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Após Renault apresentar carro a hidrogênio, CEO diz estar cético com a tecnologia

Por Ronnie Mancuzo — 23 de Maio de 2022, 13:51

Após a apresentação do projeto do novo Scenic Vision há alguns dias, o CEO da Renault compartilhou algumas de suas impressões sobre o uso do hidrogênio na propulsão dos veículos. Basicamente, Luca de Meo mostra muita cautela com relação às aplicações nesse sentido tão já.

O assunto foi levantado tendo em vista que o Scenic Vision (que também ilustra nossa imagem de destaque) foi apresentado como um SUV elétrico com célula de combustível de hidrogênio, mas para o médio prazo. A Renault disse que essa configuração é uma “visão mais ampla” da linha e não estará disponível comercialmente antes de 2030 — uma versão totalmente elétrica do carro chegará ao mercado em 2024.

Custos aceitáveis do hidrogênio

Um veículo de célula de combustível tem um motor elétrico alimentado por eletricidade produzida através do hidrogênio, aumentando o alcance da bateria. E Luca de Meo diz que o hidrogênio tem seu papel. “Teremos um veículo comercial à venda usando essa tecnologia este ano e trabalharemos com parceiros de negócios para apresentá-lo” (trata-se do furgão Renault Master movido a hidrogênio que foi construído em colaboração com a Plug Power sob o placa de identificação Hyvia).

“Mas em carros? Sinceramente, quem sabe? O desafio é tornar os custos aceitáveis ​​para os clientes e instalar uma rede de carregamento. Ainda há debates sobre como tornar a rede de carregamento elétrico boa o suficiente”, explica o CEO da Renault, mostrando estar cético sobre a aplicação do hidrogênio no curto prazo.

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Para a próxima década, o esperado é ter o hidrogênio mais presente no mercado automotivo. Como explica a montadora francesa, “em 2030 e além, quando a rede de estações de hidrogênio for grande o suficiente, você poderá dirigir até 800 km [com o Scenic Vision] sem parar para carregar a bateria”. O SUV com motor elétrico de 215 cv e bateria de 40 kWh será equipado com uma célula de combustível de 15 kW.

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Para conter inflação, Joe Biden dá sinal verde para combustível mais poluente que gasolina nos EUA

Por Lucas Berredo — 12 de Abril de 2022, 21:53

O governo Joe Biden anunciou nesta terça-feira (12) que vai permitir aos americanos continuarem comprando a E15, uma gasolina que usa mistura 15% de etanol, durante o verão (1º de junho a 15 de setembro). A medida faz parte de um plano do Executivo dos EUA para conter a alta da gasolina no país — e a consequente inflação, a maior em 40 anos — e a dependência de fontes externas de energia.

A E15 é banida em boa parte dos Estados Unidos durante o verão por conta do seu alto teor de poluição (pior do que a gasolina padrão, portanto). A proibição da venda neste período do ano, em vigor desde 2011, leva em conta a possibilidade de elementos poluentes no etanol reagirem com a luz solar e provocar maior poluição atmosférica e emissão de gases-estufa.

De acordo com a Casa Branca, a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA, na sigla em inglês) irá trabalhar “com os estados de todo o país para garantir que não haja impactos significativos na qualidade do ar durante a estação de verão”. Neste sentido, vale ressaltar que boa parte da gasolina nos EUA já é misturada com até 10% de etanol.

Vitória para o lobby do milho

A manutenção do E15 durante o verão não deixa de ser uma boa notícia para o lobby do etanol nos EUA — por lá, ele é retirado do milho —, que há anos tenta acabar com o bloqueio temporário da mistura. Tanto legisladores do Partido Democrata quanto do Republicano já tentaram ingressar com projetos de lei de incentivo ao combustível.

A economia de custos com o E15 é controversa, porque, embora seja mais barato, o etanol possui cerca de um terço a menos de energia do que a gasolina. Desta forma, a adoção da mistura pode até diminuir US$ 0,10 nos gastos de combustível; em compensação, o motorista terá que, proporcionalmente, injetar uma maior quantidade de etanol para percorrer um determinado trecho do que colocaria em gasolina.

No momento, o E15 não é muito popular nos EUA e é vendido em apenas 2.300 postos de gasolina em 30 estados. No entanto, a situação pode mudar nos próximos anos, uma vez que a ficha técnica distribuída pelo governo Biden menciona que “a EPA também está pensando em ações adicionais para facilitar o uso do E15 durante todo o ano”.

Crédito da imagem principal: Crush Rush/Shutterstock

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Novo Mercedes elétrico custa mais que o Tesla Model S Plaid

Por Lucas Berredo — 4 de Abril de 2022, 16:33

Primeiro carro elétrico de produção da Mercedes, o novo sedã EQS chegará ao mercado americano por um preço superior ao Tesla Model S Plaid. Nos EUA, o modelo alemão deve sair por US$ 140 mil (aproximadamente R$ 646 mil, na conversão direta), cerca de US$ 4 mil (em torno de R$ 19 mil) mais caro que o elétrico fabricado pela empresa de Elon Musk.

O preço de varejo do EQS, na verdade, é um pouco maior — US$ 147.500 (R$ 680 mil) —, mas o modelo da Mercedes provavelmente será elegível para isenção fiscal, o que tiraria em torno de US$ 7,5 mil do valor.

Nos Estados Unidos, o EQS estará disponível em duas configurações: Exclusive e Pinnacle (a distinção de preço entre as duas versões é de US$ 2 mil, aproximadamente). Rival do Tesla Model S Plaid e do Audi e-tron GT, o sedã elétrico da Mercedes faz de 0 a 100 km/h em 3,4 segundos, ostentando um trem de força com 649 cv e sistema de tração integral 4Matic+ — na especificação EQS 53 4Matic+, a mais avançada. A previsão é que o carro chegue às concessionárias americanas entre maio e junho deste ano (fim da primavera no Hemisfério Norte).

Sedã elétrico Mercedes-Benz EQS
Mercedes-Benz/Divulgação

Bom alcance para um sedã

Na especificação 450, o EQS consegue um alcance estimado de 563 km. A versão 580 com dois motores chega perto disso com 16 km a menos de autonomia. Ambas estão próximas do alcance oferecido pelo Tesla Model 3, mas não do Tesla Model S, concorrente direto do primeiro elétrico da Mercedes, que possui em torno de 645 km de alcance.

De qualquer forma, o EQS pode ir bem mais longe do que outros EVs de ponta, como o Porsche Taycan e o Audi e-tron GT, o que certamente será uma vantagem no mercado americano — e também no Brasil, se ele chegar por aqui.

O carro pode ser realimentado em casa usando um adaptador de 240V ou em estações de recarga rápida. Em uma tomada comum, ele demora um pouco mais que 11 horas para fazer o recarregamento completo. Já na configuração de recarga rápida, a Mercedes estima em torno de 31 minutos para alimentá-lo de 10 a 80%.

Outro ponto interessante no hatchback é a boa capacidade de carga no porta-malas — 623 litros —, que pode ser aumentada para 1.784 litros, caso o motorista rebata os bancos traseiros.

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