente. Mas sim complementá-la com a triagem correta de tickets e a resposta a dúvidas simples, como redefinição de senha ou status de um pedido.

Os consumidores passaram a ver a IA como uma força para o bem. Uma solução que está ali para melhorar a qualidade do atendimento e da experiência que recebem pelas marcas. Olhando para o futuro, 61% deles esperam que a maioria das interações aconteça de forma automatizada. É uma grande mudança de paradigma no comportamento do consumidor, que até não muito tempo atrás, só queria ser atendido por um humano.

O desafio agora está em ajustar essa tecnologia para justamente atender às novas expectativas dos clientes. Existe uma lacuna entre o potencial de uso da Inteligência Artificial e como ela funciona atualmente. Muitas vezes, ao invés de facilitar o serviço, cria obstáculos (não intencionais) que dificultam o encontro das respostas que os clientes buscam. Sendo mais específico, hoje, 60% dos clientes relatam se decepcionar frequentemente com as experiências que vivenciam com os chatbots. Entre os brasileiros, a maior frustração está em não conseguir obter respostas precisas a suas dúvidas ou problemas. Mesmo assim, do último ano para cá, houve um salto de 13 pontos percentuais no número de consumidores dispostos a recorrer aos chatbots para questões simples.

A IA como um hub de inteligência

Muito além de ajudar os clientes a obterem respostas mais rápidas, a Inteligência Artificial traz inúmeros benefícios para as empresas também. Elas podem usar a tecnologia para a recomendação de novos produtos com base nas compras e no histórico de pesquisa, por exemplo. Podem indicar qual é o método de contato preferido do consumidor e ainda qual cliente priorizar, de acordo com seu status ou tipo de conta. Vou dar um exemplo prático disso:

Recentemente, aluguei um carro no aeroporto e, quando fui pegá-lo, não estava lá. Também não havia ninguém no balcão de atendimento da marca para me ajudar, então tive de recorrer à central telefônica e passar por todo o menu de opções automatizadas até que pudesse falar com alguém (que também não sabia quase nada sobre a minha situação no local). Por fim, consegui resolver tudo aquilo, mas precisei passar por várias etapas e gastei mais tempo do que o necessário.

Agora imagine se, em vez de eu ter ligado para a central, pudesse ter enviado uma mensagem dizendo “meu carro não está aqui”, e a IA me identificaria pelo meu número de celular. Ela descobriria onde o carro está e retornaria com uma resposta automática: “Desculpe, seu carro está no estacionamento ao lado, pegue um táxi e nós pagaremos por isso”. Eu teria economizado 40 minutos no telefone e evitado repetir a mesma informação para atendentes diferentes.

Esse esquema de suporte com IA teria reduzido o estresse de forma incrivelmente rápida e empática. E, apesar disso exigir integrações complexas com a IA, não está completamente fora de alcance como imaginamos. As empresas já têm condições de implementar esse tipo de suporte automatizado com Inteligência Artificial – basta dedicarem esforços e tecnologia para isso. O Processamento de Linguagem Natural (NLP), por exemplo, que consiste em reconhecer e entender elementos da linguagem humana para deixar as conversas mais naturais, está sendo cada vez mais refinado.

O que as empresas precisam ter em mente é uma estratégia clara no uso de IA para o atendimento e quais etapas de interação devem ou não ser automatizadas. O atendimento humano é essencial em situações complexas e mais delicadas e nunca poderá ser comparado a um robotizado. No entanto, o atendimento por chatbot sempre será mais ágil que o de um humano. Por isso, a decisão de implantar IA no serviço ao cliente não pode ser tomada sem uma visão de longo prazo e a certeza de onde se quer chegar. Os clientes, que receberão esse serviço na ponta, não perdoarão.

Bruno Prodócimo é diretor de Vendas na Zendesk Brasil

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Impressora 3D da Anker é 5x mais rápida e tem câmera com IA

Por Nick Ellis — 6 de Abril de 2022, 15:40

A Anker é mais conhecida por seus carregadores, mas tem lançado outros tipos de produtos, e agora está apostando no mercado de impressoras 3D com a AnkerMake M5. Essa impressora 3D se destaca por ser 5 vezes mais rápida que suas concorrentes, o que pode reduzir o tempo de impressão em até 70%, segundo a empresa.

Além de rápida (250 mm/seg) ela tem um ótimo nível de detalhe de 0,1 mm, assim ela pode ser usada para imprimir praticamente qualquer objeto ou peça. Caso você não faça questão de tanto detalhe, pode imprimir ainda mais rápido com o modo Powerboost, que aumenta a velocidade para 2.500 mm/seg.

Um detalhe interessante é que ela conta com um controle de qualidade integrado. Usando uma câmera com inteligência artificial, a AnkerMake M5 monitora o tempo todo a impressão, e se certifica que tudo está correndo bem ao comparar o objeto sendo impresso com o arquivo 3D original.

Câmera com IA monitora a impressão e compara com arquivo original
Câmera com IA monitora a impressão e compara com arquivo original / Divulgação: Anker

Se você estiver em outro ambiente da casa e do escritório, ou até mesmo fora dele, pode monitorar toda a impressão usando essa câmera. Além disso, ela também cria timelapses bem legais para postar nas redes sociais ou mandar para o cliente.

Quando a impressão terminar, você vai ouvir o aviso sonoro e receber uma notificação no smartphone ou computador. O app Anker Make Cloud pode ser acessado em qualquer lugar, e é possível imprimir com um só clique, mas a impressora também tem uma pequena tela com resolução HD. Além disso, AnkerMake M5 também é bem silenciosa.

Impressora 3D da Anker está fazendo muito sucesso no Kickstarter

Impressora  AnkerMake M5
Impressora AnkerMake M5 / Divulgação: Anker

O sucesso do projeto no Kickstarter é tanto que dá para acompanhar os apoios crescendo em tempo real. Enquanto eu escrevia esse post, o valor arrecadado pela campanha dessa impressora 3D passou de US$ 500 mil para mais de US$ 1,18 milhão.

O preço da AnkerMake M5 no Kickstarter é U$ 429, ou R$ 2.016 na conversão direta, mas depois ela vai custar US$ 759 (R$ 3.567). Assim, dá para entender o motivo de tanta empolgação por parte dos apoiadores. Clique abaixo para ver o vídeo postado no Kickstarter.

Leia também:

Via The Verge e Engadget

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NVidia usa IA para transformar imagens 2D em objetos 3D

Por Eduardo Sorrentino — 27 de Março de 2022, 16:58

Uma nova tecnologia chamada Neural Radiance Field ou NeRF envolve o treinamento de algoritmos de IA para permitir a criação de objetos 3D a partir de fotos bidimensionais. O NeRF tem a capacidade de preencher os espaços em branco, por assim dizer, interpolando o que as fotos 2D não capturaram. É um truque bacana que pode levar a avanços em vários campos, como videogames e direção autônoma. Agora, a NVIDIA desenvolveu uma nova técnica NeRF – a mais rápida até hoje, afirma a empresa – que precisa de apenas alguns segundos para treinar e gerar uma cena 3D.

Leva apenas alguns segundos para treinar o modelo, chamado Instant NeRF, usando dezenas de fotos e os ângulos de câmera de onde foram tiradas. Depois disso, é capaz de gerar uma cena 3D em apenas “dezenas de milissegundos”. Como outras técnicas de NeRF, requer imagens tiradas de várias posições. E para fotos com vários assuntos, as fotos tiradas sem muito movimento são preferidas, caso contrário, o resultado ficaria embaçado.

Confira o Instant NeRF em ação abaixo:

NVidia mostra Instant NeRF

A NVIDIA explica que os primeiros modelos NeRF também não demoram muito para produzir resultados. Eles levam apenas alguns minutos para renderizar uma cena 3D, mesmo que o assunto em algumas das imagens esteja obstruído por objetos, como pilares e móveis. No entanto, treiná-los levou horas. A versão da NVIDIA leva apenas alguns segundos para ser treinada, porque conta com uma técnica desenvolvida pela empresa chamada codificação de grade de hash multi-resolução, otimizada para funcionar com eficiência em suas GPUs. Ele pode até ser executado em uma única GPU, embora seja mais rápido em placas com núcleos tensores que fornecem um aumento de desempenho para inteligência artificial.

A empresa acredita que o Instant NeRF pode ser usado para treinar robôs e ajudar os sistemas de direção autônoma a entender os tamanhos e formas de objetos do mundo real. A NVIDIA também vê um futuro para a técnica em entretenimento e arquitetura, onde pode ser usada uma forma de gerar modelos 3D de ambientes reais que os criadores podem modificar durante o processo de planejamento.

Leia mais:

Via: Engadget

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Inteligência artificial descobre características escondidas do Parkinson

Por Matheus Barros — 25 de Março de 2022, 17:04

Uma pesquisa realizada por cientistas do NYSCF Research Institute juntamente com o Google Research, descobriu com a ajuda de inteligência artificial uma nova assinatura do Parkinson, o que poderá auxiliar nas descobertas de novos tratamentos contra a doença.  

Esta assinatura consiste em novas características celulares da doença. “A tecnologia robótica que o NYSCF construiu nos permite gerar grandes quantidades de dados de grandes populações de pacientes e descobrir novas assinaturas de doenças como uma base totalmente nova para descobrir drogas que realmente funcionam”, contou a CEO do NYSCF, Susan L. Solomon.  

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O estudo utilizou o repositório de células de pacientes e o sistema robótico NYSCF Global Stem Cell Array para criar imagens de perfil de milhões de células de 91 pacientes de Parkinson e de grupos de controle que não possuem a doença.  

Os cientistas isolaram e expandiram as células da pele chamadas fibroblastos de amostras de biópsia da pele para, em seguida, rotularam diferentes partes dessas células com uma técnica chamada Cell Painting e criaram milhares de imagens de microscopia óptica de alto conteúdo. 

“Esses métodos de inteligência artificial podem determinar o que as células dos pacientes têm em comum que podem não ser observáveis de outra forma”, explicou o pesquisador do Google Research, Samuel J. Yang.  

mulher com Parkinson segurando copo de água
Inteligência artificial descobre novas características do Parkinson que podem ajudar no tratamento. Imagem: Shutterstock

Novos tratamentos contra Parkinson?

“O que também é importante é que os algoritmos são imparciais – eles não dependem de nenhum conhecimento prévio ou preconceito sobre a doença de Parkinson, para que possamos descobrir assinaturas inteiramente novas da doença”. 

A pesquisa se faz extremamente importante para que novos testes clínicos sejam feitos com os medicamentos que agem contra o Parkinson, deste modo, será possível visar atacar alvos específicos da doença e vias que podem ser condutores do quadro. 

Outro estudo recente do tema

Uma outra pesquisa identificou que o Parkinson deixa uma espécie de “assinatura genética” em algumas células T de memória do corpo. Apesar de não saberem com exatidão o que causa essa doença, a descoberta pode ajudar no diagnóstico precoce e no desenvolvimento de novos tratamentos.

O estudo conduzido por pesquisadores do La Jolla Institute for Immunology, na Califórnia (EUA), indica que as células T possuem um papel crucial na progressão da doença. Anteriormente, já era conhecido que a doença avança na medida em que os produtores de dopamina morrem. A causa dessa morte é desconhecida, mas algumas pistas podem ajudar nos tratamentos.

Os neurônios produtores de dopamina mortos contém grande quantidade de uma proteína danificada conhecida como alfa-sinucleína. Esse novo estudo diz que o acúmulo dessa proteína pode causar a morte dos neurônios e mais do que isso: pacientes com Parkinson possuem células T de memória com alvo nas proteínas  alfa-sinucleína. Basicamente a função dessas células é atuar contra antígenos que o corpo já teve contato anteriormente. Confira a pesquisa completa na reportagem do Olhar Digital.

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Inteligência Artificial nas bibliotecas

24 de Fevereiro de 2022, 10:00

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O principal objetivo da Inteligência Artificial (IA) é desenvolver tecnologias que tenham a capacidade de simular as ações humanas e de “pensar” de forma lógica, criando soluções para os mais variados aspetos da vida.

Um dos resultados práticos mais evidentes das tecnologias de IA é a modernização das empresas, no entanto nos tempos mais recentes temos assistido à sua disseminação pelos mais variados aspetos da vida, havendo a consciência de que essa penetração vai aumentar exponencialmente.

Naturalmente, a sua utilização chega também a áreas das humanidades e, como não poderia deixar de acontecer, à educação.

Em 2021, a OCDE apresentou o documento Pushing the Frontiers with Artificial Intelligence, Blockchain and Robots, que equaciona o modo como as tecnologias - incluindo inteligência artificial (IA), learning analytics, robótica e outras – podem transformar o universo educativo, tal como tem vindo a transformar, de um modo geral, as sociedades. (Blogue RBE: Inteligência Artificial, Blockchain e Robôs e outras tecnologias na transformação da educação).

Já em janeiro de 2022, com a consciência de que as tecnologias da IA estão a produzir resultados notáveis em campos altamente especializados, podendo também ajudar a combater problemas globais, mas que traz simultaneamente desafios sem precedentes, os Estados-membros da UNESCO adotam o Acordo Mundial sobre Ética da Inteligência Artificial (IA). (Blogue RBE: Estados-membros da UNESCO adotam o Acordo Mundial sobre Ética da Inteligência Artificial).

Também em janeiro de 2022, a IFLA publicou a atualização do seu Relatório de tendências (referente a 2021), chamando a atenção para o facto de, graças à IA, a forma como se encontra a informação se revolucionar, transformando a pesquisa e tornando possível fornecer aos utilizadores resultados cada vez mais precisos. Este relatório evidencia igualmente que novos usos e aplicações de dados (estreitamente relacionados com a IA) alteram dramaticamente a vida económica e social, tornando cada vez mais essencial que as pessoas aprendam a lidar com eles. (Blogue RBE: Relatório de tendências da IFLA 2021)

A IA é, portanto, uma questão que está a alterar significativamente, também, o trabalho na área das bibliotecas e sobre a qual todos os profissionais ligados à ciência da informação devem refletir e tomar decisões. As bibliotecas escolares e os professores bibliotecários não estão dispensados dessa tarefa. A Biblioteca Nacional da Holanda (KB) já pensou sobre o assunto e conhecer os princípios que definiu pode ajudar todos os profissionais interessados.

Embora consciente de que a IA desempenha um papel cada vez mais importante na leitura, aprendizagem e investigação, atividades centrais das bibliotecas, e apreciando as grandes possibilidades que oferece para as ajudar a cumprir a sua missão de tornar os utilizadores mais inteligentes, mais criativos e mais competentes, a Biblioteca Nacional da Holanda (KB) não fecha os olhos a efeitos secundários imprevistos e indesejáveis, que podem levantar questões éticas, talvez mais do que outras formas de transformação digital.

Sentindo a sua responsabilidade na abordagem destas questões, formulou sete princípios que considera que qualquer aplicação de IA no contexto de biblioteca deve cumprir, os quais tomam como fundamento o seu potencial e os seus benefícios e, ao mesmo tempo, dão diretrizes para evitar armadilhas éticas.

O ponto de partida para definir estes princípios (sintetizados na imagem abaixo) é a premissa central da ONU que afirma que a IA pode e deve ser usada para fazer do mundo um lugar melhor, conforme definido nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que guiam muitas iniciativas e projetos que a incluem.

2022-02-24.png

  1. Acessibilidade

A biblioteca utiliza a IA principalmente para tornar a informação acessível ao público e para promover a capacitação (digital) de todos os cidadãos.

A IA é usada para ajudar a biblioteca a cumprir a sua missão de preservar a informação e tornar a maior quantidade possível acessível aos utilizadores atuais e futuros para lerem, aprenderem e pesquisarem. A aplicação de IA em bibliotecas deve apoiar os ODS, especificamente o ODS 16.10, fornecendo acesso público à informação, e o ODS 4.6 promovendo a alfabetização e a numeracia.

 

  1. Robustez

A biblioteca trabalha apenas com aplicações de IA que são robustamente concebidas e desenvolvidas e cuja utilização é fiável.

As aplicações de IA são aplicações de software que devem satisfazer padrões elevados. A sua robustez é determinada pela qualidade do design, realização, testes, manutenção e documentação. Os fornecedores de IA devem utilizar métodos comprovados, normas, estruturas e certificações de engenharia de software, complementadas com novas normas para algoritmos de aprendizagem de máquinas e conjuntos de dados para formação e testes.

 

  1. Inclusão

A biblioteca só desenvolve e utiliza conjuntos de dados e aplicações de IA que sejam inclusivas.

A biblioteca tem um papel na criação de IA inclusiva, disponibilizando conjuntos de dados para formação e testes de aplicações de IA imparciais, ou explicáveis tendo em conta a idade, etnia, religião, identidade de género, orientação sexual, origem e preferência política.

Mais importante do que prevenir o enviesamento, a que toda a IA é inerentemente suscetível, é saber onde e em que medida este ocorre, para poder ser eliminado ou compensado, mantendo assim a inclusão.

 

  1. Neutralidade

A biblioteca não desenvolve nem utiliza aplicações de IA que visem manipular o comportamento ou pensamento das pessoas.

Embora os sistemas de IA sejam concebidos para apoiar os seres humanos na tomada de decisões e escolhas, isso nunca pode ser mal utilizado, orientando os utilizadores para direções que eles não escolheriam fora do contexto da IA.

A neutralidade dos sistemas de IA pode ser influenciada por dados e algoritmos direcionados, pelo que a biblioteca deve assumir o seu papel de perito neutro e orientar os seus utilizadores, fornecendo conselhos decorrentes de dados e algoritmos neutros.

 

  1. Controle humano

A biblioteca apenas desenvolve e utiliza aplicações de IA que têm, por princípio, em pontos cruciais, alguma forma de monitorização por um humano. "Nenhum humano, nenhuma IA".

A IA serve para apoiar as atividades humanas, mas não deve atuar como um sistema de decisão independente; pode executar muitas tarefas de forma independente, mas deve, em pontos cruciais, ser controlada por pessoas que, em última análise, decidem.

 

  1. Transparência

De preferência e sempre que possível, a biblioteca só desenvolve e utiliza aplicações de IA cujos algoritmos, dados e métodos são transparentes.

A IA não pode ser uma "caixa negra" da qual nem o desenhador consegue explicar como é que se chega a uma conclusão. A transparência pode ser alcançada através da aplicação dos conhecimentos da IA Explicável (XAI). Uma premissa importante da XAI é o “direito a uma explicação” da forma como um sistema de IA chegou a determinada conclusão, especialmente se ela tiver implicações financeiras, legais, ou sociais.

 

  1. Segurança

A biblioteca apenas desenvolve e utiliza aplicações de IA sobre as quais existe a certeza de que respeitam a privacidade dos empregados e utilizadores.

Existe uma extensa legislação sobre privacidade, sobretudo no contexto dos sistemas informáticos, que se aplica também aos sistemas de IA. Existe uma preocupação social substancial, compreensível e justificável, sobre a privacidade em relação à IA. O papel das bibliotecas não é minimizar estas preocupações, mas, pelo contrário, ser um porto seguro, um lugar onde tudo o que é privado é respeitado e protegido.

Referência

Van Wessel, Jan Willem.AI in Libraries: Seven Principles. Zenodo, 2020. https://zenodo.org/record/3865344#.YhXwhujP23A

 

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Pilú de los bosques

Por Inma Herrero — 19 de Julho de 2021, 00:17

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Willow es una niña que adora salir con su padre a recorrer los bosques e identificar en su cuaderno las especies de flora que lo […] Leer más

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Rumbo hacia “nuevas” brechas digitales

Por ergonomic — 23 de Dezembro de 2020, 20:21

Portadas en diferentes idiomas del libro: “Acepto los términos y condiciones: usos y abusos de tecnologías digitales”

 

[Cross post traducido]. Este año se cierra con una sensación extraña. Las consecuencias globales de la pandemia han producido mucho dolor. Todos esperamos recibir mejores noticias en el 2021. No hay duda de que sin Internet esta pandemia hubiera sido completamente diferente para muchos de nosotros. A pesar de las dificultades asociadas con tener que encerrarnos en casa, las tecnologías nos han permitido seguir trabajando, conectándonos entre nosotros, teniendo acceso a servicios e información necesaria para (más o menos) mantener nuestra vida.

Al reflexionar sobre cómo las tecnologías digitales se integran en nuestra vida diaria, el final de 2020 presenta un rompecabezas complicado. Algunas de las noticias que leemos estos días resuenan con episodios de Black Mirror (o más recientemente de El Dilema Social). A continuación se mencionan algunos ejemplos o tendencias que podrían continuar evolucionando durante 2021. Es muy probable que estas tendencias se desarrollen a diferentes velocidades, pero todas se orientan en una dirección similar: las tecnologías digitales amplifican las asimetrías de información creando nuevas manifestaciones de una brecha digital mucho más compleja .

Dependencia económica: el trabajo remoto ha hecho aún más evidente la creciente dependencia de las plataformas digitales de EE. UU. que utilizamos para mantener nuestra vida en marcha ☞ Solo cuando los servicios de Google fallaron durante unas horas, muchos nos dimos cuenta de cuán dependiente es nuestra vida (personal / profesional) de los servicios y plataformas que brindan las grandes empresas de tecnología.

Ciberseguridad: una de las vulnerabilidades más críticas del sistema es la ciberseguridad. No importa cuánto dinero puedan invertir los gobiernos para reducir las vulnerabilidades en el sistema, siempre hay una forma de vulnerar las infraestructuras digitales ☞ El reciente hackeo masivo (aún en desarrollo) en los EE. UU. es solo una clara expresión de eso.

Automatización de tareas: desplazamiento creciente de trabajadores de cuello azul, que en muchos casos se ha buscado reemplazar o sugerir que no resultan esenciales durante la pandemia (e.g. cajeros, call center, comerciantes) ☞ Entrega de servicios remotos o automatización de la economía Gig, un tema discutido por Éric Sadin (+), entre otros. (Hoy hay es una proliferación de libros con el objetivo de alertar a los lectores sobre estos asuntos).

Falta de transparencia algorítmica: aunque la inteligencia artificial no nos ayudó a salir de este lío pandémico, la automatización y las decisiones basadas en algoritmos que se toman durante la pandemia está ganando cada vez más importancia ☞ Las controvertidas predicciones algorítmicas de puntajes académicos generaron malestar e implicaciones negativas en los estudiantes del Reino Unido. Este es un ejemplo de libro de texto al respecto. ☞ Los colegas de la Universidad de Auckland señalan un ejemplo más doméstico al explicar el uso creciente de herramientas de revisión gramatical (aquí un gran sitio sobre este tema). Sugieren que estas ayudas robóticas para escribir siguen siendo parcialmente útiles, limitadas y, a menudo, ofreciendo soluciones confusas (y los usuarios deben utilizarlas con ojos críticos).

El capitalismo de la vigilancia (Zuboff): la concentración ya sin precedentes (monopolio y posición dominante) del mercado digital en un puñado de empresas ☞ El gobierno federal y los estados de EE. UU. están comenzando a tomar medidas, pero aún se desconoce cuánto tiempo se va a necesitar para alterar la actuales condiciones, donde unos pocos ganadores se llevan todo. Algunos expertos indican que estas disputas pueden llevar años (por lo tanto, todavía es demasiado pronto para saber cuáles serán los resultados). Facebook + Instagram + Whatsapp puede ser un ejemplo. La demanda colectiva contra el poder monopólico mantenido sobre el mercado de búsquedas en Internet mediante contratos y conductas anticompetitivas, son otro ejemplo para la colección.

Bajo control: Las aplicaciones de rastreo implementadas o adoptadas por gobiernos y grandes compañías de tecnologías presentan graves amenazas y han disminuido seriamente la ya frágil privacidad de los datos de los ciudadanos ☞ Sin embargo, hemos aprendido que la privacidad no es solo una tarea individual, sino una responsabilidad colectiva (La privacidad es poder, nos dice Véliz en su nuevo libro). ☞ Apple y Google se asocian en la tecnología de rastreo de contactos COVID-19 . Si cree que ya ha visto suficiente, no se pierda el video “Token de TraceTogether”  del gobierno de Singapur.

Automatización de la desigualdad (Eubanks): una mayor concienciación sobre cómo funcionan los sistemas digitales. Poco a poco, los usuarios van reconociendo que las empresas digitales implementan plataformas que tienden a replicar sesgos preexistentes. En el mundo digital, las mujeres, las personas negras, personas con movilidad limitada, usuarios que no hablan inglés entre otros grupos, están sistemáticamente mal o sub representadas ☞ Aunque hay tendencias emergentes que sugieren una mayor conciencia, todavía parece una amenaza que inquieta a un grupo (aún pequeño) de primeros adoptantes (¿usuarios elite?). Todavía queda un largo camino por recorrer para tener una conversación social sobre esto. ☞ Google despidió (y volvió a contratar) a una investigadora de ética de inteligencia artificial de Google (mujer de color) que criticó la falta de diversidad de la empresa. ☞ Las computadoras logran un reconocimiento facial más limitado en mujeres y personas de color que en hombres blancos (no te pierdas la nueva película Coded Bias).

Sin duda, esta es una selección subjetiva de tendencias / noticias. Estos recortes de prensa pueden ayudarnos a comprender lo importante que es (y será) atender el costo transaccional de nuestra vida digital. La pandemia ha acelerado el papel de las tecnologías. Quizás sean necesarios cambios en nuestra mentalidad y comportamiento. ¿Hasta qué punto comprendemos la integración de las viejas y nuevas vulnerabilidades que surgen en la sociedad digital? Quizá haya que aclarar que este mensaje no debe simplificarse a un llamado contra todas las tecnologías digitales. Este es un llamado a la acción, a mantenernos críticos y alerta. Los ciudadanos seguirán necesitando protegerse en (y de) las “ciudades inteligentes” (prefiero ciudadanos inteligentes antes que ciudades inteligentes).

La única contribución que puedo hacer es alentar a los tomadores de decisiones, educadores, desarrolladores de tecnología, personas influyentes, padres, y público en general, a pensar un poco más en cómo prepararse mejor para esta agenda socio-técnica de un futuro (muy) cercano, que temo que pueda afectar de manera desproporcionada a quienes son más vulnerables.

 

⊕⊕⊕

Para mí, 2020 comenzó con la traducción al inglés de mi libro (“Acepto los términos y condiciones: usos y abusos de tecnologías digitales“), con el apoyo de IDRC . Ahora, justo antes de que finalice este año, me alegra compartir que el libro ya ha sido traducido al portugués (recientemente lanzado), con el apoyo de Fundación Santillana . Este es un libro de acceso abierto, de descarga gratuita, y es una pequeña contribución para profundizar en nuestra relación con las tecnologías digitales (versión en español versión en inglés versión portuguesa).

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Rumbo hacia “nuevas” brechas digitales

Por ergonomic — 23 de Dezembro de 2020, 20:21

Portadas en diferentes idiomas del libro: “Acepto los términos y condiciones: usos y abusos de tecnologías digitales”

 

[Cross post traducido]. Este año se cierra con una sensación extraña. Las consecuencias globales de la pandemia han producido mucho dolor. Todos esperamos recibir mejores noticias en el 2021. No hay duda de que sin Internet esta pandemia hubiera sido completamente diferente para muchos de nosotros. A pesar de las dificultades asociadas con tener que encerrarnos en casa, las tecnologías nos han permitido seguir trabajando, conectándonos entre nosotros, teniendo acceso a servicios e información necesaria para (más o menos) mantener nuestra vida.

Al reflexionar sobre cómo las tecnologías digitales se integran en nuestra vida diaria, el final de 2020 presenta un rompecabezas complicado. Algunas de las noticias que leemos estos días resuenan con episodios de Black Mirror (o más recientemente de El Dilema Social). A continuación se mencionan algunos ejemplos o tendencias que podrían continuar evolucionando durante 2021. Es muy probable que estas tendencias se desarrollen a diferentes velocidades, pero todas se orientan en una dirección similar: las tecnologías digitales amplifican las asimetrías de información creando nuevas manifestaciones de una brecha digital mucho más compleja .

Dependencia económica: el trabajo remoto ha hecho aún más evidente la creciente dependencia de las plataformas digitales de EE. UU. que utilizamos para mantener nuestra vida en marcha ☞ Solo cuando los servicios de Google fallaron durante unas horas, muchos nos dimos cuenta de cuán dependiente es nuestra vida (personal / profesional) de los servicios y plataformas que brindan las grandes empresas de tecnología.

Ciberseguridad: una de las vulnerabilidades más críticas del sistema es la ciberseguridad. No importa cuánto dinero puedan invertir los gobiernos para reducir las vulnerabilidades en el sistema, siempre hay una forma de vulnerar las infraestructuras digitales ☞ El reciente hackeo masivo (aún en desarrollo) en los EE. UU. es solo una clara expresión de eso.

Automatización de tareas: desplazamiento creciente de trabajadores de cuello azul, que en muchos casos se ha buscado reemplazar o sugerir que no resultan esenciales durante la pandemia (e.g. cajeros, call center, comerciantes) ☞ Entrega de servicios remotos o automatización de la economía Gig, un tema discutido por Éric Sadin (+), entre otros. (Hoy hay es una proliferación de libros con el objetivo de alertar a los lectores sobre estos asuntos).

Falta de transparencia algorítmica: aunque la inteligencia artificial no nos ayudó a salir de este lío pandémico, la automatización y las decisiones basadas en algoritmos que se toman durante la pandemia está ganando cada vez más importancia ☞ Las controvertidas predicciones algorítmicas de puntajes académicos generaron malestar e implicaciones negativas en los estudiantes del Reino Unido. Este es un ejemplo de libro de texto al respecto. ☞ Los colegas de la Universidad de Auckland señalan un ejemplo más doméstico al explicar el uso creciente de herramientas de revisión gramatical (aquí un gran sitio sobre este tema). Sugieren que estas ayudas robóticas para escribir siguen siendo parcialmente útiles, limitadas y, a menudo, ofreciendo soluciones confusas (y los usuarios deben utilizarlas con ojos críticos).

El capitalismo de la vigilancia (Zuboff): la concentración ya sin precedentes (monopolio y posición dominante) del mercado digital en un puñado de empresas ☞ El gobierno federal y los estados de EE. UU. están comenzando a tomar medidas, pero aún se desconoce cuánto tiempo se va a necesitar para alterar la actuales condiciones, donde unos pocos ganadores se llevan todo. Algunos expertos indican que estas disputas pueden llevar años (por lo tanto, todavía es demasiado pronto para saber cuáles serán los resultados). Facebook + Instagram + Whatsapp puede ser un ejemplo. La demanda colectiva contra el poder monopólico mantenido sobre el mercado de búsquedas en Internet mediante contratos y conductas anticompetitivas, son otro ejemplo para la colección.

Bajo control: Las aplicaciones de rastreo implementadas o adoptadas por gobiernos y grandes compañías de tecnologías presentan graves amenazas y han disminuido seriamente la ya frágil privacidad de los datos de los ciudadanos ☞ Sin embargo, hemos aprendido que la privacidad no es solo una tarea individual, sino una responsabilidad colectiva (La privacidad es poder, nos dice Véliz en su nuevo libro). ☞ Apple y Google se asocian en la tecnología de rastreo de contactos COVID-19 . Si cree que ya ha visto suficiente, no se pierda el video “Token de TraceTogether”  del gobierno de Singapur.

Automatización de la desigualdad (Eubanks): una mayor concienciación sobre cómo funcionan los sistemas digitales. Poco a poco, los usuarios van reconociendo que las empresas digitales implementan plataformas que tienden a replicar sesgos preexistentes. En el mundo digital, las mujeres, las personas negras, personas con movilidad limitada, usuarios que no hablan inglés entre otros grupos, están sistemáticamente mal o sub representadas ☞ Aunque hay tendencias emergentes que sugieren una mayor conciencia, todavía parece una amenaza que inquieta a un grupo (aún pequeño) de primeros adoptantes (¿usuarios elite?). Todavía queda un largo camino por recorrer para tener una conversación social sobre esto. ☞ Google despidió (y volvió a contratar) a una investigadora de ética de inteligencia artificial de Google (mujer de color) que criticó la falta de diversidad de la empresa. ☞ Las computadoras logran un reconocimiento facial más limitado en mujeres y personas de color que en hombres blancos (no te pierdas la nueva película Coded Bias).

Sin duda, esta es una selección subjetiva de tendencias / noticias. Estos recortes de prensa pueden ayudarnos a comprender lo importante que es (y será) atender el costo transaccional de nuestra vida digital. La pandemia ha acelerado el papel de las tecnologías. Quizás sean necesarios cambios en nuestra mentalidad y comportamiento. ¿Hasta qué punto comprendemos la integración de las viejas y nuevas vulnerabilidades que surgen en la sociedad digital? Quizá haya que aclarar que este mensaje no debe simplificarse a un llamado contra todas las tecnologías digitales. Este es un llamado a la acción, a mantenernos críticos y alerta. Los ciudadanos seguirán necesitando protegerse en (y de) las “ciudades inteligentes” (prefiero ciudadanos inteligentes antes que ciudades inteligentes).

La única contribución que puedo hacer es alentar a los tomadores de decisiones, educadores, desarrolladores de tecnología, personas influyentes, padres, y público en general, a pensar un poco más en cómo prepararse mejor para esta agenda socio-técnica de un futuro (muy) cercano, que temo que pueda afectar de manera desproporcionada a quienes son más vulnerables.

 

⊕⊕⊕

Para mí, 2020 comenzó con la traducción al inglés de mi libro (“Acepto los términos y condiciones: usos y abusos de tecnologías digitales“), con el apoyo de IDRC . Ahora, justo antes de que finalice este año, me alegra compartir que el libro ya ha sido traducido al portugués (recientemente lanzado), con el apoyo de Fundación Santillana . Este es un libro de acceso abierto, de descarga gratuita, y es una pequeña contribución para profundizar en nuestra relación con las tecnologías digitales (versión en español versión en inglés versión portuguesa).

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Curar el cerebro, el próximo objetivo de las nuevas tecnologías

Por M. Victoria S. Nadal — 28 de Agosto de 2020, 19:10

El cerebro humano es el órgano más misterioso del cuerpo y uno de los enigmas más complejos que se conocen en el universo. Los científicos siguen tratando de descubrir qué provoca nuestros sueños, por qué de repente un día nos olvidamos de quiénes somos o dónde está el límite de la conciencia. Tampoco han conseguido aclarar dónde acaba o empieza nuestra mente y dónde nuestro cerebro. Desentrañar estos enigmas, entre otros muchos, sigue siendo una asignatura pendiente. Para hacerlo, hay que empezar por lo poco que sabemos con certeza. Aquí va una de las verdades irrefutables de la neurociencia: a finales del siglo XIX, Santiago Ramón y Cajal situó las neuronas como elementos individuales del sistema nervioso, lo que lo convirtió en el primer español en recibir un premio Nobel de Medicina en 1906.

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“Abrir el acceso al cerebro permite experiencias diferentes a las que son típicamente humanas”

Por M. Victoria S. Nadal — 28 de Agosto de 2020, 19:09

Sara Goering es coautora de un artículo publicado en la revista Nature donde aboga, como parte de un grupo de expertos de renombre internacional, por la necesidad de establecer un código ético y una legislación que regule la aplicación de dispositivos cerebrales. Explica cómo esta tecnología podría condicionar la forma de ser de los ciudadanos.

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Si la tecnología es capaz de medir, repartir y optimizar el trabajo, ¿quién necesita un jefe?

Por Jaime García Cantero — 15 de Agosto de 2020, 18:14

Una pulsera controla el tiempo que un operario en un almacén de Amazon tarda en localizar un paquete y alerta si es más de lo esperado. Un algoritmo decide las subidas de sueldo en Google. Departamentos de atención al cliente analizan la voz del teleoperador para conocer su estado de ánimo: venden más los comerciales felices. Sensores, girómetros, tarjetas de identificación, cámaras, apps corporativas o herramientas que monitorizan nuestros ordenadores y móviles han convertido el trabajo en el epicentro de eso que Shoshana Zuboff llama el “capitalismo de vigilancia”.

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¿Cómo pueden identificarme los sistemas de reconocimiento facial?

Por Olivia López Bueno — 14 de Agosto de 2020, 18:56

En los últimos años, la velocidad y precisión de los algoritmos de reconocimiento facial ha experimentado nuevos avances gracias a la investigación, especialmente en las técnicas 3D. En la actualidad conviven diferentes tecnologías, pero todas siguen las mismas fases a la hora de reconocer una cara.

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“La tecnología está creando una generación de personas muy solas”

Por Mariló García Martín — 5 de Abril de 2020, 02:07

Una plataforma digital le dio su primera oportunidad. Elísabet Benavent (Valencia, 1984) no podía imaginar entonces que en cinco años vendería dos millones de ejemplares de sus 20 libros publicados, el último de ellos Un cuento perfecto (editorial Suma). “Lancé mi primera novela a través de Amazon, sin tener ni idea de cómo se hacía. Pero descubrí que la autoedición era muy intuitiva”, explica la escritora de En los zapatos de Valeria, el inicio de la saga que le haría popular y que Netflix ha llevado a una serie que estrenará este año.

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Érase una vez el sesgo: así se fabrica la ecuanimidad en Google

Por Montse Hidalgo Pérez — 6 de Março de 2020, 18:32

Los humanos tenemos una larga historia de crear productos que no necesariamente están alineados con las necesidades de todo el mundo. “Las mujeres al volante eran un 47% más propensas a resultar gravemente heridas en los accidentes de coche hasta 2011 porque los fabricantes de automóviles no estaban obligados a usar maniquíes femeninos en los tests de choques”, explica Tulsee Doshi, responsable de la iniciativa de machine learning justo de Google en una conferencia del ciclo TechTalks de la ACM. Como consecuencia de la falta de maniquíes representativos, los responsables de la seguridad de todos los conductores no entendían el impacto de los cinturones o los airbags sobre una parte sustancial de ellos en caso de colisión.

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La inteligencia artificial se asoma a la justicia pero despierta dudas éticas

Por Mauro Berchi — 4 de Março de 2020, 07:15

Una mujer se persona en la mesa de entradas de un juzgado de Buenos Aires, Argentina. Son las 10 de la mañana de un lunes frío de agosto de 2018. Llega acompañada por sus tres hijos, que se sientan en el suelo a jugar, mientras su madre conversa con el empleado. “Vengo a presentar un amparo para cobrar el subsidio por situación de calle”, desliza la mujer con algo de vergüenza. Después de unas pocas preguntas, cuyas respuestas van a parar a un formulario de papel, el empleado le solicita su carnet de identidad y se adentra en la oficina. La señora decide sentarse a esperar. Está cansada y sabe que pasarán meses antes de que esta pequeña bola de nieve que acaba de empujar se convierta en la posibilidad de dormir bajo techo.

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¡Chau (y gracias) Uruguay!

Por ergonomic — 18 de Agosto de 2019, 22:08

English version here.


Cinco años pueden ser mucho tiempo. Pero también puede ser muy poco, dependiendo del color del cristal con el que se mire. Por ejemplo, hace cinco años no tuvimos la explosión de los avances en el reconocimiento facial que tenemos hoy en día. Hace cinco años, teníamos y tenemos (y probablemente seguirá existiendo en los próximos años) un gran número de retos relacionados con la educación y la tecnología (EdTech).

Mi interés no es resumir lo que hemos construido en los últimos cinco años. No sería justo decir que sólo creamos y desarrollamos un Centro Nacional y Regional de Investigación en Tecnologías Digitales para apoyar las políticas públicas sobre EdTech. Creo que hicimos más que eso. Aquí se destacan algunos de los puntos claves que implementamos para que esto ocurra, así como para sugerir algunas de las exploraciones que podrían ser necesarias en el futuro.

Como la mayoría de la gente en este campo sabe, el entusiasmo que las tecnologías digitales generan en la educación no está necesariamente respaldado por evidencias sólidas o sistemáticas.

Aunque muchas políticas públicas se comprometen a entregar aparatos digitales en las aulas, sólo un puñado de ellas proporcionan una investigación sólida y la evaluación del impacto necesaria para comprender qué funciona y en qué circunstancias.

Los días en que las tecnologías estaban destinadas a ser un “mantra” han pasado. Ahora se sabe y está bien documentada la importancia de definir un marco común, una infraestructura, una visión clara, una gestión sólida, un apoyo permanente a los educadores y evaluaciones sistemáticas para garantizar que las herramientas digitales puedan enriquecer eficazmente el aprendizaje.

Hace cinco años Uruguay decidió crear un Centro de Investigación enfocado a producir conocimiento especializado en el campo de la educación digital. Después de una convocatoria internacional, me sentí honrado de haber sido elegido como Director de esta novedosa pero ambiciosa iniciativa. Siendo un país pequeño, todo lo que sabía era la gran oportunidad de conectar y apoyar redes nacionales e internacionales de expertos en el campo de EdTech.

En colaboración con un amplio número de socios, diseñamos una institución dinámica y flexible, abierta a establecer conexiones con socios públicos clave, dando prioridad a líneas de investigación más centradas en la educación que en la tecnología. Todo esto apoyado por un grupo de profesionales altamente comprometidos con el objetivo de producir conocimiento concreto en educación. No hay recetas mágicas. Lo que funcionó aquí podría no funcionar en otros lugares. Estas son algunas de las acciones prioritarias que hemos decidido llevar a cabo:

1. Crear y promover una cultura de evidencia y responsabilidad en EdTech.
Apoyar a académicos e investigadores locales y regionales, así como a organizaciones de investigación públicas y privadas capaces de producir conocimiento para comprender mejor qué funciona y qué no, y en qué medida puede ser replicado o mejorado.

2. La construcción de redes como regla de oro.
Conectar una amplia variedad de comunidades EdTech en todo el mundo fue una prioridad, basado en la idea de desarrollar capacidades regionales que benefician no sólo a un solo país sino a todo el ecosistema.

3. Comprender la complejidad de la evaluación del conocimiento en el siglo XXI.
Si bien la educación se enfrenta a necesidades permanentes de transformación, no todo lo que se puede contar cuenta. Decidimos desarrollar una variedad de herramientas, metodologías y experiencia para monitorear diferentes tipos de resultados de aprendizaje tanto en entornos formales como informales. Queremos entender mejor cómo la tecnología puede (o no) servir a los educadores y estudiantes.

4. Desarrollo y consolidación de las capacidades institucionales.
Se llevaron a cabo diferentes acciones dirigidas a una variedad de organizaciones (instituciones públicas y académicas, iniciativas de la sociedad civil y otras redes multilaterales). Para asegurar agendas a largo plazo y una investigación de alta calidad, era fundamental contribuir al desarrollo institucional de las organizaciones que trabajan en este campo (especialmente en las regiones en desarrollo, donde la investigación se considera todavía un privilegio que no todos pueden permitirse).

5. No sólo producir conocimientos, sino tambiéntraducirlos y difundirlos.
No basta con producir conocimientos de alta calidad si no son adaptados y adoptados por quienes pueden beneficiarse de ellos. Más allá de asegurar que todo el conocimiento generado estuviera abiertamente disponible en línea bajo licencias Creative Commons, el objetivo era diseñar y llevar a cabo un gran número de eventoscharlaslibros y otras publicaciones, recursos multimedia, repositorios, etc. para asegurar que el conocimiento producido fuera accesible para nuestras comunidades objetivo (responsables de la formulación de políticas, educadores, investigadores, medios de comunicación de masas y digitales, desarrolladores de tecnología, padres y familias, etc.).

Pero este no es el final de la historia. En realidad, esto es sólo el principio. Hoy en día hay una serie de desafíos por delante. La relevancia de las políticas de EdTech, que hacen un uso intensivo de los datos, está cobrando impulso. La personalización sigue siendo una gran promesa. Se abren nuevas oportunidades, pero también un gran número de complejidades que hay que abordar. Las organizaciones en este campo necesitan abordar la privacidad, la ética y la protección de datos, la transparencia algorítmica y la responsabilidad, el bienestar cibernético, entre muchas otras dimensiones que no estaban bien integradas en la agenda de EdTech hace 5 o 10 años.La gran pregunta sobre cómo la inteligencia artificial puede mejorar (o no) el papel de los educadores es todavía un asunto por explorar. Será necesario analizar mejores estrategias para comprender cómo la tecnología puede servir a la pedagogía (y no al revés).

Estoy seguro de que esta comunidad seguirá explorando estos y otros desafíos que se avecinan. Estoy profundamente agradecido por todos estos años de intercambio y aprendizaje. Aunque ahora debo moverme hacia nuevos horizontes, seguiré explorando cuáles son las mejores alternativas para escalar las iniciativas de educación efectivas, adaptando las tecnologías para que apoyen las diferentes formas de enseñanza y aprendizaje, considerando en especial a las comunidades más desatendidas.

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¡Chau (y gracias) Uruguay!

Por ergonomic — 18 de Agosto de 2019, 22:08

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Cinco años pueden ser mucho tiempo. Pero también puede ser muy poco, dependiendo del color del cristal con el que se mire. Por ejemplo, hace cinco años no tuvimos la explosión de los avances en el reconocimiento facial que tenemos hoy en día. Hace cinco años, teníamos y tenemos (y probablemente seguirá existiendo en los próximos años) un gran número de retos relacionados con la educación y la tecnología (EdTech).

Mi interés no es resumir lo que hemos construido en los últimos cinco años. No sería justo decir que sólo creamos y desarrollamos un Centro Nacional y Regional de Investigación en Tecnologías Digitales para apoyar las políticas públicas sobre EdTech. Creo que hicimos más que eso. Aquí se destacan algunos de los puntos claves que implementamos para que esto ocurra, así como para sugerir algunas de las exploraciones que podrían ser necesarias en el futuro.

Como la mayoría de la gente en este campo sabe, el entusiasmo que las tecnologías digitales generan en la educación no está necesariamente respaldado por evidencias sólidas o sistemáticas.

Aunque muchas políticas públicas se comprometen a entregar aparatos digitales en las aulas, sólo un puñado de ellas proporcionan una investigación sólida y la evaluación del impacto necesaria para comprender qué funciona y en qué circunstancias.

Los días en que las tecnologías estaban destinadas a ser un “mantra” han pasado. Ahora se sabe y está bien documentada la importancia de definir un marco común, una infraestructura, una visión clara, una gestión sólida, un apoyo permanente a los educadores y evaluaciones sistemáticas para garantizar que las herramientas digitales puedan enriquecer eficazmente el aprendizaje.

Hace cinco años Uruguay decidió crear un Centro de Investigación enfocado a producir conocimiento especializado en el campo de la educación digital. Después de una convocatoria internacional, me sentí honrado de haber sido elegido como Director de esta novedosa pero ambiciosa iniciativa. Siendo un país pequeño, todo lo que sabía era la gran oportunidad de conectar y apoyar redes nacionales e internacionales de expertos en el campo de EdTech.

En colaboración con un amplio número de socios, diseñamos una institución dinámica y flexible, abierta a establecer conexiones con socios públicos clave, dando prioridad a líneas de investigación más centradas en la educación que en la tecnología. Todo esto apoyado por un grupo de profesionales altamente comprometidos con el objetivo de producir conocimiento concreto en educación. No hay recetas mágicas. Lo que funcionó aquí podría no funcionar en otros lugares. Estas son algunas de las acciones prioritarias que hemos decidido llevar a cabo:

1. Crear y promover una cultura de evidencia y responsabilidad en EdTech.
Apoyar a académicos e investigadores locales y regionales, así como a organizaciones de investigación públicas y privadas capaces de producir conocimiento para comprender mejor qué funciona y qué no, y en qué medida puede ser replicado o mejorado.

2. La construcción de redes como regla de oro.
Conectar una amplia variedad de comunidades EdTech en todo el mundo fue una prioridad, basado en la idea de desarrollar capacidades regionales que benefician no sólo a un solo país sino a todo el ecosistema.

3. Comprender la complejidad de la evaluación del conocimiento en el siglo XXI.
Si bien la educación se enfrenta a necesidades permanentes de transformación, no todo lo que se puede contar cuenta. Decidimos desarrollar una variedad de herramientas, metodologías y experiencia para monitorear diferentes tipos de resultados de aprendizaje tanto en entornos formales como informales. Queremos entender mejor cómo la tecnología puede (o no) servir a los educadores y estudiantes.

4. Desarrollo y consolidación de las capacidades institucionales.
Se llevaron a cabo diferentes acciones dirigidas a una variedad de organizaciones (instituciones públicas y académicas, iniciativas de la sociedad civil y otras redes multilaterales). Para asegurar agendas a largo plazo y una investigación de alta calidad, era fundamental contribuir al desarrollo institucional de las organizaciones que trabajan en este campo (especialmente en las regiones en desarrollo, donde la investigación se considera todavía un privilegio que no todos pueden permitirse).

5. No sólo producir conocimientos, sino tambiéntraducirlos y difundirlos.
No basta con producir conocimientos de alta calidad si no son adaptados y adoptados por quienes pueden beneficiarse de ellos. Más allá de asegurar que todo el conocimiento generado estuviera abiertamente disponible en línea bajo licencias Creative Commons, el objetivo era diseñar y llevar a cabo un gran número de eventoscharlaslibros y otras publicaciones, recursos multimedia, repositorios, etc. para asegurar que el conocimiento producido fuera accesible para nuestras comunidades objetivo (responsables de la formulación de políticas, educadores, investigadores, medios de comunicación de masas y digitales, desarrolladores de tecnología, padres y familias, etc.).

Pero este no es el final de la historia. En realidad, esto es sólo el principio. Hoy en día hay una serie de desafíos por delante. La relevancia de las políticas de EdTech, que hacen un uso intensivo de los datos, está cobrando impulso. La personalización sigue siendo una gran promesa. Se abren nuevas oportunidades, pero también un gran número de complejidades que hay que abordar. Las organizaciones en este campo necesitan abordar la privacidad, la ética y la protección de datos, la transparencia algorítmica y la responsabilidad, el bienestar cibernético, entre muchas otras dimensiones que no estaban bien integradas en la agenda de EdTech hace 5 o 10 años.La gran pregunta sobre cómo la inteligencia artificial puede mejorar (o no) el papel de los educadores es todavía un asunto por explorar. Será necesario analizar mejores estrategias para comprender cómo la tecnología puede servir a la pedagogía (y no al revés).

Estoy seguro de que esta comunidad seguirá explorando estos y otros desafíos que se avecinan. Estoy profundamente agradecido por todos estos años de intercambio y aprendizaje. Aunque ahora debo moverme hacia nuevos horizontes, seguiré explorando cuáles son las mejores alternativas para escalar las iniciativas de educación efectivas, adaptando las tecnologías para que apoyen las diferentes formas de enseñanza y aprendizaje, considerando en especial a las comunidades más desatendidas.

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